COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

A França se garantiu nas oitavas de final da Copa do Mundo durante a tarde desta quinta-feira. Jogando na Arena Ecaterimburgo, apinhada de torcedores do Peru, os europeus decidiram a partida no primeiro tempo e venceram por 1 a 0, com gol de Mbappé, eliminando os sul-americanos do torneio sediado na Rússia.

Com o resultado, a França se mantém na liderança do Grupo C, com seis pontos ganhos, dois a mais do que Dinamarca. Já o Peru, que amargou o seu segundo revés em seu retorno ao Mundial após 36 anos de ausência, segue na lanterna da chave sem nenhum ponto somado e não tem mais chances de se classificar.

Pela terceira rodada da Copa do Mundo, França e Dinamarca farão um duelo valendo a liderança da chave na próxima terça-feira, às 11 horas (de Brasília), em Moscou. No mesmo dia e horário, em Sochi, o Peru cumprirá tabela diante da Austrália, que precisa da vitória e de um revés dos nórdicos para avançar.

França domina e sai na frente

O Peru esboçou uma pressão no início da partida, mas aos poucos a França foi se impondo. A primeira boa chance ocorreu aos 10 minutos, quando bola sobrou para Griezmann dentro da área. O atacante, porém, chutou torto e mandou para fora. Logo em seguida, Pogba arriscou de longe e tirou tinta da trave direita do goleiro Gallese.

Com as linhas adiantadas, a França continuou empurrando o Peru para o seu campo de defesa. Aos 13 minutos, após cobrança de escanteio pela esquerda, Varane subiu mais alto que a marcação e testou com perigo. Pouco depois, Giroud recebeu lançamento pelo alto e ajeitou para Griezmann bater de primeira e carimbar o goleiro peruano.

O time sul-americano só assustou aos 30 minutos, quando Cueva tabelou pela esquerda e cruzou rasteiro para Guerrero, que tirou de Umtiti na entrada da pequena área e finalizou. Atento, Lloris defendeu com o pé.

A chance desperdiçada seria bastante lamentada pelo Peru. Isso porque a França abriria o placar logo na sequência, aos 33 minutos. Pogba desarmou Guerrero na intermediária e deixou Giroud livre dentro da área. O centroavante finalizou cruzado, a bola desviou em Rodríguez e encobriu o goleiro, sobrando limpa para Mbappé só empurrar para o gol. Ainda antes do intervalo, os europeus quase ampliaram após boa troca de passes. Mas Hernández arrematou em cima do arqueiro Gallese.

Arte: AFP

Peru tenta sobreviver, mas esbarra em retranca francesa

Precisando da virada para se manter vivo no torneio, o Peru voltou com o meia Farfán e o zagueiro Santamaría nos lugares de Yotún e Rodríguez. As mudanças quase surtiram efeito imediato logo aos quatro minutos, quando Aquino recebeu de Farfán na intermediária e soltou a bola. Lloris só observou a bola tocar na trave e sair pela linha de fundo.

Com dificuldades para romper as linhas francesas, o Peru continuou apostando nos chutes de longa distância. Aos 15 minutos, após boa troca de passes, Carillo arriscou, mas mandou por cima do gol. Aos 22 foi a vez de Advíncula tentar pela direita, desta vez assustando Lloris.

Enfim explorando as pontas, o Peru chegou com perigo aos 28 minutos, quando Cueva fez bom passe para Carillo na direita. Mas o meia cruzou forte demais e ficou difícil para Farfán, que tentou consertar com um voleio. A bola parou na rede pelo lado de fora.

Nos minutos finais, para segurar o triunfo, Didier Deschamps sacou Griezmann para colocar Fekir. Ricardo Gareca respondeu com Ruidíaz na vaga de Cueva. Não adiantou. O sólido sistema defensivo francês foi pouco ameaçado e assegurou a vitória e classificação da equipe europeia.

FICHA TÉCNICA
FRANÇA 1 X 0 PERU

Local: Arena Central, em Ecaterimburgo, Rússia
Data: 21 de junho de 2018 (Quinta-feira)
Horário: 9h(de Brasília)
Árbitro: Moham Abdulla (Emirados Árabes Unidos)
Assistentes: Mohamed Alhammadi (Emirados Árabes Unidos) e Hasan Almahri (Emirados Árabes Unidos)
Cartão Amarelo: Matuidi e Pogba (França); Guerrero e Aquino (Peru)
Cartão Vermelho: –
Gol:
FRANÇA: Mbappé, aos 33 minutos do 1º tempo

FRANÇA: Lloris; Pavard, Varane, Umtiti e Hernández; Kanté, Matuidi e Pogba (N’Zonzi); Mbappé (Dembélé), Griezmann (Fekir) e Giroud
Técnico: Didier Deschamps

PERU: Gallese; Advíncula, Ramos, Rodríguez (Santamaría) e Trauco; Aquino, Yotún (Farfán), Carillo, Cueva (Ruidíaz) e Flores; Guerrero
Técnico: Ricardo Gareca



A um dia do importantíssimo duelo com a Seleção Brasileira, pela segunda rodada da Copa do Mundo da Rússia, o técnico Oscar Ramírez, da Costa Rica, fez questão de esfriar as polêmicas que têm rondado sua equipe nos últimos dias. O comandante negou a existência de um racha interno, apontado pela imprensa do país, que teria dividido o plantel em três grupos de jogadores.

