COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

 

Primeira adversária da Seleção Brasileira, a Suíça chega esperançosa para a Copa do Mundo, uma vez que fez ótima campanha nas Eliminatórias da Europa. Integrante do grupo B ao lado de Portugal, Hungria, Ilhas Faroe, Letônia e Andorra, a equipe de Vladimir Petkovic ganhou as noves primeiras partidas e só conheceu uma derrota na décima e última rodada ao perder para os portugueses o jogo que valia uma vaga direta para o Mundial. Com isso, os suíços precisaram confirmar a presença na repescagem.

Na boa campanha da fase de grupos das Eliminatórias, a Suíça mostrou uma defesa sólida e um ataque produtivo. A seleção marcou mais de um gol em oito dos dez jogos, somando ao todo 23 tentos. O sistema defensivo, por sua vez, sofreu sete gols, distribuídos em quatro partidas. O bom desempenho na retaguarda foi fundamental para o time passar pela repescagem. Nos dois jogos da fase, contra a Irlanda do Norte, a Suíça saiu de campo sem ser vazada, garantindo classificação para a Copa com um gol solitário de Ricardo Rodríguez, marcado nos primeiros minutos da partida de ida.

Os números na campanha mostram o bom desempenho dos suíços nos últimos dois anos. Porém, a equipe de Vladimir Petkovic acumula participações positivas nas últimas duas grandes competições que disputou. Na Eurocopa de 2016 caiu nas oitavas ao perder nos pênaltis para a Polônia, enquanto no Mundial de 2014 ficou pelo caminho na mesma fase, onde foi superada por 1 a 0 pela Argentina, que balançou as redes aos 13 minutos do segundo tempo da prorrogação. As performances positivas nos torneios e amistosos evidenciaram a regularidade da seleção suíça nesse ciclo pré-Copa da Rússia, tanto é que teve presença constante no top 10 do ranking da FIFA.

Canhoto, técnico e forte fisicamente, Xherdan Shaqiri é o grande nome dos suíços. Inclusive, o técnico Vladimir Petkovic dá liberdade para o meia-atacante flutuar nas costas dos volantes adversários, porém sem fugir do lado esquerdo que potencializa sua principal característica: a condução de bola da extremidade do campo para o centro, sempre buscando o arremate de fora da área. No entanto, Shaqiri não é o único jogador que demonstra qualidade no chute de média e longa distância. O volante Xhaka e o meio-campista Dzemaili, titulares do time, já marcaram belos gols em finalizações do “meio da rua”.

Outra arma interessante dos suíços é o apoio dos laterais. Com dois volantes mais presos, tanto Lichtsteiner, recém-contratado junto ao Arsenal, pela direita quanto Ricardo Rodríguez, do Milan, pela esquerda têm carta branca para chegarem ao ataque. Porém, o time sofre para fechar os espaços deixados pelos laterais, uma vez que Xhaka e Behrami, os volantes, são lentos, tendendo a terem dificuldades para parar equipes que jogam com pontas rápidos, como o Brasil de Tite.

Zuber e Shaqiri, os meio-campistas mais abertos de Petkovic, são velocistas, mas técnicos ao mesmo tempo. Em conjunto com a ofensividade dos laterais, os suíços aproveitam a superioridade no lado do campo para criar jogadas buscando o centroavante. No entanto, a referência no ataque é um dos problemas do plantel. Seferovic foi vaiado pela torcida após atuações fracas, Drmic não correspondeu a expectativa criada antes da Copa de 2014, quando vinha jogando um bom futebol, e Gravanovic vem de temporada razoável no futebol croata. Diante desse cenário, Seferovic, mesmo contestado, segue sendo o titular, enquanto o jovem Embolo corre por fora.

