COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

Principal nome da seleção peruana e acusado de doping, Paolo Guerrero conseguiu de última hora a liberação para disputar a sua primeira Copa do Mundo na carreira. Nesta quinta-feira, contudo, não pôde evitar a derrota por 1 a 0 para a França e viu seu país ser eliminado precocemente do torneio.

Sem esconder a dificuldade de assimilar o resultado, o atacante deixou o gramado da Arena Ecaterimburgo aos prantos, precisando ser consolado por seus companheiros e até pelo volante francês Blaise Matuidi.

Na zona mista do estádio, o capitão do Peru mostrou todo o seu abatimento aos repórteres, mas fez questão de exaltar a garra de sua seleção, que voltou a disputar o Mundial após 36 anos.

“Todos estamos muito tristes. Nós, jogadores, esperávamos fazer um pouco mais, não contávamos com esse resultado. Meus companheiros deixaram a alma em cada dividida, lutaram até o final. Estou surpreso com tudo que fizemos, merecíamos mais”, afirmou Guerrero, enternecido com o apoio maciço da torcida peruana na Rússia.

“Só tenho palavras de agradecimento ao povo peruano pelo apoio. Faltou a nós aproveitar as chances, chegamos muito bem com jogadas elaboradas, mas pecamos no passe final”, lastimou.

Com os reveses para Dinamarca e França, o Peru não tem mais chances de se classificar às oitavas de final da Copa. Resta cumprir tabela contra a Austrália, na próxima terça-feira, às 11 horas (de Brasília), em Sochi.

“Agora nos resta melhorar e nos recuperar desta derrota, porque foi difícil. Temos que enfrentar a Austrália da melhor maneira possível”, concluiu.



Nigéria e Islândia duelam nesta sexta-feira, às 12h00 (horário de Brasília), na Arena Volgogrado, em Volgogrado, na Rússia, em duelo que completa a segunda rodada do Grupo D da Copa do Mundo. Os islandeses surpreenderam ao arrancar empate por 1 a 1 com a Argentina na estreia e querem manter vivo o sonho da vaga nas oitavas de final. Para os nigerianos, reação é a palavra de ordem após a derrota de 2 a 0 para a Croácia no último sábado.

Rohr Gernot, treinador da Nigéria, manifestou preocupação com a pressão que sua equipe vai encarar neste compromisso e ironizou aqueles que colocam nas costas dos nigerianos o favoritismo, uma vez que a Islândia vai para a sua primeira Copa do Mundo.

Técnico da Nigéria quer a vitória (Foto: NICOLAS ASFOURI / AFP)

“A Islândia chega para a Copa do Mundo pela primeira vez. Porém, tem uma média de idade muito acima da média dos nossos jogadores, que entrarão em campo pressionados pela necessidade de um resultado positivo, sob pena de eliminação. Portanto, é o jogo da experiência contra a juventude. Da pressão contra a tranquilidade. Não dá para colocar a Nigéria como favorita e sim esperar mais um combate equilibrado, como tem sido a tônica desta Copa do Mundo”, disse Rohr Gernot.

Pelo lado da Islândia, a preocupação do técnico Heimir Hallgrisson é com a força física do adversário.

“Vamos encontrar muitas dificuldades porque a Nigéria possui um conjunto de atletas muito forte fisicamente e que sabem utilizar isso em proveito de seu estilo de jogo. Eles são atletas fortes, rápidos e com muita habilidade. São muito bons no contra-ataque. Vamos precisar tomar muito cuidado com a imposição de estilo que eles vão tentar impor. A ocupação de espaços mais uma vez será importante para o sucesso da nossa equipe”, afirmou Heimir Hallgrisson.

Islândia encerrou preparação para o duelo (Foto: NICOLAS ASFOURI / AFP)

Em termos de escalação, nenhum dos dois treinadores antecipou a formação que pretendem utilizar, porém, deverão manter a base da estreia.

Pelo regulamento da Copa do Mundo, as seleções se enfrentam dentro de seus respectivos grupos em turno único. Ao fim, as duas melhores colocadas avançam para as oitavas de final, enquanto que as demais voltam para casa.

