COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
Cueva não conseguiu segurar o choro após o fim da partida (Foto: Nelson Almeida/ AFP)

O dia 26 de junho de 2018 será um dos dias mais lembrados pelos peruanos apaixonados por futebol. Com a vitória por 2 a 0, o Peru voltou a ganhar uma partida em Copas do Mundo desde o triunfo por 3 a 1 diante da Escócia, em 1978. No entanto, o meia Christian Cueva recordará como um dia que poderia ter chorado de alegria, e não de tristeza, como aconteceu após o término do duelo diante do Austrália.

Assim que o árbitro apitou fim de jogo, o jogador do São Paulo caiu em campo e começou a chorar, lamentando não o resultado diante da Austrália, mas contra os outros dois rivais do grupo, França e Dinamarca. Assim que viu a cena, Paolo Guerrero foi até perto do meia e tento acalmá-lo, reforçando o placar positivo conquistado no último jogo do país neste Mundial.

Com três pontos conquistados, o Peru ficou atrás da Dinamarca, que terminou na segunda colocação. No confronto direto, os sul-americanos perderam por 1 a 0, mas tiveram grande chance de sair com um resultado positivo, já que Cueva perdeu uma cobrança de pênalti quando o jogo ainda estava 0 a 0.

Com a vitória, o Peru conseguiu se despedir do Mundial com uma campanha mais digna, com três pontos ganhos e saldo zerado. O time ficou atrás da Dinamarca, que com dois empates e uma vitória continua invicto, e da França, que com duas vitórias e um empate, também ainda não perdeu nesta Copa do Mundo.



Depois de 36 partidas, a Copa do Mundo teve seu primeiro 0 a 0 nesta terça-feira, quando Dinamarca e França saíram do gramado do estádio Estádio Luzhniki classificadas para as oitavas de final, mas sem balançar as redes. As estatísticas mostraram um amplo domínios do franceses, que trocaram duas vezes mais passes que o adversário, porém, a grande maioria sem objetividade.

A equipe de Didier Deschamps ditou o ritmo da partida ao acertar 579 passes de 668, números que resultam em um aproveitamento de 87%. Os dinamarqueses, por sua vez, deram 306 passes, sendo 221 corretos. Com uma eficiência de 72% no fundamento, os comandados de Åge Hareide sofreram para criar boas oportunidades de gol.

A posse de bola evidenciou a estratégia dos dois times. A Dinamarca, que teve apenas 38% da posse, esperava o rival no campo de defesa e buscava sair em contra-ataques, enquanto a França se mantinha no setor ofensivo e tentava chegar através de jogadas trabalhadas.

A estratégia adotada pelos Les Bleus teve mais êxito. Dos 16 chutes da partida, 11 foram dos franceses (seis para fora, quatro no gol e um bloqueado), já os dinamarqueses finalizaram à meta de Mandanda apenas uma vez.

Nas oitavas de final, a França enfrentará o segundo colocado do Grupo D, enquanto a Dinamarca medirá forças com o líder dessa chave, composta por Croácia, Nigéria, Islândia e Argentina. As partidas estão marcadas, respectivamente, para sábado, às 11 horas (de Brasília), em Kazan, e domingo, às 15 horas, em Nizhny Novgorod.



O primeiro empate por 0 a 0 da Copa do Mundo da Rússia tem um defensor como o principal destaque. Trata-se do volante N’Golo Kanté, da França, responsável direto pela defesa de sua equipe ter passado incólume diante da Dinamarca, em duelo disputado nesta terça-feira, em Moscou.

Defensivamente, Kanté deu sustentação aos zagueiros e cobertura aos laterais. Também não deixou os atacantes dinamarqueses se infiltrarem na área, obrigando-os a finalizar de longe.

Além disso, apoiou o ataque nas poucas vezes em quem os “Bleus” ameaçaram a meta de Schmeichel. Dentro da estratégia da França, de ter o domínio da posse de bola, ele foi um dos melhores. Foram 70 passes certos e apenas quatro errados.

Nascido em Paris, capital da França, Kanté ganhou notoriedade no Leicester City após passagens por clubes menores de seu país. Na Inglaterra, o jogador de 27 anos foi peça fundamental da equipe que conquistou a Premier League de maneira inédita na temporada 2015/2016.

Pouco depois, Kanté foi comprado pelo Chelsea por 32 milhões de libras. No clube de Londres, onde joga até hoje, o volante conquistou o Campeonato Inglês pela segunda vez consecutiva, além de erguer o troféu da Copa da Inglaterra em 2018.