Apesar de mostrar um futebol eficiente dentro de suas possibilidades, a falta de tradição na história das Copas do Mundo pode pesar contra a Suíça e a favor do Brasil na estreia da edição deste ano, uma vez que o país europeu nunca passou das oitavas de final. Sem contar o fantasma sul-americano que assombra a seleção alvirrubra. Nos últimos dois Mundiais, os suíços perderam para o Chile em 2010 ainda na fase de grupos e foram eliminados em 2014 nas oitavas de final ao serem superados pela Argentina, com um doloroso gol no final da segunda etapa da prorrogação.



Rashford voltou a trabalhar normalmente na Inglaterra (Foto: Ben Stansall/AFP)

Ao que tudo indica, a Inglaterra não terá problemas para a estreia na Copa do Mundo e poderá contar com sua força máxima na tentativa de superar a Tunísia, em Volgogrado, e iniciar a campanha em solo russo com o pé direito. Na atividade desta sexta-feira, Gareth Southgate pôde, pela primeira vez, promover uma atividade com seus 23 convocados, que contou com o retorno de Marcus Rashford, ao gramado.

Na última terça-feira, antes do embarque para Rússia, o atacante do Manchester United sofreu uma pancada no joelho que, inicialmente preocupou a comissão técnica, mas depois algo mais grave foi descartado. Depois de dois dias sem sequer compor as atividades, o jovem voltou nesta sexta e não demonstrou limitações para desempenhar os trabalhos.

Mesmo em condições de atuar, Rashford não tem sua titularidade confirmada na estreia, pois briga por uma posição com Sterling, jogador do Manchester City. Um dos dois deve ser o escolhido por Southgate para compor o ataque do Englsih Team com Harry Kane, principal jogador do país na atualidade.

As dúvidas do treinador inglês não se rendem apenas ao setor ofensivo de sua equipe. Pelo contrário, elas começam logo no gol, em quem será o dono da meta. Pickford aparentemente está na frente da disputa e deve ser o escolhido, mas Jack Butland e Nick Pope correm por fora.



O técnico Tite deverá repetir a escalação do amistoso contra a Áustria na estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, no próximo domingo, contra a Suíça, em Rostov. Nesta quinta-feira o comandante não escondeu a formação da imprensa e deve ir a campo com Alisson; Danilo, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Willian, Paulinho, Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus.

A única vez em que Tite repetiu a escalação foi em seus dois primeiros jogos no comando da Seleção Brasileira, ainda em 2016, pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo. Na ocasião, o time que venceu o Equador por 3 a 0 foi o mesmo que superou a Colômbia por 2 a 1: Alisson; Daniel Alves, Marquinhos, Miranda e Marcelo; Casemiro; Paulinho, Renato Augusto, Willian e Neymar; Gabriel Jesus.

Do time que iniciou a trajetória de Tite na Seleção Brasileira para este que deve estrear na Copa do Mundo da Rússia há três mudanças. Em decorrência da lesão de Daniel Alves, Danilo assumiu a lateral-direita. Marquinhos deu lugar a Thiago Silva, seu companheiro no Paris Saint-Germain, enquanto Renato Augusto acabou saindo de cena para a entrada de Coutinho, mais centralizado.

Apesar de o time ideal para a estreia do Brasil na Copa ser composto por quatro jogadores de ataque e contar com apenas dois meio-campistas de características mais defensivas, o técnico Tite não deverá manter seu esquema intacto independentemente da partida que terá pela frente. Conta seleções de maior expressão, a tendência é que o Brasil jogue com três volantes.

Um exemplo disso foi o amistoso de março contra a Alemanha, em Berlim. Na ocasião, Tite foi a campo com Casemiro, Fernandinho e Paulinho, este com mais liberdade para chegar ao ataque. Dias antes, contra a Rússia, a Seleção Brasileira iniciou a partida com apenas dois volantes (Casemiro e Paulinho), com Douglas Costa no lugar de Fernandinho.

Resta saber se haverá outras variações além de três volantes ou quatro jogadores de ataque na Seleção Brasileira. Uma das possibilidades é a presença de Firmino ao lado de Gabriel Jesus, uma vez que o jogador do Liverpool não é visto como alguém que possui exatamente as mesmas características de seu concorrente de posição. Como o técnico Tite vem fechando todos os treinamentos que pode antes da estreia no Mundial, a resposta só será dada no decorrer do torneio.