(Arte: Laurence SAUBADU, Maria-Cecilia REZENDE / AFP)

FICHA TÉCNICA
NIGÉRIA x ISLÂNDIA

Local: Arena Volgogrado, em Volgogrado (Rússia)
Data: 22 de junho de 2018 (Sexta-feira)
Horário: 12h00 (horário de Brasília)
Árbitro: Matthew Conger (Nova Zelândia)
Assistentes: Simon Lount (Nova Zelândia) e Tevita Makasini (Tonga)

NIGÉRIA: Francis Uzoho; Abdullahi Shehu, William Troost-Ekong, Leon Balogun e Brian Idowu; Onyinye Ndidi, Oghenekaro Etebo e John Obi Mikel; Alex Iwobi, Victor Moses e Odion Ighalo
Técnico: Rohr Gernot

ISLÂNDIA: Hannes Thor Halldorsson; Birkir Mar Saevarsson, Kari Amason, Ragnar Sigurdsson e Hordur Bjorgvin Magnusson; Johan Berg Gudmundsson (Gislason), Aron Gunnarsson, Emil Hallfredsson e Birkir Bjarnason; Gylfi Sigurdsson e Alfred Finnbogason
Técnico: Heimir Hallgrisson




O atacante Sergio Aguero protagonizou certa tensão após a derrota por 3 a 0 da Argentina para a Croácia, nesta sexta-feira, pela segunda rodada do Grupo D da Copa do Mundo. Depois de ouvir uma pergunta a respeito das declarações de Sampaoli, que disse que equipe “não compreendeu o plano de jogo”, o atleta do Manchester City mostrou-se muito incomodado com a crítica

“Ele que diga o que quiser”, sentenciou o atacante após alguns segundos pensando, encerrando a entrevista logo na sequência. Essa foi a primeira demonstração pública de desaprovação dos jogadores à metodologia de Sampaoli, que assumiu o cargo na parte final das Eliminatórias e, desde então, não conseguiu dar à equipe um padrão de jogo convincente. Há de se ressaltar, no entanto, que o tom de Sampaoli foi mais crítico a si mesmo do que aos jogadores.

A insatisfação de Aguero pode ter a ver também com sua substituição logo no começo da segunda etapa, minutos depois de Caballero entregar o gol para a Croácia com um passe errado, nos pés de Rebic. Para colocar Higuaín, em vez de tentar tirar um dos nomes mais recuados, o comandante preferiu sacar o goleador do Manchester City de campo.

Antes, o centroavante havia demonstrado resignação a respeito da situação, mas não deixou de pontuar que ainda há chance de os sul-americanos avançarem para as oitavas de final. “Todavia ainda temos uma chance. Vamos esperar o jogo de amanhã (sexta-feira) e tentar ganhar da Nigéria”, concluiu.

A depender do que acontecer no embate, os comandados de Jorge Sampaoli precisam derrotar os africanos às 15h (de Brasília) da terça-feira, em São Petersburgo, e torcer para que os croatas ao menos arranquem pontos dos islandeses. Atualmente, o saldo de gols (-3) é outro agravante da situação frente a Islândia (0) e Nigéria (-2).



A Seleção Brasileira não usa o seu uniforme azul em uma Copa do Mundo desde 2 de julho de 2010, quando foi derrotada por 2 a 1 pela Holanda e acabou eliminada nas quartas de final na África do Sul. Após amarelar em 2014, o Brasil voltará a recorrer ao seu segundo uniforme em 2018, contra a Costa Rica, a partir das 9 horas (de Brasília) desta sexta-feira, em São Petersburgo.

Apesar de a última lembrança ser negativa, a Seleção Brasileira costuma se sair bem quando atua de azul em Copas do Mundo. Ao todo, foram sete vitórias, um empate e somente duas derrotas com a cor, ambas para a Holanda.

A primeira participação do Brasil de azul em uma Copa do Mundo foi por acaso. Em 1938, a equipe de Leônidas da Silva abriu mão do até então tradicional branco porque essa também era a cor da Polônia, adversária da estreia. Com camisas de tonalidade azul clara improvisadas, o time nacional protagonizou um dos mais disputados jogos dos Mundiais e venceu por 6 a 5 ao término da prorrogação. Parou nas semifinais, derrotado pela campeã Itália com um pênalti polêmico, e ficou com a terceira colocação ao ganhar da Suécia.

Já sob o comando de Tite, Brasil vestiu azul e fez 3 a 0 sobre a Rússia em março (foto: Pedro Martins/Mowa Press)

Os suecos foram justamente os próximos que enfrentaram uma Seleção Brasileira de azul. Em 1958, sediando a Copa do Mundo, eles não quiserem ceder ao Brasil o direito de jogar o duelo final de amarelo – cor que, por meio de eleição, aposentou o branco após a grande frustração no Maracanaço de 1950. E foi com o seu segundo uniforme, como seria oficializado a partir de então, que o país de Pelé e Garrincha ganhou da canarinha Suécia por 5 a 2 e enfim comemorou um título mundial.

Para convencer o Brasil de que o azul seria favorável naquela decisão, o chefe de delegação Paulo Machado de Carvalho disse que os jogadores estariam protegidos pelo manto da padroeira Nossa Senhora de Aparecida. O desenhista gaúcho Aldyr Schlee, criador do uniforme amarelo, contesta essa versão e assegura que também havia previsto o azul como uniforme reserva brasileiro.