Arte: AFP

“Queríamos nos classificar para as oitavas de final e terminar como líderes do grupo. E isso nós conseguimos. Foi difícil encontrar pontos fracos na defensa dinamarquesa, mas chegamos onde queríamos estar”, avaliou Kanté.

Com o resultado, a França terminou a primeira fase como líder do Grupo C, com sete pontos ganhos. Nas oitavas de final, os “Bleus” enfrentarão a Argentina, segunda colocada do Grupo D, no próximo sábado, às 11 horas (de Brasília), em Kazan.



Austrália não jogou mal, porém errou muito na hora das finalizações (Foto: Adrian DENNIS / AFP)

Enquanto o Peru já estava sem chances de classificação e jogava sem pressão, a Austrália precisava conquistar a vitória para seguir sonhando com a classificação. Para atingir este objetivo, a equipe amarela pressionou muito durante toda a partida, porém falhou demais no momento das finalizações. Ao todo, a equipe da Oceania tentou 14 chutes a gol, porém apenas dois tiveram a direção correta.

Leia também: Guerrero marca e Peru elimina a Austrália da Copa 

Por outro lado, a equipe de Ricardo Gareca mostrou uma evolução, tardia é verdade, no mesmo quesito. Isso porque as falhas no momento das finalizações podem ser apontadas como um dos fatores para que a equipe chegasse a esse jogo já sem chance de classificação. No entanto, nesta partida em si os sul-americanos demonstraram uma mira afiada e chegaram as redes duas vezes em apenas quatro tentativas em todo o 90 minutos.

Peru marcou duas vezes em quatro tentativas nos 90 minutos  (Foto: Odd ANDERSEN / AFP)

Com maior posse de bola, a Austrália teve uma participação ofensiva mais determinante que a do adversário. Tanto que teve mais escanteios, 8 a 3, mais passes completados que o rival, 555 contra 421. No entanto, essa superioridade nos números não representou na vitória, já que a Austrália foi muito mal na definição das jogadas.

Com o resultado, as duas seleções foram eliminadas da competição ainda na fase de grupos. Pelo Grupo C do torneio, as seleções classificadas foram a da França e da Dinamarca, que empataram por 0 a 0 na última rodada. Dessa forma a classificação final do grupo ficou com França na liderança com 7 pontos, Dinamarca com 5, Peru com 3 e Austrália com apenas 1 ponto.

 



 

Paolo Guerrero durante a partida diante da Austrália (Foto: Odd ANDERSEN / AFP)

Jogando a última partida antes de se despedirem da Copa do Mundo, os atletas do Peru com o objetivo de evitarem a classificação da Austrália e saírem da lanterna do Grupo C do Mundial. Com Paolo Guerrero jogando em alto nível, os sul-americanos conseguiram alcançar as metas estipuladas e deram uma grande alegria para os milhares de peruanos que saíram de seus país de origem para assistirem a seleção na Rússia.

O grande momento do jogador na partida foi no início do segundo tempo, quando enfim conseguiu marcar seu primeiro gol em Copas do Mundo. Após bela jogada de Cueva e Trauco, o atacante fez excelente jogada individual, girou pra cima do zagueiro e acertou um belo chute cruzado para definir de vez a vitória dos peruanos.

Além do gol, Guerrero mostrou que sua importância foi muito importante para o grupo comandado pelo técnico Ricardo Gareca. Um dos mais experientes da Copa do Mundo, o atacante semostrou extremamente concentrado e dedicado, ainda mais depois de quase ter ficado de fora do Mundial devido à punição que a Fifa aplicou no atleta nos últimos meses.

O atacante também ficará marcado com um dos dois jogadores que anotaram gol para o Peru em Copas do Mundo nas últimas décadas. O time sul-americano não tinha marcado gol nem na estreia, contra a Dinamarca, nem contra os franceses, na segunda rodada do Grupo C.



Paolo Guerrero comemora segundo gol do Peru diante da Austrália (Foto: Odd ANDERSEN / AFP)

Nesta terça-feira, milhares de peruanos foram até o estádio Fisht, em Sochi, para acompanharem o último jogo da equipe nacional nesta Copa do Mundo. Mesmo já eliminados, o Peru fez um ótimo jogo e venceu a Austrália por 2 a 0, gols de André Carrillo e Paolo Guerrero. Com isso, o time sul-americano termina em terceiro no Grupo C, enquanto que os australianos, que tinha chance de se classificarem, ficou na lanterna.