(Foto: Simon Malfatto, Kun Tian, Paul Defosseux, Paz Pizarro, Maria-Cecilia Rezende/AFP)

Durante a temporada, companheiros. Durante este mês, rivais. Nesta sexta-feira, no segundo dia da Copa do Mundo, a cidade de Sochi receberá o duelo entre Cristiano Ronaldo e Isco. Colegas de Real Madrid, os dois serão os protagonistas de um dos confrontos mais esperados da fase de grupos: Portugal e Espanha duelam pela primeira rodada do Grupo B, em confronto direto que pode – e deve – definir a liderança da chave.

De um lado, CR7. Português, natural da Ilha da Madeira, com carreira para lá de consolidada aos 33 anos de idade. Cinco vezes melhor do mundo, o gajo vai para a sua quarta Copa do Mundo e em busca do segundo título de expressão com a seleção portuguesa, depois da conquista da Eurocopa de 2016.

A última lembrança do camisa 7 em Mundiais não é das melhores. Chegou sem condições físicas ao Brasil e viu Portugal cair ainda na primeira fase, ficando em terceiro no Grupo G, atrás dos Estados Unidos, que avançaram graças ao saldo de gols.

Em 2018, Cristiano Ronaldo chega mais maduro e mais preparado, psicologicamente e fisicamente. O atacante vem mudando seu jeito de jogar no Real Madrid, atuando em menos jogos e mais centralizado, infiltrado na área, o que possibilita que ele corra e se desgaste menos.

Do outro lado, Isco. Espanhol, nascido em Málaga, que aos 26 anos de idade vem conquistando seu espaço no cenário futebolístico mundial. Há cinco anos no Real Madrid, o meia tem sido peça importante dos merengues nas últimas temporadas, tanto como titular em algumas ocasiões, como boa opção no banco de reservas.

Em solo russo, fará sua primeira participação em Copas do Mundo. Em meio às polêmicas envolvendo a saída do técnico Julen Lopetegui, Isco terá os holofotes voltados para si como um dos trunfos da Espanha na campanha em busca do bicampeonato mundial.

Na sétima participação de Portugal em Mundiais e a 15ª da Espanha, o duelo em si promete ser emocionante e equilibrado. No retrospecto, são 12 jogos, com 4 vitórias espanholas, duas portuguesas e seis empates. E ambas as seleções vem de boas sequências. Os lusitanos têm sete vitórias, uma derrota e dois empates nos últimos dez jogos. A Fúria, por sua vez, está invicta nas últimas dez partidas, com oito vitórias e dois empates.

A bola rola para o duelo Ibérico às 15h (de Brasília), no Estádio Fisht, na cidade russa de Sochi. Portugal e Espanha ainda terão pela frente as seleções de Irã e Marrocos nesta primeira fase do Mundial.



Camisa 10 dos Bleus treinou normalmente na manhã desta sexta-feira (Foto: Franck Fife/AFP)

Na manhã desta sexta-feira, a França realizou um treino de reconhecimento da Arena Kazan, palco do jogo de estreia dos Bleus na Copa do Mundo. Um dos principais jogadores da equipe, Kylian Mbappé havia assustado a comissão técnica ao sentir o tornozelo, mas voltou a participar normalmente das atividades e não preocupa.

O treino foi aberto à imprensa por apenas 15 minutos, e foi possível observar apenas o aquecimento e o reconhecimento do gramado. Antoine Griezmann, que após muita especulação, anunciou a sua permanência no Atlético de Madrid, também participou do treinamento.

Mesmo que não tenha sido possível observar muito do que Didier Deschamps está planejando, a provável escalação da França para a estreia terá: Lloris; Pavard, Varane, Umtiti e Lucas Hernandez; Kanté, Tolisso e Pogba, Mbappé, Dembele e Griezmann.