Seja como for, a Seleção Brasileira só jogaria novamente de azul na Copa do Mundo de 1974, quando conheceu a sua primeira derrota com a cor. Primeiro, porém, superou a rival Argentina por 2 a 1. Contra o Carrossel Holandês de Cruyff, não houve jeito – derrota por 2 a 0 e eliminação em solo alemão.

Na Copa do Mundo seguinte, o Brasil fez com que o azul não virasse um trauma ao reencontrar a Polônia e ganhar por 3 a 1. Depois, em 1994, o time tetracampeão mundial bateu recorde e atuou três vezes com a camisa reserva, com direito a uma vitória sobre a algoz Holanda, por 3 a 2. Os outros jogos foram contra a Suécia, um empate por 1 a 1 e um suado triunfo por 1 a 0.

Em 2002, quando foi pentacampeão mundial, o Brasil usou azul em um dos jogos mais difíceis daquela campanha vitoriosa na Ásia, a vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra. Foi por esse mesmo placar que a Holanda bateu o time de Dunga em 2010, na África.

Nesta sexta-feira, será a vez de Tite comandar uma azulada Seleção Brasileira. O técnico já teve essa experiência recentemente, comemorando uma vitória por 3 a 0 em um amistoso contra a Rússia, anfitriã da Copa do Mundo.

Confira os jogos de Copa do Mundo em que o Brasil vestiu azul:

Brasil 6 x 1 Polônia – 1938
Brasil 5 x 2 Suécia – 1958
Brasil 2 x 1 Argentina – 1974
Brasil 0 x 2 Holanda – 1974
Brasil 3 x 1 Polônia – 1978
Brasil 1 x 1 Suécia – 1994
Brasil 3 x 2 Holanda – 1994
Brasil 1 x 0 Suécia – 1994
Brasil 1 x 2 Holanda – 2010




O técnico Jorge Sampaoli não escondeu sua decepção com a atuação da Argentina contra a Croácia, nesta quinta-feira, em Nzhny Novgorod, que complicou a situação dos hermanos no Grupo D da Copa do Mundo. Depois da derrota por 3 a 0, o treinador buscou defender o goleiro Caballero, que falhou feio no primeiro gol croata, mas admitiu que o time não soube superar esse tento no restante da partida.

“Eu sou responsável por tomar as decisões, não é humano culpar Caballero. Eu estava muito esperançoso e tenho muita dor por causa da derrota, eu provavelmente não li o jogo corretamente”, comentou o comandante, antes de deixar claro que a tentativa do arqueiro em encobrir Rebic, que chutou de primeira e aproveitou com louvor o erro do rival, foi decisiva.

“Depois do primeiro gol o time sentiu muito. No segundo tempo nós tentamos colocara jogadores para tentar reverter a situação, mas não fomos capazes”, continuou Sampaoli, de olho no resultado de Islândia e Nigéria, nesta sexta-feira, às 12h (de Brasília), que definirá qual será a missão argentina na última rodada, terça-feira, contra os africanos.

“Como piloto, não encontrei o melhor time para acompanhar Messi. O plano de jogo não funcionou, temos que esperar o jogo de amanhã (sexta-feira) e apostar na mínima chance que resta. Estávamos muito empolgados antes do jogo para obter a qualificação, este resultado nos afastou, sentimos que seria um jogo de decolagem e não foi”, concluiu.

A depender do que acontecer no embate, os comandados de Jorge Sampaoli precisam derrotar os africanos às 15h (de Brasília) da terça-feira, em São Petersburgo, e torcer para que os croatas ao menos arranquem pontos dos islandeses. Atualmente, o saldo de gols (-3) é outro agravante da situação frente a Islândia (0) e Nigéria (-2).



Pouco depois de derrotar a Argentina por 3 a 0 e assegurar a classificação da Croácia para a próxima fase da Copa do Mundo, o técnico da equipe europeia, Delic Zlatko, deu outro motivo para os sul-americanos temerem a queda na fase de grupos do Mundial. Em entrevista coletiva, ele assegurou que vai poupar jogadores na partida contra a Islândia, a última da chave, na próxima terça-feira.

“Sim, com certeza (darei)”, disse Zlatko ao ser questionado sobre a rara possibilidade de dar descanso ao elenco em meio ao torneio. Para ele, os croatas fizeram por merecer isso ao derrotarem tanto argentinos quanto nigerianos, na primeira rodada. “Jogamos uma boa partida, tivemos alguns erros, mas não é hora de falar sobre isso. Corrigiremos depois”, assegurou.