O jogo – Precisando da vitória para sonhar com a classificação para as oitavas de final, a Austrália adiantou as linhas já nos primeiros minutos para tentar abrir o marcador. Com bons passes e buscando infiltrações, a equipe incomodava os adversários sul-americanos, porém sem ter chances reais de gol.

No momento em que os australianos mais pressionavam no campo adversário, a torcida peruana saiu de momentos de tensão para alegria total. Durante uma bela jogada pela esquerda, Guerrero protegeu bem a bola, lançou a bola para o meio da área e viu o atacante André Carrillo pegar um belo chute de primeira para acertar o canto do goleiro Ryan e abrir o marcador a favor do Peru. Esse foi o primeiro gol da equipe no Mundial de 2018.

Com o gol, os peruanos ficaram ainda mais postados na defesa, esperando mais um contra-ataque para ficarem ainda mais perto da vitória. Aos 24 minutos, Guerrero apareceu novamente e cabeceou muito perto do gol, assustando o arqueiro australiano e ficando muito perto de ampliar o placar.

Depois de mais um susto, os australianos tiveram sua melhor chance de gol. O atacante Rogic recebeu na intermediária, driblou três defensores peruanos e ficou na cara do goleiro Gallese, porém não teve a mesma inspiração na hora do chute e mandou em cima do arqueiro sul-americano.

O fim do primeiro tempo foi marcado por muita marcação pelo lado do Peru, buscando atacar os adversários apenas quando os espaços apareciam, e muita movimentação ofensiva pelo lado da Austrália, que não apenas ficava fora das oitavas de final com esse resultado, como terminava na lanterna do Grupo C.

Na volta do intervalo, os peruanos continuaram com a mesma estratégia que deu certo no primeiro tempo, com contra-ataques rápidos e incisivos, e, com quatro minutos, a tática deu novamente certo. Em bela tabela de Cueva e Trauco, Guerrero recebeu a bola, girou em cima do zagueiro e marcou um belo gol, com um chute cruzado, ampliando sua marca como maior artilheiro da história do Peru.

Com o placar ainda pior do que o da primeira etapa, a Austrália não tinha outra opção senão avançar ainda mais suas linhas para tentar, o quanto antes, diminuir o prejuízo. Aos 14 minutos, o experiente atacante Tim Cahill quase marcou em tentativa de voleio no meio da área e, aos 21 minutos, Arzani (jogador mais jovem da Copa do Mundo), também desperdiçou boa oportunidade.

Aos 35 minutos, o Peru ficou muito perto de fazer o terceiro, já que Édison Flores aproveitou a bola deixada por Guerrero e mandou na trave do goleiro Ryan. Pouco depois, os peruanos perceberam que o árbitro já tinha marcado impedimento. Por fim, vitória por 2 a 0 e saída digna da Copa do Mundo.

FICHA TÉCNICA
AUSTRÁLIA 0 X 2 PERU

Local: Estádio Fisht, em Sochi, Rússia
Data: 26 de junho de 2018 (Terça-feira)
Horário: 11h(de Brasília)
Árbitro: Sergei Karasev (RUS)
Auxiliares: Anton Averianov (RUS) e Tikhon Kalugin (RUS)
Público: 44,073 presentes
Cartões amarelos: Jedinak (9’/1ºT), Arzani (14’/2ºT), Rogic (20’/2ºT), Milligan (42’/2ºT) (AUS), Yotún (44’/1ºT), Hurtado (33’/2ºT) (PER)
Cartões vermelhos:
Gols: Carillo (18’/1ºT) (0-1), Guerrero (5’/2ºT) (0-2)

AUSTRÁLIA: Ryan; Risdon, Sainsbury, Milligan e Behich; Mody, Leckie, Jedinak, Rogic(Irvine),, Kruse(Arzani); Juric (Cahill)
Técnico: Bert van Marwijk

PERU: Gallese; Advíncula, Ramos, Santamaría e Trauco; Tapia (Hurtado),Yotún (Aquino), Carillo (Cartagena) Cueva e Flores; Guerrero
Técnico: Ricardo Gareca

 

 



A Copa do Mundo da Rússia amargou o seu primeiro empate sem gols durante a tarde desta terça-feira, em Moscou. Em jogo morno, disputado no Estádio Luzhniki, a França teve o domínio da posse de bola, mas trocou passes sem objetivo e parou na forte marcação da Dinamarca, que até insinuou atacar no segundo tempo, mas não se abriu o suficiente para vazar a defesa adversária.