A seleção francesa integra o grupo C da Copa do Mundo, mesma chave que Peru, Austrália e Dinamarca. Uma das favoritas ao título, a França tenta se redimir do vice-campeonato da Eurocopa de 2016, dentro de casa, e estreia neste sábado, às 7h (horário de Brasília), contra a Austrália, na Arena Kazan.



Nesta sexta-feira, Portugal e Espanha fazem as suas partidas de estreia na Copa do Mundo. Para essa partida, é esperada uma presença importante no estádio: o presidente do Paris Saint-Germain, Nasser Al-Khelaifi. Segundo publicação do jornal A Bola,  o cartola estará no estádio Olímpico de Sochi para observar o seu principal alvo nesta janela de transferências: Cristiano Ronaldo.

Segundo o diário português. o craque é o novo alvo do clube parisiense. Isso porque o atual campeão francês não será punido pela Uefa pelo Fair Play financeiro devido a contratação de Neymar e Mbappé na última janela. Sem essa penalidade, os vermelhos e azuis estão livres para realizar qualquer negociação antes da próxima temporada.

Cristiano Ronaldo é o alvo do Paris Saint-Germain nesta janela de transferências (Foto: Odd ANDERSEN / AFP)

Vale lembrar que o camisa 7 deixou em aberto a sua saída do Real Madrid logo após a conquista da Liga dos Campeões da Europa. Desde então, ainda não se sabe qual será a equipe defendida por Cristiano Ronaldo na próxima temporada.

Portugal e Espanha duelam nesta sexta-feira no estádio Olímpico de Sochi às 15h (de Brasília) em partida válida pelo Grupo B da Copa do Mundo. Mais cedo, as duas outras seleções da chave, Marrocos e Irã, duelam em São Petesburgo.



A Seleção Brasileira já tem definidos os uniformes com os quais entrará em campo nas três primeiras partidas da Copa do Mundo, na Rússia. O time estreia neste domingo, às 15h (de Brasília), em Rostov, contra a Suíça, vestindo a tradicional camisa amarela, calção azul e meiões brancos, combinação considerada a vestimenta principal da equipe canarinho.

Já contra a Costa Rica, na próxima sexta-feira, às 9h (de Brasília), em São Petersburgo, os comandados do técnico Tite jogarão com o uniforme 2, azul. Além da camisa, o calção e os meiões serão da mesma cor, uma vez que a Costa Rica entrará em campo inteiramente de branco.

Na última partida do Grupo E, contra a Sérvia, em Moscou, a Seleção Brasileira volta a jogar com seu uniforme número um, o mesmo com o qual enfrentará a Suíça, que, assim como os sérvios, atuarão de vermelho.

Outro detalhe é a vestimenta dos goleiros da Seleção Brasileira. Após os arqueiros usarem um informe cinza na última Copa do Mundo, Alisson, Ederson e Cássio irão a campo com camisa, calção e meiões verdes, assim como aconteceu na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.



(Arte: Laurence SAUBADU, Maria-Cecilia REZENDE / AFP)

O clássico da primeira rodada da Copa do Mundo de 2018 acontece nesta sexta-feira, quando Portugal e Espanha se enfrentam a partir das 15h00 (horário de Brasília), no Estádio Fisht, em Sochi, na Rússia, pelo Grupo B, que tem ainda Marrocos e Irã.

Atual campeão da Eurocopa, o time luso, de Cristiano Ronaldo, tenta tirar proveito da crise da Fúria, que demitiu o técnico Julen Lopetegui a dois dias da estreia por ele ter sido anunciado pelo Real Madrid. Fernando Hierro assumiu o posto às pressas, mas a mudança incomodou muito os líderes do plantel espanhol, que queriam a permanência do comandante.