“Acredito que é um tema complicado, nosso povo é emotivo, não gosta de perder. Sei que muitas vezes somos um pouco auto-destrutivo”, apontou. “Mas até hoje não tive nenhum problema em que tive que intervir. Não tive que intervir, separar e acalmar ninguém. Se aconteceu, não tive conhecimento. São jogadores muito educados. Se alguém está passando informação, não é correto. Se é uma situação pessoal de alguém, eu tomaria as decisões que deveria tomar. Não há nada que eu saiba, até agora”, completou.

Ramírez vê a bola parada como uma arma para derrubar a Seleção Brasileira (Foto: CHRISTOPHE SIMON/AFP)

Sobre a partida, que pode definir a eliminação da seleção costarriquenha em caso de derrota, o treinador se mostrou comedido. Ramírez ressaltou a qualidade do Brasil, mas mostrou acreditar na possibilidade de surpreender a Amarelinha e manter sua equipe viva na competição. A bola parada, segundo ele, é uma jogada que pode favorecer aos centro-americanos.

“Não sou conformista, mas também sei o potencial do Brasil. Gostaria de poder jogar e olhar a distância, sabendo que podemos ganhar. A bola parada pode ser uma arma. Eles também têm que buscar o resultado, e podem se desequilibrar, nos dar algumas chances. Gostaria de buscar essa possibilidade de poder ganhar”, finalizou.

Derrotada pela Sérvia na estreia, a Costa Rica não pode perder de jeito nenhum nesta sexta-feira. O confronto com a Seleção Brasileira ocorrerá em São Petersburgo, a partir das 9h (no horário de Brasília). Após o empate diante da Suíça, os brasileiros também entrarão em campo precisando vencer para se aproximarem da classificação ao mata-mata.




Bert van Marwijk lamentou as boas atuações não ter representado vitórias até o momento (Foto: Fabrice COFFRINI / AFP)

Quando ocorreu o sorteio para a Copa do Mundo no ano passado, a Austrália era considerada por muitos como a seleção mais fraca do grupo. Hoje, com dois jogos já disputados, a equipe amarela é considerada uma das mais injustiçadas do torneio até o momento.

Superior aos seus dois primeiros adversários, a equipe australiana acabou derrotada na estreia para a França e conseguiu apenas um pontos diante da Dinamarca. Desta forma, o país da Oceania soma apenas um ponto a apresenta apenas chances remotas de classificação para as oitavas de final da competição.

Após o duelo contra os dinamarqueses, o técnico da equipe australiana, o holandês Bert van Marwijk afirmou estar com um sentimento misto após os seus dois primeiros jogos da Copa.

“Eu sinto que poderíamos ter vencido. Foi parecido com o que aconteceu contra a França. Estou desapontado e orgulhoso ao mesmo tempo, e sinto que merecíamos mais. Eu honestamente penso que merecíamos ao menos quatro pontos nesses dois jogos. Está faltando só uma pequena peça no quebra-cabeça. Agora, precisamos nos concentrar no Peru”, avaliou o comandante.

Além da situação delicada na tabela, o treinador lamentou ainda a séria contusão sofrida pelo meia Andrew Nabbout, que sofreu um problema no ombro e precisou ser substituído. “Aparentemente a lesão dele é seria. Acho que a Copa acabou para Nabbout”, afirmou.

Na última partida da fase de grupos da Copa do Mundo, a Austrália enfrenta o Peru precisando da vitória e uma série de resultados favoráveis para seguir sonhando com a classificação. A partida acontece na próxima terça-feira, no estádio Olímpico de Sochi, às 11h (de Brasília).




O técnico Tite fez nesta quinta-feira os últimos ajustes na equipe que colocará em campo contra a Costa Rica. Com apenas 15 minutos de atividade aberta à imprensa, os jogadores conheceram o gramado do estádio Krestovsky, em São Petersburgo, e participaram de trabalho tático sem adversários, para acertar alguns detalhes referentes a posicionamento.

Conforme já havia adiantado à imprensa em entrevista coletiva antes do treino, Tite trabalhou com Alisson; Danilo, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Willian, Paulinho, Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus.

Apostando na continuidade da equipe que julga ser a mais preparada para vencer a linha de cinco defensores da Costa Rica, o técnico Tite espera deixar a pressão de lado após o empate em 1 a 1 com a Suíça, no último domingo, em Rostov, onde estreou no Mundial.

Neymar, que foi o atleta mais caçado em campo contra a Suíça e chegou, inclusive, a não participar do treinamento da última segunda-feira e deixar o treino ainda no aquecimento no dia seguinte, desta vez participou normalmente das atividades enquanto os jornalistas tiveram acesso ao estádio. Sua presença no confronto desta sexta-feira é dada como certa.

