COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
Caballero falhou no primeiro gol sofrido pela Argentina no duelo contra Croácia (Foto: Martin BERNETTI / AFP)

Para muitos o goleiro Willy Caballero foi o grande vilão na derrota argentina por 3 a 0 para a Croácia na última quarta-feira. Isso porque o arqueiro do Chelsea  acabou cometendo uma enorme falha no primeiro gol da seleção europeia na partida abrindo o caminho para a derrota.

Um dos que criticou mais fortemente o jogador da Argentina foi o treinador José Mourinho. Aproveitando as suas férias no Manchester United, o comandante tem participado recorrentemente como comentarista de uma TV Russa e aproveitou o espaço para fazer fortes críticas em relação ao goleiro.

“Na primeira chance de perigo da Croácia eles fizeram o gol. O Caballero no gol ou eu dá na mesma, porque eu defenderia da mesma forma que ele: nenhuma vez”, afirmou o treinador dos Diabos Vermelhos.

Com a derrota, a Argentina vive um momento muito complicado na Rússia. Com apenas um ponto conquistado e dois jogos disputados, os sul-americanos vivem um sério risco de ser eliminado já na primeira fase da competição. Na última partida da fase de grupos, a Argentina encara a Nigéria precisando da vitória, além de uma sequência de resultados, para seguir sonhando com uma vaga nas oitavas.

 




Depois de duas rodadas da Copa do Mundo pode-se dizer que o ambiente da Espanha mudou da água para o vinho. Antes conturbado pela polêmica que envolveu a demissão do treinador Julen Lopetegui e o empate contra Portugal em uma partida de erros individuais, o dia-a-dia da Fúria ficou bem mais tranquilo após a vitória sobre o Irã, tanto que rendeu até uma surpresa dedicada a um dos principais jogadores do elenco.

Nesta sexta-feira, o zagueiro Gerard Piqué recebeu uma homenagem de toda a delegação no hotel em Kana, na Rússia. Das mãos de Sergio Ramos, o jogador do Barcelona ganhou uma camisa comemorativa pelos 100 jogos com a seleção da Espanha. A marca foi comemorada justamente na última partida, contra os iranianos, mas a “festividade” ficou reservada para dois dias depois.

“Minha primeira partida foi em 2009 contra a Inglaterra, em Sevilha. Foi minha primeira convocação e Vicente (Del Bosque) decidiu que eu seria titular. Foi um momento especial para mim profissionalmente e pessoalmente. Pude conhecer um grupo magnífico. Depois conquistei um Mundial, uma Eurocopa. Mas, acima de tudo, o importante foi poder conviver com as pessoas da federação, os jogadores, o staff técnico,  pois são todas pessoas boas que tornaram-se uma família para mim”, disse Piqué em um vídeo divulgado.

Em busca de confirmar a liderança do grupo, a Espanha volta a campo na próxima segunda-feira para enfrentar Marrocos, já eliminado. As duas seleções se enfrentam a partir das 15h (de Brasília), em Kaliningrado, mesmo horário do duelo entre Portugal e Irã, que também sonham com a classificação.



Após a derrota para a Croácia, que dificultou muito a vida da seleção argentina na Copa do Mundo, alguns torcedores hermanos agrediram dois torcedores croatas na parte interna do estádio Nizhny Novgorod. As imagens foram divulgadas pela emissora argentina Tyc Sports.

As imagens mostram um grupo de aproximadamente seis argentinos agredindo dois croatas com socos e pontapés. Alguns torcedores logo chegam tentando separar a briga. Quando a imagem mostra os agressores saindo, um dos croatas agredidos permanece deitado no chão precisando de auxílio. Após a confusão, os torcedores sul-americanos retornam para a arquibancada.

A Argentina vive um momento delicado na Copa do Mundo. Após ser derrotada para a Croácia por 3 a 0, a seleção de Messi e companhia espera o duelo desta quinta-feira entre Islândia e Nigéria para saber qual é a sua real chance de classificação.