Hierro assumiu o comando da Espanha às pressas (Foto: Adrian Dennis/AFP)

Hierro sabe que a pressão é muito grande, porém, evitou comentar a crise que culminou na saída de seu antecessor. O comandante preferiu focar no jogo contra os portugueses e analisou o rival, evitando concentrar as suas observações em Cristiano Ronaldo.

“Portugal não é apenas Cristiano Ronaldo. Trata-se de um time muito equilibrado e que joga junto há muito tempo. Vamos precisar ter atenção com todos. Mas a Espanha também tem suas fórmulas para buscar a vitória”, disse Hierro.

Já Fernando Santos, comandante de Portugal, preferiu minimizar a crise rival. “Independentemente de momento e do que acontecer no pré-jogo, a Espanha será sempre um rival qualificado e complicado de ser batido. Não podemos nos iludir esperando facilidades. Vamos a campo dispostos a colocar em prática tudo aquilo que estamos fazendo nos últimos meses e que tem nos fornecido resultados interessantes nas competições que estamos disputando”, afirmou Santos.

Em termos de escalação, Portugal vai manter a base que jogou os últimos amistosos. Além de Cristiano Ronaldo, o time conta com a experiência do zagueiro Pepe, o talento dos meias Bernardo Silva e João Moutinho e a eficiência de André Silva, considerado pelo maior jogador do mundo como seu grande parceiro.

Portugal se prepara para enfrentar a Espanha (Foto: Odd Andersen/AFP)

Pelo lado da Espanha, Hierro evitou fazer mudanças em relação ao planejamento de seu antecessor. A aposta continua sendo em jogadores experientes, como o zagueiro Sergio Ramos, o meia Andrés Iniesta e o atacante Diego Costa.

Pelo regulamento da Copa do Mundo, as seleções se enfrentam dentro de seus respectivos grupos em turno único. Ao fim, as duas melhores colocadas avançam para as oitavas de final, enquanto que as demais voltam para casa.

FICHA TÉCNICA
PORTUGAL x ESPANHA

Local: Estádio Fisht, em Sochi (Rússia)
Data: 15 de junho de 2018 (Sexta-feira)
Horário: 15h00 (horário de Brasília)
Árbitro: Gianluca Rocchi (Itália)
Assistentes: Mauro Tonolini (Itália) e Elenito Di Liberatore (Itália)

PORTUGAL: Rui Patrício; Cedric, Pepe, Fonte e Raphael Guerreiro; William Carvalho, João Moutinho, João Mário e Berrnardo Silva; Cristiano Ronaldo e André Silva
Técnico: Fernando Santos

ESPANHA: De Gea; Dani Carvajal (Nacho), Sergio Ramos, Piqué e Jordi Alba; Sergio Busquets, Thiago (Asensio), Andres Iniesta, Isco e David Silva; Diego Costa
Técnico: Fernando Hierro



Crédito: Laurence Saubadu, Thomas Saint-Cricq, Maria-Cecilia Rezende/AFP

Em um Grupo B onde Espanha e Portugal são tratados como grandes favoritos, Marrocos e Irã se enfrentam nesta sexta-feira, a partir das 12 horas (de Brasília), no Estádio Krestovsky, em São Petersburgo, na Rússia, pela estreia das duas equipes na Copa do Mundo de 2018. As duas equipes tentam manter vivo o sonho de surpreenderem, o que passa necessariamente por um bom resultado neste primeiro jogo.

Os jogadores de Marrocos parecem terem assimilado bem o pensamento do técnico Herve Renard, que trata a partida desta sexta-feira como uma final.

“Para nós é uma decisão. Sabemos que se tropeçarmos as chances de jogarmos as oitavas de final serão bem reduzidas. Entendo que a gente possa jogar as nossas fichas aí. Se ganharmos vamos pegar embalo para tentar surpreender Portugal e Espanha”, disse o volante marroquino Karim El Ahmadi.

O zagueiro Benatia, da Juventus, é o principal nome da seleção marroquina (Foto: Christophe Simon/AFP)

Quem surpreendeu foi o treinador português Carlos Queiroz, comandante do Irã. Ele colocou Marrocos no mesmo patamar de Espanha e Portugal, procurando jogar o favoritismo nas costas do adversário.

