Futebol/Copa do Mundo

Equipe balanceada e falta de tradição; veja pontos fortes e fracos da Suíça

São Paulo , SP
15/06/2018 09:00:54

Em: Brasil, Copa do Mundo, Futebol Internacional, Notícias, Suíça

 

Primeira adversária da Seleção Brasileira, a Suíça chega esperançosa para a Copa do Mundo, uma vez que fez ótima campanha nas Eliminatórias da Europa. Integrante do grupo B ao lado de Portugal, Hungria, Ilhas Faroe, Letônia e Andorra, a equipe de Vladimir Petkovic ganhou as noves primeiras partidas e só conheceu uma derrota na décima e última rodada ao perder para os portugueses o jogo que valia uma vaga direta para o Mundial. Com isso, os suíços precisaram confirmar a presença na repescagem.

Na boa campanha da fase de grupos das Eliminatórias, a Suíça mostrou uma defesa sólida e um ataque produtivo. A seleção marcou mais de um gol em oito dos dez jogos, somando ao todo 23 tentos. O sistema defensivo, por sua vez, sofreu sete gols, distribuídos em quatro partidas. O bom desempenho na retaguarda foi fundamental para o time passar pela repescagem. Nos dois jogos da fase, contra a Irlanda do Norte, a Suíça saiu de campo sem ser vazada, garantindo classificação para a Copa com um gol solitário de Ricardo Rodríguez, marcado nos primeiros minutos da partida de ida.

Os números na campanha mostram o bom desempenho dos suíços nos últimos dois anos. Porém, a equipe de Vladimir Petkovic acumula participações positivas nas últimas duas grandes competições que disputou. Na Eurocopa de 2016 caiu nas oitavas ao perder nos pênaltis para a Polônia, enquanto no Mundial de 2014 ficou pelo caminho na mesma fase, onde foi superada por 1 a 0 pela Argentina, que balançou as redes aos 13 minutos do segundo tempo da prorrogação. As performances positivas nos torneios e amistosos evidenciaram a regularidade da seleção suíça nesse ciclo pré-Copa da Rússia, tanto é que teve presença constante no top 10 do ranking da FIFA.

Canhoto, técnico e forte fisicamente, Xherdan Shaqiri é o grande nome dos suíços. Inclusive, o técnico Vladimir Petkovic dá liberdade para o meia-atacante flutuar nas costas dos volantes adversários, porém sem fugir do lado esquerdo que potencializa sua principal característica: a condução de bola da extremidade do campo para o centro, sempre buscando o arremate de fora da área. No entanto, Shaqiri não é o único jogador que demonstra qualidade no chute de média e longa distância. O volante Xhaka e o meio-campista Dzemaili, titulares do time, já marcaram belos gols em finalizações do “meio da rua”.

Outra arma interessante dos suíços é o apoio dos laterais. Com dois volantes mais presos, tanto Lichtsteiner, recém-contratado junto ao Arsenal, pela direita quanto Ricardo Rodríguez, do Milan, pela esquerda têm carta branca para chegarem ao ataque. Porém, o time sofre para fechar os espaços deixados pelos laterais, uma vez que Xhaka e Behrami, os volantes, são lentos, tendendo a terem dificuldades para parar equipes que jogam com pontas rápidos, como o Brasil de Tite.

Zuber e Shaqiri, os meio-campistas mais abertos de Petkovic, são velocistas, mas técnicos ao mesmo tempo. Em conjunto com a ofensividade dos laterais, os suíços aproveitam a superioridade no lado do campo para criar jogadas buscando o centroavante. No entanto, a referência no ataque é um dos problemas do plantel. Seferovic foi vaiado pela torcida após atuações fracas, Drmic não correspondeu a expectativa criada antes da Copa de 2014, quando vinha jogando um bom futebol, e Gravanovic vem de temporada razoável no futebol croata. Diante desse cenário, Seferovic, mesmo contestado, segue sendo o titular, enquanto o jovem Embolo corre por fora.

Apesar de mostrar um futebol eficiente dentro de suas possibilidades, a falta de tradição na história das Copas do Mundo pode pesar contra a Suíça e a favor do Brasil na estreia da edição deste ano, uma vez que o país europeu nunca passou das oitavas de final. Sem contar o fantasma sul-americano que assombra a seleção alvirrubra. Nos últimos dois Mundiais, os suíços perderam para o Chile em 2010 ainda na fase de grupos e foram eliminados em 2014 nas oitavas de final ao serem superados pela Argentina, com um doloroso gol no final da segunda etapa da prorrogação.

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