“Um… Dois… Três… Bom dia!”: assim acordou a seleção croata nesta sexta-feira após a vitória contundente diante da Argentina de Lionel Messi. Em seu Twitter oficial, os croatas brincaram com os três gols ao postar as imagens dos três jogadores autores dos tentos.

Nas imagens é possível ver Rebic, autor do primeiro gol, Modric, que fez o segundo, e Rakitic, que fechou a conta. Depois desse resultado, a Argentina se encontra em uma situação complicada na Copa do Mundo – ainda há chances de passar para as oitavas, mas é necessário um malabarismo matemático.

A situação do Grupo D é a seguinte: a Croácia é líder, com seis pontos, e já está classificada para as oitavas de final, então a briga é para ver quem fica com a segunda vaga. A esperança dos hermanos passa pelo confronto entre Nigéria e Islândia, que acontece ainda nesta sexta-feira, às 12h (de Brasília).

Se a Nigéria vencer, Messi e companhia precisam derrotar os africanos e torcer para a Islândia perder da Croácia; caso a Islândia vença, os argentinos devem torcer por uma futura derrota dos croatas na última rodada diante dos nigerianos e ainda tem que ser uma goleada. Caso dê empate, torce pela vitória dos croatas e precisa golear os nigerianos.



A derrota e a atuação vexatória da Argentina diante da Croácia por 3 a 0 parece ter sido a gota d’água para que alguns personagens representativos do futebol sul-americano condenassem a campanha de Jorge Sampaoli e seus comandados em solo russo. Dessa vez foi Carlos Bianchi, em sua coluna no jornal Clarín, que não poupou a seleção albiceleste de críticas.

Com a autoridade e o currículo de ex-jogador e quatro títulos de Copa Libertadores comandando Velez Sarsfield e Boca Juniors, Bianchi tomou uma linha de pensamento diferente e saiu em defesa do goleiro Caballero, que falhou de forma bizarra contra os croatas. Porém, o grande destaque da delegação, Lionel Messi, acabou considerado um dos “culpados” pela campanha ruim.

Bianchi condenou as atuações de Lionel Messi na Copa do Mundo (Foto: AFP)

“Vi um Messi muito apagado, como nunca tinha visto. Não sei o que aconteceu. Ele tinha que estar dentro do grupo para opinar com mais fundamento. Novamente se confirmou o fato de que ele não aparece e a seleção ainda custa a criar alguma coisa”, disse o treinador.

Depois de empatar com a Islândia na estreia, a Argentina sucumbiu à pressão da Croácia e acabou completamente dominada, principalmente depois de sofrer o primeiro gol. Entre os motivos que tornam cada vez mais minado o trabalho de Sampaoli está justamente a falta de um sistema organizado e a presença de peças importantes, como Di Maria, Higuaín e Dybala no banco de reservas.

“Ao contrário do que muitos pensam, eu manteria o goleiro. Caballero nos salvou aos quatro minutos. O que aconteceu foi um acidente. No segundo gol conseguiu tocar na bola, ainda que com a mão ruim, em um chute muito difícil do Modric. E no terceiro também pegou a primeira. No rebote ficou sozinho contra três rivais. A partida contra a Nigéria se ganha trocando jogadores de campo, não o goleiro”, analisou Bianchi.




Um duelo cercado de rivalidade e provocações políticas. Assim pode ser definido o embate entre Sérvia e Suíça, que se enfrentam nesta sexta-feira, às 15h(de Brasília), na Arena Baltika, em Kaliningrado, na Rússia, válido pela segunda rodada do Grupo E da Copa do Mundo. Os sérvios venceram a Costa Rica na estreia e lideram com três pontos, seguidos pelos suíços e pela Seleção Brasileira, que empataram por 1 a 1 no domingo.

