COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
Gernot Rohr consolou os seus comandados após a eliminação da Nigéria (foto: Paul Ellis/AFP)

Seleção mais jovem da Copa do Mundo da Rússia, a Nigéria esteve muito próxima de chegar às oitavas de final do torneio nesta terça-feira. Aos 40 minutos do segundo tempo da partida contra a Argentina, porém, foi vazada por Rojo e acabou eliminada com a derrota por 2 a 1 em São Petersburgo.

“Temos um time ainda jovem para esse tipo de partida, mas que, em quatro anos, será muito forte”, apostou o técnico alemão Gernot Rohr, vislumbrando o Mundial do Catar, em 2022.

Um dos jogadores experientes do time da Nigéria, o volante John Obi Mikel também foi otimista, embora, aos 31 anos, não saiba se terá condições de ajudar no próximo Mundial. O jogador que passou uma década a serviço do Chelsea, da Inglaterra, hoje defende o Tianjin Teda, da China.

“Como o nosso técnico disso, temos um time jovem, que estará mais preparado em quatro anos. Assim mesmo, estou muito orgulhoso dos rapazes, do que conseguimos aqui. Temos que seguir adiante. Agradeço a quem veio aqui nos apoiar”, comentou Obi Mikel.

Técnico e jogador só se dividiram em relação à grande polêmica de arbitragem da partida. A Nigéria poderia avançar se tivesse sido assinalado um pênalti quando Rojo tocou a bola com o braço dentro da área, no segundo tempo, em lance que o turco Cuneyt Cakir não considerou faltoso mesmo após consultar o VAR.

“Acredito que tenha sido mão, mas é difícil fazer uma boa interpretação do vídeo. Não é fácil. Antes, tivemos dois pênaltis marcados contra nós. Hoje, foi um a favor. Fico feliz com isso”, minimizou Rohr, que havia celebrado a penalidade convertida pelo meio-campista Victor Moses diante dos argentinos.

Já Mikel chiou. “Não entendo como não foi pênalti. O lance foi claro. Houve um bem parecido ontem, no jogo de Portugal. Esse foi pior. Talvez o árbitro não tenha dado o pênalti por já ter marcado um no jogo. Mas pênalti é pênalti. Ele precisava ter marcado”, protestou o nigeriano.



Nesta terça-feira, a Federação de Futebol da Arábia Saudita anunciou a renovação de contrato do treinador Juan Antonio Pizzi. Seu vínculo agora tem validade até o final da Taça da Ásia, que será disputada de 5 de janeiro a 1 de fevereiro de 2019.

O argentino dirige a seleção saudita desde novembro de 2017, quando substituiu seu compatriota Edgardo Bauza. Antes, passou pela seleção chilena, conquistou a Copa América de 2016, mas não conseguiu levar La Roja ao Mundial da Rússia.

Na Copa, a Arábia Saudita dividiu grupo com Uruguai, Egito e Rússia. Na partida de estreia foi goleada pela anfitriã por 5 a 0, perdeu para a Celeste por 1 a 0, porém derrotou os egípcios por 2 a 1. Com três pontos, terminou na terceira colocação do Grupo A e acabou eliminada.

A vitória na última rodada da Copa foi o principal trunfo do treinador para se manter no cargo por mais tempo. Segundo a Federação saudita, a comissão técnica será reavaliada após a participação na Taça da Ásia, em 2019.



Na tarde desta terça-feira, a Associação Egípcia de Futebol anunciou a demissão do treinador Héctor Cúper. A seleção foi eliminada ainda na primeira fase da Copa do Mundo, sem pontuar.

O argentino chegou ao comando do Egito em março de 2015 e foi o responsável pelo vice-campeonato na Copa Africana de Nações de 2017. Além disso, levou a seleção africana à Copa do Mundo depois de 28 anos fora.

Na Copa do Mundo da Rússia, o Egito estava no Grupo A, ao lado de Uruguai, Rússia e Arábia Saudita. No torneio, foram derrotados pela Celeste na estreia por 1 a 0, perderam para os anfitriões por 3 a 1 e na última rodada caíram para os sauditas por 2 a 1. Zerado na competição, o técnico não resistiu e acabou demitido.