A Seleção Brasileira volta a entrar em ação pela Copa do Mundo nesta sexta-feira, às 9h (de Brasília), pela segunda rodada do Grupo E, na casa do Zenit, em São Petersburgo.



A Seleção dinamarquesa empatou na manhã desta quinta-feira contra a Austrália por 1 a 1 em uma atuação decepcionante. No entanto, o meia Eriksen conseguiu se salvar dentro de campo e conseguiu ser o melhor jogador em campo, marcando inclusive um golaço para abrir o placar no confronto.

Um dos torcedores mais icônicos da seleção da Dinamarca, o ex-goleiro Peter Schmeichel, inclusive pai do atual goleiro da atual seleção, aproveitou a ótima atuação do meia para levantar uma pergunta em suas redes sociais. Quem é melhor: Eriksen ou Neymar?

Na opinião do ex-arqueiro da Seleção e do Manchester United, não há duvidas: o meia que hoje veste a camisa do Tottenham é melhor que o craque brasileiro. “Outro dia desses eu já havia dito. Eu prefiro Eriksen a Neymar. Vocês estão comigo?”, escreveu o polêmico ex-jogador, que criou uma enquete com o nome dos dois jogadores para que seus seguidores respondessem.

Até o momento, a votação conta com 14 mil votos e a maioria das pessoas segue a mesma linha de raciocínio de Schmeichel. 53% dos votantes afirmaram preferir o meia, enquanto apenas 47% escolheriam o atacante do Paris Saint-Germain.



Nesta quinta-feira, mais um jogo abaixo do nível esperado para uma Copa do Mundo. Em Samara, Austrália e Dinamarca mostraram grandes limitações e ficaram no empate por 1 a 1. O resultado é justificado pelos números da partida, que indicam um equilíbrio entre as equipes, mesmo com a pressão australiana na etapa final.

Foram 10 chutes a gol para cada lado. Ambas as seleções, porém, não apresentaram um bom aproveitamento, jogando metade das oportunidades para fora da meta adversária.

Por mais que os australianos tenham terminado a partida com 52% de posse de bola, obtiveram um percentual de acerto nos passes menor que os dinamarqueses. Os primeiros trocaram 442 passes completos, que propiciaram um aproveitamento de 84%, enquanto os segundos, por sua vez, acertaram 403 passes, com 87% de aproveitamento.

O equilíbrio persiste também em termos defensivos. A Austrália recuperou a posse da bola 42 vezes ao longo dos 90 minutos, contra 41 da Dinamarca. A zaga dos Cangurus afastou 26 bolas, contra 25 dos nórdicos.

O destaque fica por conta do meia dinamarquês Christian Ericksen, que balançou a rede pela 13ª nos últimos 15 jogos pela seleção, evidenciando sua importância para a equipe.

Outro fato que chama atenção diz respeito à marcação do pênalti que originou o gol de empate da Austrália, novamente com o auxílio do vídeo-árbitro, que mostrou o toque com a mão do defensor da Dinamarca. Acontece que, nas estreias das duas equipes, o VAR também foi protagonista em lances de penalidade máxima. Ajudou os australianos contra a França, em jogada muito semelhante à desta quinta-feira, e assinalou pênalti para o Peru, desperdiçado por Cueva, contra os dinamarqueses.

Pelo Grupo C da Copa do Mundo da Rússia, as duas seleções voltam a campo na próxima terça-feira. Ainda com chances de classificação, a Áustrália enfrenta o Peru, em Sochi. A Dinamarca, por sua vez, com quatro pontos ganhos, medirá forças com a França, em Moscou.

 




Eriksen foi o grande destaque da partida com um golaço (Foto: MANAN VATSYAYANA / AFP)

Autor de um golaço logo aos seis minutos de jogo, Christian Eriksen tem conseguido ser um dos poucos destaques da Seleção Dinamarquesa nessa Copa. Nesta quinta-feira, o meia foi o melhor jogador em campo no duelo de sua seleção contra a Austrália, apesar da fraca atuação da Dinamarca.

Jogador mais técnico do grupo, o atleta do Tottenham parece já ter compreendido que as jogadas ofensivas de sua seleção precisam necessariamente passar pelos seus pés para que saiam com qualidade. Com isso, fica evidente que o jogador precisa aparecer muito no jogo, necessitando até mesmo sair de sua posição em certos momentos, e tem feito isso de maneira muito importante.

Se no primeiro jogo da Dinamarca da Copa, Eriksen já precisou aparecer mais na frente para dar uma bela assistência para Yussuf Poulsen garantir a vitória sobre o Peru, no duelo desta quinta o meia novamente foi à frente e finalizou bonito da entrada da área para garantir a abertura do placar logo aos seis minutos.

Mesmo com o seu gol e com uma atuação bastante participativa do meia, a seleção dinamarquesa não conseguiu segurar o resultado e acabou sofrendo empate numa cobrança de pênalti, assinalado após o auxílio do árbitro de vídeo.

Com o resultado, a Dinamarca aparece momentaneamente na liderança do Grupo C da Copa do Mundo, com quatro pontos conquistados. Na última rodada, os dinamarqueses fazem um clássico europeu contra a França na próxima terça-feira.