Shaqiri é o principal jogador dos suíços (Foto: Attila Kisbenedek/AFP)

A Suíça conta com vários jogadores albaneses e de Kosovo em seu elenco. Atletas naturalizados. Porém, a Sérvia não aceita a independência política de Kosovo e seus jogadores decidiram levar a disputa para o campo. O mais elogiado atleta suíço contra o Brasil foi o volante Valon Behrami, que “parou” Neymar. Ele é albanês de origem e foi o alvo das provocações por parte do volante sérvio Luka Milivojevic.

“Mesmo que Behrami corra para a Suíça ele vai ser sempre albanês. A Suíça é o que é graças aos jogadores albaneses. Como Behrami poderia parar Neymar sozinho? A resposta: sangue albanês e comida albanesa. E ele é o primeiro jogador albanês a disputar quatro campeonatos mundiais”, disse o sérvio. A Sérvia ainda considera Kosovo como sua própria província autônoma. Os sérvios acusam os albaneses de terem incentivado os confrontos em Kosovo.

Matic comanda o meio de campo sérvio (Foto: AFP)

Em perfis nas redes sociais, atletas da Suíça responderam que vão mostrar em campo que os sérvios têm “DNA de perdedores”. O tumulto foi minimizado pelo técnico da Sérvia, Mladen Krstajic.

“Prefiro me ater ao futebol. Acredito em um jogo muito equilibrado entre duas equipes que conseguiram bons resultados na estreia. Me surpreendeu que a Suíça tenha conseguido tirar pontos do Brasil e isso torna a nossa necessidade de ganhar ainda maior”, disse ele.

O técnico da seleção suíça, Vladimir Petkovic, preferiu tratar do jogo e das chances de sua equipe.

“O meu pensamento é o da Suíça ir a campo, fazer um grande jogo e vencer. Aqui pensamos o jogo a jogo e acredito que podemos enfrentar qualquer oponente em igualdade de condições”, disse Petkovic.

Em termos de escalação, a Suíça vai poder contar com Valon Behrami, que deixou o jogo contra a Seleção Brasileira reclamando de dores no joelho direito, mas se recuperou a tempo de ir ao gramado. Pelo lado da Sérvia, Mitrovic, satisfeito com a atuação na estreia, vai repetir a escalação.

Pelo regulamento da Copa do Mundo, as seleções se enfrentam dentro de seus respectivos grupos em turno único. Ao fim, as duas melhores colocadas avançam para as oitavas de final, enquanto que as demais voltam para casa.

FICHA TÉCNICA
SÉRVIA X SUÍÇA

Local: Arena Baltika, em Kaliningrado (Rússia)
Data: 22 de junho de 2018 (Sexta-feira)
Horário: 15h (de Brasília)
Árbitro: Féliz Brych (Alemanha)
Assistentes: Mark Borsch (Alemanha) e Stefan Lupp (Alemanha)

SÉRVIA: Vladimir Stojkovic, Branislav Ivanovic, Nikola Milenkovic, Dusko Tosic e Aleksandar Kolarov; Luka Milivojevic, Nemanja Matic, Dustan Tadic, Adem Ljajic e Sergej Milinkovic-Savic; Aleksandar Mitrovic
Técnico: Mladen Krstajic
SUÍÇA: Yann Sommer, Stephan Lichtsteinen, Manuel Akanji, Fabian Schär e Ricardo Rodríguez; Valon Behrami, Granit Xhaka, Xherdan Shaqiri, Blerim Dzeimaili e Steven Zuber; Haris Seferovic
Técnico: Vladimir Petkovic



A Seleção Brasileira entra em campo nesta sexta-feira, em São Petersburgo, contra a Costa Rica, na tentativa de se redimir com seus torcedores após uma estreia nada animadora no último domingo, ante a Suíça. Com apenas um ponto, o time do técnico Tite se encontra na segunda colocação e precisa mais do que nunca da vitória, caso queira avançar à próxima fase na primeira colocação do Grupo E.