“A Associação Egípcia de Futebol agradece à equipe técnica nacional ao fim de seu contrato”, afirmou a entidade em suas redes sociais.




A classificação da Argentina não poderia ter sido de maneira mais dramática. O triunfo por 2 a 1 contra a Nigéria colocou Lionel Messi e cia nas oitavas de final da Copa do Mundo. Os argentinos, que moram em São Paulo se reuniram no Moocaires Resto Bar, um típico bar hermano para acompanhar a partida decisiva.

Antes da bola rolar, o clima era de confiança entre os torcedores: “Vamos estrear nessa Copa do Mundo hoje. A gente passa fácil”, afirmou Bruno Larizza. O último treinamento em solo russo deu a entender que Javier Mascherano ajudou o técnico Jorge Sampaoli a definir os 11 titulares. O fato novo também animou os presentes no Bar: “Teve uma conversa do Sampaoli com os jogadores, vai ter uma união. A Argentina vai jogar como tem que jogar”, disse Vinicius Mattos.

Quando o árbitro turco Cuneyt Cakir autorizou o começo da partida, o bar ficou tenso. A torcida cantava, pulava. Para alguns, faltava até unha. Aos 14 minutos do primeiro tempo, quando Messi recebeu um belo passe de Banega, ajeitou, bateu com a perna direita e abriu o placar, o Moocaires explodiu, as cervejas voaram, 1 a 0 para a Argentina e muita festa.

Até o final do primeiro tempo, os presentes seguiam comemorando. Porém, era só a imagem fechar no técnico Jorge Sampaoli para os xingamentos surgirem. Como contraponto, quando Maradona aparecia, a torcida entrava em devoção.

Durante o intervalo, os hermanos estavam ainda mais confiantes. Mesmo assim, Axel Nabir, argentino que passa férias no Brasil fez questão de frisar: “Está jogando igual aos outros jogos (contra Islândia e Croácia). Hoje eles estão mais motivados, o time está tendo mais atitude e faltava a entrada de Banega entre os titulares. O lançamento que ele deu para o Messi foi espetacular”, pontuou o torcedor.

Bastou começar o segundo tempo para o drama argentino ganhar maiores proporções. O juiz assinalou pênalti de Mascherano em Balogun. A marcação revoltou os torcedores, mas de nada adiantou, pois, Moses converteu com categoria e empatou a partida.

O susto ficou ainda maior quando outro pênalti para a Nigéria seria marcado. Entretanto, o árbitro, após consultar o VAR, acabou não assinalando a penalidade e dando prosseguimento ao jogo, para a alegria dos argentinos.

A festa ficou completa aos 41 minutos do segundo tempo, quando Mercado fez cruzamento da direita, e Rojo completou para as redes. O Moocaires se transformou em uma pequena La Bombonera, com uma festa gigantesca dos hermanos, e crentes na classificação. O alívio foi nítido quando o juiz encerrou a partida. Os gritos de: “Que venha a França” já eram possíveis de se ouvir.

Por fim, Gustavo Couceiro, que nasceu na Argentina, mas mora no Brasil mostrou confiança para a sequência dos comandados de Sampaoli no torneio: “Não importa quem venha. Pode vir França, Inglaterra, o Brasil. Hoje eles honraram a camisa. Essa é a Argentina, que joga com garra, com amor. Poucos sabem a situação em que está o país, e hoje, os jogadores representaram o espírito argentino”, disse aos berros o torcedor.

Classificada para as oitavas de final do Mundial, a Argentina medirá forças contra a França, no próximo sábado às 11h00 (horário de Brasília), na Arena Kazan. O vencedor do confronto enfrentará Uruguai ou Portugal.

* Especial para a Gazeta Esportiva

 



Maradona foi reverenciado pelos torcedores argentinos em São Petersburgo (foto: Gabriel Bouys/AFP)

Diego Armando Maradona novamente roubou a cena entre os torcedores da Argentina na Copa do Mundo da Rússia, nesta terça-feira, no Estádio Krestovsky. Em êxtase com a suada vitória do seu país sobre a Nigéria, por 2 a 1, o campeão mundial de 1986 chegou até a passar mal e receber atendimento médico no intervalo da partida.