As palavras do comandante croata fazem parecer ainda mais difícil a missão dos hermanos na busca pela classificação. Com apenas um ponto conquistado no Grupo D, o time espera Islândia, com um, e Nigéria, zerada, enfrentarem-se às 12h (de Brasília) desta sexta-feira, em Volgogrado.

A depender do que acontecer no embate, os comandados de Jorge Sampaoli precisam derrotar os africanos às 15h (de Brasília) da terça-feira, em São Petersburgo, e torcer para que os croatas ao menos arranquem pontos dos islandeses. Atualmente, o saldo de gols (-3) é outro agravante da situação frente a Islândia (0) e Nigéria (-2).

“Nós atingimos o nosso primeiro objetivo, agora vamos descansar bem e estar bem preparados para o nosso próximo desafio. Não ganhamos nada ainda, precisamos nos manter concentrados para chegar em grande nível às oitavas de final”, avaliou Modric, que simplificou o caminho encontrado para o triunfo.

“Quando a Argentina teve a bola a gente conseguiu cortar as linhas de passe para o Messi, o principal jogador deles, e não deixamos que ele criasse os lances. Perdemos três chances claras de abrir o placar, mas conseguimos no começo do segundo tempo e ainda fizemos dois belos gols para fechar”, concluiu.



Como era de se imaginar, a derrota por 3 a 0 sofrida pela Argentina diante da Croácia nesta quinta-feira já está repercutindo na imprensa do país. A partida, válida pela segunda rodada da fase de grupos do Mundial, complicada bastante a situação da albiceleste, que apenas empatou com a Islândia na estreia.

Famoso por suas ironias, o diário Olé estampa sua capa com a manchete “Caballeros de la angustia” (cavalheiros da angústia, em tradução literal), fazendo um trocadilho com o nome do goleiro Caballero, que falhou no primeiro gol dos croatas.

Capa do portal argentino Diário Olé (Foto: Reprodução)

Com “A caída argentina”, outro famoso jornal argentino, o Clarín, estampou a capa de seu portal com a chamada : Argentina sofre golpe duríssimo diante da Croácia e está quase fora do Mundial”, com uma foto de Lionel Messi com as mãos na cabeça, desolado.

O portal ainda trouxe “o que necessita a Argentina para seguir” na Copa, a repercussão mundial da derrota, com memes, além de bastidores de Messi e lances importantes do jogo.

 

Capa do portal argentino Clarín (Foto: Reprodução)

Por fim, mais um veículo de tradição no país hermano, o La Nacion, definiu o resultado como “golpe demolidor” e diz que a sequência na Copa do Mundo foi colocada em xeque, também com uma imagem de Messi, desta vez de costas, com as mãos na cintura e olhando para baixo.

Ainda acrescentou na chamada de seu portal: “Uma derrota que expôs o pior da seleção argentina e deixou-a à beira do abismo”.

Capa do portal argentino La Nacion (Foto: Reprodução)

A Argentina volta a campo na próxima terça-feira, quando enfrenta a Nigéria pela última rodada do Grupo D. A bola rola às 15h (de Brasília) em São Petersburgo, mesmo horário de Croácia e Islândia, que acontece em Rostov. O time de Sampaoli tem apenas um ponto somado e segue com chances de classificação, enquanto os croatas já estão garantidos nas oitavas de final.



O Irã tem chances de chegar às oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia, mas a maior vitória do time asiático neste Mundial pode acontecer fora de campo. Tocado pela presença feminina na derrota para a Espanha, o capitão Masoud Sojaei defendeu a presença das mulheres nos estádios também em sua terra natal.

“Eu também gosto de ver as mulheres iranianas nos estádios. O que aconteceu ontem foi um grande passo para a liberação das mulheres nos estádios”, afirmou o capitão de sua seleção.

As mulheres não podem frequentar arenas esportivas desde a Revolução Iraniana, em 1979. Antes da Copa do Mundo, o presidente da Fifa, Gianni Infatino, afirmou ter recebido garantias do governo local de que essa proibição seria revogada.

A ideia era permitir a entrada da torcida feminina já no duelo de estreia da seleção da casa, contra o Marrocos, na sexta-feira passada, mas a autorização necessária do Conselho Provincial de Teerã não chegou a tempo.

Torcedores se mobilizaram para que as iranianas passem a frequentar estádios em seu país. Como forma de suporte, também foi criado um abaixo assinado por Maryam Qashqaei para pressionar o presidente da FIFA Gianni Infantino a tomar alguma providência em relação a não participação de iranianas nos estádios.

Uma parte da descrição do abaixo-assinado diz que o maior estádio do Irã é chamado de Azadi, que significa “liberdade”, o que não faz sentido já que ele não pode receber mulheres. Até terça-feira (19/06), petição já tinha recebido mais de 63 mil assinaturas e tem como meta 75 mil.