“A Espanha e Portugal são duas grandes forças e o Marrocos também tem um time tão preparado quanto. Nós sabemos do problema que temos pela frente. Mas não vamos permitir que ninguém nos diga que não somos capazes de ganhar”, disse Queiroz.

Em termos de escalação, Marrocos aposta na liderança e eficiência do zagueiro e capitão Medhi Benatia, que defende a Juventus de Turim. O meia Hakim Ziyech, do Ajax da Holanda, é responsável por dar ritmo ao time e ligar a defesa ao ataque.

O Irã não conta com grandes estrelas, porém, a maior aposta recai nas costas do atacante Sardar Azmoun, chamado na Ásia de “Messi iraniano”. Ele joga atualmente no Rubin Kazan da Rússia.

Pelo regulamento da Copa do Mundo, as seleções se enfrentam dentro de seus respectivos grupos em turno único. Ao fim, as duas melhores colocadas avançam para as oitavas de final, enquanto que as demais voltam para casa.

FICHA TÉCNICA
MARROCOS X IRÃ

Local: Estádio Krestovsky, em São Petersburgo (Rússia)
Data: 15 de junho de 2018 (Sexta-feira)
Horário: 12h(de Brasília)
Árbitro: Cuneyt Cakir (Turquia)
Assistentes: Bahattin Duran (Turquia) e Tarik Ongun (Turquia)

MARROCOS: El Kajoui (Munir Mohamedi), Hamza Mendyl (Nabil Dirar), Medhi Benatia, Romain Saïss e Achraf Hakimi; Karim El Ahmadi, Younès Belhanda, Mbark Boussoufa e Hakim Ziyech; Khalid Boutaïb, Sofyan Amrabat
Técnico: Herve Renard

IRÃ: Alireza Beiranvand; Ramin Rezaeian, Khanzadeh (Seyed Jalal Hosseini), Cheshimi (Morteza Pouraliganji) e Milad Mohammadi; Saeid Ezatolahi, Masoud Shojaei e Ali Karimi; Alireza Jahanbakhsh, Mahdi Taremi e Mehdi Taremi
Técnico: Carlos Queiroz



“O ousado chegou”. Neymar, em todas suas passagens por clubes (Santos, Barcelona e Paris Saint-Germain), além da própria Seleção Brasileira, veio para ficar, despontando como protagonista absoluto e centro das atenções. Não será diferente no time montado pelo técnico Tite para a disputa da Copa do Mundo de 2018, na Rússia: se o Brasil almeja a chance de ganhar o tão esperado hexacampeonato, precisa que o camisa 10 atue bem e comande a equipe em campo.

Foi no dia 7 de março de 2009 que o principal futebolista brasileiro na atualidade começou sua carreira profissional, depois de anos nas categorias de base do Santos. Como no restante de sua trajetória no esporte nacional, a ascensão foi meteórica – menos de um ano depois, o natural de Mogi das Cruzes já despontava como uma das maiores promessas do Brasil. Em 2010, Neymar conquistou seu primeiro título: o Campeonato Paulista. Junto de Paulo Henrique Ganso, Robinho e André, formou o quarteto conhecido como “Meninos da Vila”, que despontou no futebol nacional por seu estilo de jogo jovem e habilidoso. O rápido crescimento de Neymar no ano fez com que torcedores da Seleção Brasileira pedissem sua convocação para a disputa da Copa do Mundo na África do Sul. Entretanto, o então técnico Dunga ignorou os pedidos e não incluiu o atacante sequer na lista de 35 selecionados. Tal fato não pareceu afetar o desempenho do camisa 10 dentro de campo, já que seguia roubando a cena e surgindo, cada vez mais, como principal jogador do Santos.