Embora vaiado pela torcida, o resultado foi conveniente para ambas as equipes. A França chegou aos sete pontos e terminou a primeira fase como líder do Grupo C. Já a Dinamarca se classificou como segunda colocada, com cinco pontos. No outro jogo da chave, o Peru acabou com as esperanças da Austrália ao vencer por 2 a 0.

Nas oitavas de final da Copa do Mundo, a França enfrentará a Argentina, segunda colocada do Grupo D, enquanto a Dinamarca medirá forças com a líder Croácia. As partidas estão marcadas, respectivamente, para sábado, às 11 horas (de Brasília), em Kazan, e domingo, às 15 horas, em Nizhny Novgorod.

O Jogo – Já classificada, a França foi a campo com seis desfalques. Os meias Matuidi e Pogba, pendurados com cartão amarelo, foram preservados pelo técnico Didier Deschamps. Assim como o goleiro Lloris, o lateral direito Pavard, o zagueiro Umtiti e o atacante Mbappé. Estes, contudo, por desgaste físico.

Empurrada pela maior parte da torcida no Estádio Luzhniki, a Dinamarca começou esboçando uma pressão. Os nórdicos tentaram explorar o lado esquerda da defesa francesa, que, bem postada, neutralizou os ataques iniciais.

Aos poucos, com a posse de bola, a França foi tomando o controle da partida. Aos 15 minutos, após uma longa troca de passes, Hernández invadiu a área e tabelou com Giroud, que bateu de esquerda, exigindo a primeira defesa do goleiro Schmeichel.

Os comandados de Deschamps tentaram furar o bloqueio adversário com chutes de fora da área. Em um deles, Dembélé assustou o arqueiro. Em outro, Schmeichel agarrou o arremate de Griezmann sem dificuldade. A Dinamarca chegou com algum perigo em um contra-ataque, mas Eriksen foi travado na hora do chute.

Arte: AFP

A panorama se manteve o mesmo no início da etapa complementar. A França voltou do intervalo apostando na troca de passes, enquanto a Dinamarca buscava os contra-ataques para surpreender. Os nórdicos, no entanto, foram se soltando. Aos 13 minutos, após boa trama pela esquerda, Eriksen bateu de longe e assustou o goleiro Mandanda.

A França respondeu aos 24 minutos. Fekir, que havia acabado de entrar no lugar do apagado Griezmann, tabelou com Lemar e arriscou da entrada da área. A bola passou perto da trave direita de Schmeichel, mas bateu na rede pelo lado de fora.

Deschamps deu sua última cartada ao promover a entrada de Mbappé na vaga de Dembélé. Em sua primeira ação na partida, o atacante fez jogada individual e deixou para Fekir, que bateu colocado de fora da área. Schmeichel, antento, se esticou para praticar a defesa. Nos minutos finais, os “Bleus” insinuaram pressionar, mas o esforço não foi o suficiente para tirar o zero do placar.

FICHA TÉCNICA
DINAMARCA 0 X 0 FRANÇA

Local: Estádio Luzhniki, em Moscou (Rússia)
Data: 26 de junho de 2018 (Terça-feira)
Horário: 11h(de Brasília)
Árbitro: Sandro Meira Ricci (Brasil)
Assistentes: Emerson de Carvalho (Brasil) e Marcelo Van Gasse (Brasil)
Cartão Amarelo: Jorgensen (Dinamarca)
Cartão Vermelho: –
Gol: –

DINAMARCA: Kasper Schmeichel; Simon Kjaer, Andreas Christensen e Mathias Jorgensen; Henrik Dalsgaard, Thomas Delaney (Lukas Lerager), Christian Eriksen e Jens Stryger Larsen; Martin Braithwaite, Andreas Cornelius (Kasper Dolberg) e Pione Sisto (Viktor Fischer)
Técnico: Age Hareide

FRANÇA: Steve Mandanda; Djibril Sidibé, Raphael Varane, Presnel Kimpembe e Lucas Hernandez (Benjamin Mendy); N’Golo Kanté, Steven N’Zonzi e Thomás Lemar; Ousmane Dembélé (Kylian Mbappé), Olivier Giroud e Antoine Griezmann (Nabil Fekir)
Técnico: Didier Deschamps



O técnico Tite optou por não fazer mudanças em sua equipe para o confronto decisivo com a Sérvia, marcado para esta quarta-feira, às 15h (de Brasilia), em Moscou. Embora Willian tenha atuado abaixo do que pode render nos dois primeiros jogos deste Mundial, o comandante do time canarinho deu um voto de confiança ao atleta e manteve a equipe que enfrentou a Costa Rica na última rodada.