Para a partida, Tite não pretendia promover mudanças, apesar do resultado aquém das expectativas no primeiro jogo da competição, mas precisou recorrer a Fagner como substituto do lesionado Danilo na lateral direita. Assim como se acostumou a fazer em seus tempos de Corinthians, o comandante canarinho preferiu apostar suas fichas no mesmo time ofensivo que convenceu nos amistosos preparatórios para o Mundial, mas deixou a desejar na Arena Rostov.

Além do desempenho aquém das expectativas, o Brasil também entra em campo pressionado nesta sexta-feira por conta da Sérvia, que venceu o primeiro jogo. Caso a seleção do Leste Europeu volte a triunfar, desta vez contra a Suíça, o time canarinho só terá chances de assumir o primeiro lugar da chave se vencer a Costa Rica e, no último duelo, bater os concorrentes diretos pela ponta da tabela.

“Agora entram jogos com caráter decisivo em função do empate do primeiro jogo. Precisamos tornar o jogo [contra a Costa Rica] com desempenho defensivo parecido ao anterior e ofensivo com uma efetividade maior”, afirmou Tite.

Técnico Óscar Ramírez promoverá apenas uma mudança em relação à estreia (foto: Christophe Simon/AFP)

Pelo lado da Costa Rica a situação é ainda mais delicada. O time estreou com derrota para a Sérvia graças a uma linda cobrança de falta de Kolarov, vendo o empate escorrer pelas mãos nos últimos minutos do confronto. Agora, os latino-americanos precisam somar ao menos um ponto contra o Brasil para se manterem vivos no Mundial.

Depois de chegarem até as quartas de final na Copa de 2014, sendo eliminados sem perder qualquer partida – caíram nos pênaltis para a Holanda -, os costarriquenhos apostam na continuidade. Na partida de estreia, o técnico Óscar Ramírez colocou em campo dez remanescentes da campanha histórica realizada há quatro anos, mas não obteve resultado parecido.

Ainda assim, o comandante garante que não irá fazer grandes alterações em seu time nesta sexta-feira. Assim como Tite, que não viu problemas em divulgar a escalação da Seleção Brasileira, Ramírez também revelou os 11 jogadores que iniciarão o confronto com os pentacampeões mundiais. Em relação à estreia, apenas uma mudança: Oviedo na vaga de Calvo.

FICHA TÉCNICA
BRASIL X COSTA RICA

Local: Estádio Krestovsky, em São Petersburgo (RUS)
Data: 22 de junho de 2018, sexta-feira
Horário: 9h (de Brasília)
Árbitro: Bjorn Kuipers (HOL)
Assitentes: Sander Van Roekel (HOL) e Erwin Zeinstra (HOL)

BRASIL: Alisson; Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Willian, Paulinho, Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus
Técnico: Tite

COSTA RICA: Keylor Navas; Gamboa, Acosta, González, Duarte e Oviedo; Guzmán, Celso Borges, Venegas e Bryan Ruiz; Campbell
Técnico: Óscar Ramírez



A Inglaterra tem reais chances de se tornar bicampeã da Copa do Mundo na Rússia. A opinião é de Marcus Rashford, atacante do Manchester United e que estará em campo por seu país no próximo domingo, contra o Panamá, às 9h (de Brasília).

“Nós temos que ter essa mentalidade (de campeão). Ou então não vamos chegar em lugar nenhum, não chegaremos à final e nem levantaremos o troféu. É importante que a gente continue evoluindo como time. Assim teremos dias felizes pela frente”, afirmou o jogador.

“Nós estamos tentando criar algo novo. Nós temos um elenco forte e animado, então vamos ver até onde conseguimos chegar juntos”, completou o atacante, que foi reserva na vitória de estreia contra a Tunísia, por 2 a 1.

A Inglaterra tem a terceira média de idade mais baixa da Copa do Mundo, com apenas 26 anos. Nada que preocupe o atleta dos Red Devils. “Eu sei que somos jovens e você pode dizer que não temos experiência. Mas eu não me sinto inexperiente chegando nesse torneio. Apesar de não termos feito isso antes, você sabe o que tem que fazer para vencer a competição, e eu acho que isso é muito necessário”.