Enquanto os dois times não estavam em campo, Maradona já havia se tornado o principal alvo dos olhares de boa parte dos seus compatriotas. Em um camarote, o ídolo chegou a bailar com uma nigeriana antes de fazer poses para incontáveis fotografias.

Quando a bola rolou, Maradona continuou ativo. Vibrou bastante com o gol de Lionel Messi no princípio do jogo, mas, no decorrer do primeiro tempo, pareceu cochilar. Segundo o diário argentino Olé, ele teve um pico de pressão e, por isso, saiu amparado do local onde estava.

Sentado em uma cadeira, Maradona recebeu atendimento médico e recusou-se a deixar o estádio. Argumentou que não abandonaria a sua equipe na rodada derradeira do grupo D da Copa do Mundo.

Logo no início do segundo tempo, o torcedor Maradona passou por uma frustração. Fez caras e bocas de desespero quando Moses converteu um pênalti para a Nigéria, resultado que eliminaria a Argentina do Mundial.

Um gol de Rojo, no entanto, salvou os argentinos aos 40 minutos do segundo tempo. Àquela altura, Maradona, enfurecido de alívio e alegria, já erguia os dedos médios para desabafar contra um grupo de torcedores.



O Topos Congress-Hotel não recebeu nenhuma seleção nessa Copa do Mundo (Twitter/@CrusaderJournal)

Uma ameaça de bomba forçou a evacuação de um hotel na cidade de Rostov-on-Don, na Rússia. Segundo a agência de notícias Reuters, policiais entraram no local para confirmar ou descartar a suspeita e, por isso, de imediato tiraram todas as pessoas que estavam dentro ou no entorno do estabelecimento.

O Topos Congress-Hotel não recebeu nenhuma seleção, mas a cidade já foi sede de quatro jogos nessa Copa do Mundo. O Brasil, inclusive, estreou contra o Suíça justamente em Rostov-on-Don, cidade ao norte do país.



Messi se redimiu do pênalti perdido na estreia da Argentina no Mundial (foto: Paul Ellis/AFP)

Em sua terceira apresentação na Copa do Mundo da Rússia, Lionel Messi enfim saiu de campo como o grande destaque da partida. Foi o astro do Barcelona quem abriu caminho para a vitória por 2 a 1 sobre a Nigéria nesta terça-feira, em São Petersburgo, resultado que classificou a Argentina às oitavas de final.

Antes mesmo de o jogo começar, Messi recebeu bastante apoio dos torcedores argentinos, que lotaram o Estádio Krestovsky e já ignoravam o pênalti desperdiçado por ele na estreia, contra a Islândia. A imagem do jogador aparecia em diversas faixas exibidas pelo público.

Messi justificou a confiança. Aos 13 minutos, ele foi lançado por Banega, dominou a bola com perfeição, entrou na área nigeriana e concluiu cruzado para anotar o centésimo gol da Copa do Mundo da Rússia. “Messi! Messi! Messi!”, reverenciaram os torcedores.

No segundo tempo, o ritmo de Messi e da Argentina caíram. A Nigéria aproveitou para empatar o jogo, com pênalti convertido por Moses, e reclamou de outra penalidade após Banega tocar a bola com o braço dentro da área. “Não sei se foi. Hoje, com o VAR, é muito difícil. Apontam coisas mínimas’, desconversou o destaque argentino.

Seja como for, a Argentina chegou à vitória. Aos 40 minutos, o mesmo Rojo chutou de primeira após Mercado fazer o cruzamento da direita e colocou a bola na rede. Messi festejou nos ombros do companheiro. “Não me lembro de ter sofrido tanto em um jogo. Foi uma coisa de louco, mas merecemos passar”, disse.

Agora, Messi e os seus companheiros enfrentarão a França nas oitavas de final, às 11 horas (de Brasília) de sábado, em Kazan. E é justamente com o talento de quem foi eleito o melhor jogador do mundo cinco vezes que os argentinos contam para seguir no Mundial da Rússia.



A Argentina ficou cara a cara com a eliminação na Copa do Mundo, mas conseguiu se livrar do vexame nos últimos minutos. Na tarde desta terça-feira, a seleção de Lionel Messi venceu a Nigéria por 2 a 1 com gol salvador do zagueiro Rojo aos 41 minutos do segundo tempo. Os números da partida mostram duas etapas distintas, com a Argentina dominando o primeiro tempo e sofrendo pressão no segundo.