Nem tudo foram flores, entretanto. A personalidade de Neymar passou a ser evidenciada, junto de seu futebol. Em setembro daquele ano, discutiu com o então técnico do Peixe, Dorival Júnior, sobre a cobrança de um pênalti, em partida contra o Atlético-GO. O técnico rival, Renê Simões, proferiu a frase que sempre acompanhou o astro quando este era alvo de alguma polêmica (que não foram poucas): “Estamos criando um monstro.” As consequências da confusão foram graves: em uma queda de braço, Dorival perdeu e acabou por ser demitido do comando técnico santista pouco depois.

O restante de sua carreira no Santos seguiu o padrão de sua ascensão: muitos dribles, protagonismo, gols e títulos. E as conquistas não foram poucas: Mais dois Campeonato Paulista na conta (2011 e 2012), Copa do Brasil (2010), Libertadores (2011) e Recopa (2012). Naturalmente, o sucesso foi acompanhado de muita atenção dos clubes europeus a Neymar. Depois de sondagens reais de Chelsea e Real Madrid, o camisa 10 acertou, em 2013, com o Barcelona, clube que derrotou o Santos no Mundial de Clubes dois anos antes. A negociação, mais tarde, foi igualmente alvo de polêmicas, que referiam-se ao valor realmente gasto pelos catalães na transferência do jogador.

Foi no Barça que Neymar atingiu o ponto alto de sua carreira. Fazendo parceria de sucesso com Messi e Suárez, o brasileiro solidificou sua posição como mais importante atleta do esporte nacional ao vencer 10 títulos com os catalães em somente quatro temporadas: dentre as conquistas, uma Liga dos Campeões (2015), um Mundial de Clubes (2015) e dois Campeonatos Espanhóis (2015 e 2016). No plano individual, mais sucesso: foi o artilheiro da Liga dos Campeões em 2015, ano do título, com 10 gols em 12 jogos, e chegou a figurar entre os três melhores jogadores eleitos pela Fifa na Bola de Ouro, em 2017. Foi neste ano, aliás, que alegando o desejo de disputar novos desafios, Neymar concretizou sua transferência ao Paris Saint-Germain, tornando-se o jogador mais caro da história do futebol: à época, foram pagos 222 milhões de euros.

No PSG, o camisa 10 assumiu o protagonismo absoluto da equipe, já que, no Barça, vivia à sombra de Messi. Entretanto, novamente as polêmicas o acompanharam: o brasileiro não se entendeu com Cavani sobre a posição oficial de cobrador de pênaltis e faltas no clube francês e o desentendimento entre os jogadores teve que ser resolvido publicamente. Se, por um lado, o Paris Saint-Germain conquistou tudo a nível nacional, vencendo Copa da França, Copa da Liga Francesa e o Campeonato Francês, o maior objetivo traçado pela diretoria do time não foi alcançado, já que o PSG foi eliminado da Liga dos Campeões nas oitavas de final, diante do Real Madrid. Além disso, Neymar correu o risco de não disputar a Copa do Mundo: o jogador sofreu lesão no quinto metatarso do pé direito, desfalcou a equipe na reta final da temporada e chegou à concentração brasileira para o Mundial ainda sem condições físicas ideais.

Por falar em Seleção Brasileira, a carreira do jogador na equipe verde e amarela começou cedo: depois de ter sido desprezado por Dunga na Copa de 2010, Mano Menezes resolveu dar uma chance ao então garoto no mesmo ano. Desde então, Neymar nunca mais deixou o status de presença garantida nas convocações do Brasil, mesmo com as trocas de comando técnico. Se os títulos recheiam sua trajetória nos clubes, o mesmo não pode ser dito na Seleção: em oito anos, duas conquistas – Copa das Confederações de 2013 e Olimpíadas de 2016. Ainda assim, o camisa 10 permanece, justamente, como maior esperança da torcida brasileira para a conquista da Copa do Mundo deste ano, na Rússia: para vencer o Brasil vencer o Mundial, Neymar precisa fazer o que fez de melhor – assumir o protagonismo.