Desta maneira, o Brasil entrará em campo para decidir seu futuro na Copa do Mundo com Alisson; Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Willian, Paulinho, Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus.

Uma das justificativa para que Tite promovesse mudanças no time titular era de que o lado direito está um tanto quanto desequilibrado, uma vez que a maioria das jogadas da Seleção são construídas pela esquerda, onde Coutinho, Marcelo e Neymar, os três jogadores mais habilidosos da Seleção, costumam fazer triangulações.

Pela direita, Daniel Alves costumava apoiar bem o ataque, porém, com a lesão do lateral e o deslocamento de Coutinho para o meio por conta da entrada de Willian no time titular, Paulinho perdeu presença ofensiva e não vem infiltrando tanto para aparecer como “elemento surpresa” no campo adversário, o que é considerado sua principal característica.

“Eles [Paulinho e Willian] têm condições de crescer como a equipe crescer no segundo tempo. A equipe vai se consolidando. Olha a trajetória do Willian e do Paulinho, olha o quanto eles foram consistentes e decisivos. Como posso desconsiderar isso? Dá para esquecer o jogo do Paulinho contra o Uruguai? Eles construíram isso durante os 23 jogos”, disse Tite ao justificar sua escolha pela mesma escalação.

Cléber Xavier, auxiliar técnico de Tite na Seleção Brasileira, corroborou o discurso do treinador, confiante de que dar sequência aos jogadores é a melhor maneira de fazer o time evoluir dentro da competição.

“A gente sabe o que temos em mãos, do que precisamos, mas não podemos ficar trocando. É uma ideia que sempre se tem, sempre o melhor é o que não está. Temos características diferentes, mudamos o desenho da equipe, esse desenho está em evolução. Sabemos das possibilidades de troca que temos”, completou.



O técnico Tite procurou blindar Neymar da avalanche de críticas que o craque tem recebido desde que se iniciou a disputa da Copa do Mundo. Tido como um jogador que a todo o momento simula faltas para o seu benefício e na tentativa de desestabilizar seus adversários, o camisa 10 foi defendido pelo treinador da Seleção Brasileira.

Até mesmo nomes importantes do futebol mundial reprovaram a postura de Neymar dentro de campo. Eric Cantona chegou a pedir para que o jogador parasse de trapacear. Mais recentemente, foi a vez de Fabio Capello, ex-técnico do Milan, Real Madrid e seleção inglesa, dizer que o comportamento do atacante do Paris Saint-Germain precisava ser corrigido.

“Capello, para ti, de técnico para técnico: foi pênalti, tá? Foi pênalti! Só. O árbitro estava a cinco metros de distância”, pontuou Tite antes de comentar sobre o nível que Neymar se encontra atualmente após a lesão que o deixou de fora dos gramados por três meses.

“O Neymar só está nesse estágio de recuperação porque ele é um jogador fora dos padrões normais. Caso contrário, não estaria nesse nível de agora. Não vim aqui para defender ninguém, tanto é que quando ele foi muito bem contra a Croácia pedi calma. Se vocês pegarem o mapa de calor dele no jogo contra a Suíça e contra a Costa Rica, as jogadas tanto por fora, quanto por dentro aumentaram consideravelmente”, prosseguiu Tite.

Por fim, o treinador da Seleção Brasileira evitou associar o choro de seu jogador com um suposto desequilíbrio emocional. Tite usou um exemplo próprio, relembrando o início de sua trajetória à frente do time canarinho, para minimizar as reações de Neymar após o fim do tenso confronto com a Costa Rica.

“No primeiro jogo contra o Equador, o Tite chorou. O Tite chorou. Quando liguei para a minha esposa, chorei de alegria, de satisfação, de prazer, de orgulho pelo fato de a gente ter feito um grande jogo em um momento de extrema pressão. Tenho muito cuidado em associar situações, estou mostrando o outro lado, o lado de quem é técnico e também tem emoções”, comentou.

“Há o momento do gelo, da calma, de manter o padrão. O que é manter o padrão? É fazer o gol aos 90 minutos do segundo tempo do jeito que a equipe está acostumada a jogar. A produção, principalmente no segundo tempo, nesse quesito emocional, me deixa muito contente. A equipe não abriu mão da sua ideia”, concluiu.