O sofrimento argentino poderia ser evitado se os comandados de Jorge Sampaoli aproveitassem o domínio que tiveram primeiro tempo. Os hermanos dominaram a posse de bola (64%) e tiveram melhor aproveitamento nos passes. Messi e companhia acertaram 232 passes (de 284) enquanto os nigerianos completaram apenas 118 passes (de 174).

No ataque, o domínio Argentino também se refletiu em finalizações, mas não em gols. Os argentinos finalizaram três vezes na direção do gol, incluindo uma bola na trave e o gol de Messi, e uma vez para fora, enquanto os nigerianos não finalizaram nenhuma bola em direção ao gol, tendo apenas dois chutes para fora.

Se a Argentina dominou o primeiro tempo, a Nigéria o fez no segundo. Na etapa complementar, a Nigéria teve menos posse de bola, mas pressionou como pôde em busca do gol de empate, que veio logo aos cinco minutos após pênalti cometido por Mascherano. No entanto, apesar da pressão nigeriana mesmo após o gol de empate, a seleção albiceleste conseguiu o gol da vitória aos 41 minutos com Rojo.

O gol de Rojo salvou a Argentina de um vexame que não seria surpresa pelos números da partida. Apesar de a Nigéria ter tido menos posse de bola (34% contra 66% da Argentina), o time de Moses e Obi Mikel pressionou quando teve a redonda nos pés, mas não aproveitou as chances que criou.

Foram seis finalizações da Nigéria ao longo do segundo tempo, sendo três em direção ao gol defendido por Armani e três para fora, mas apenas a cobrança de pênalti de Victor Moses balançou a rede. Por outro lado, a Argentina pouco ameaçou, com dois chutes para fora e apenas uma finalização na direção do gol, justamente o chute de Rojo, que deu a vitória e a vaga nas oitavas de final para a Argentina.

Classificada apesar de ter feito três jogos abaixo do esperado, a Argentina encara a poderosa França na próxima fase da Copa do Mundo. A partida será às 11 horas (de Brasília) do próximo sábado.



Messi marcou o primeiro gol da vitória sobre a Nigéria (foto: Christophe Simon/AFP)

Deus é argentino. Quem pensa assim é o meia Lionel Messi, que agradeceu aos céus após a sofrida classificação do seu país às oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia. A Argentina ganhou por 2 a 1 da Nigéria nesta terça-feira, em São Petersburgo, com um gol anotado pelo defensor Marcos Rojo aos 40 minutos do segundo tempo.

“Ficar fora seria muito feio e injusto. Na primeira partida (empate por 1 a 1 com a Islândia, com pênalti perdido pelo próprio Messi), que merecíamos ganhar, fiquei com raiva do pênalti. Na segunda (derrota por 3 a 0 para a Croácia), até o 1 a 0 estávamos bem, mas nos desordenamos e ficamos em uma situação complicada”, recordou. “Mas eu sabia que Deus está conosco, que não nos deixaria fora”, arrematou, sorridente.

O sofrimento foi valorizado por Messi, para quem a Argentina chegará fortalecida às oitavas de final contra a França, às 11 horas (de Brasília) de sábado, em Kazan. “Houve nervosismo, ansiedade, mas é maravilhoso ganhar dessa maneira. Sabíamos que tínhamos uma oportunidade caída do céu após não ganhar os jogos anteriores”, celebrou, respeitoso ao próximo adversário. “Obviamente, vimos todas as partidas da França. É uma seleção muito completa, com jogadores de primeiro nível em todos os setores do campo”, elogiou.

Por fim, o astro do Barcelona se dirigiu aos torcedores argentinos, que lotaram o Estádio Krestovsky e incentivaram a equipe dirigida por Jorge Sampaoli mesmo nos momentos de dificuldade contra os nigerianos.

“Quero agradecer a toda essa gente pelo sacrifício enorme que fazem para estar aqui. As pessoas que estão na Argentina também sofrem conosco. Em nenhum momento, deixaram se influenciar pelas besteiras que são ditas, demonstrando que a camisa da seleção está acima de tudo”, discursou Lionel Messi.