COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

Depois de derrotar a Sérvia por 2 a 0, chegar aos sete pontos e confirmar a liderança do Grupo E na primeira fase da Copa do Mundo da Rússia, o Brasil enfrentará o México, segundo colocado do Grupo F, nas oitavas de final. Esse será o quinto jogo entre os países na história dos Mundiais, sendo que os mexicanos nunca ganharam.

Na abertura da Copa do Mundo de 1950, brasileiros e mexicanos se enfrentaram pela primeira vez em uma partida do torneio. Na oportunidade, a Seleção canarinha não teve dificuldades para fazer 4 a 0, com gols de Ademir de Menezes, em duas oportunidades, Jair Rosa Pinto e Baltazar.

Quatro anos depois mais um embate das seleções em Mundiais. Na quinta edição da competição, realizada na Suíça, a Seleção Brasileira goleou o adversário novamente. Baltazar, Didi, Pinga (duas vezes) e Julinho Botelho balançaram as redes no triunfo verde e amarelo por 5 a 0.

A supremacia do Brasil seguiu em 1962, quando os países voltaram a duelar pela fase inicial do maior torneio de futebol do planeta. Porém, dessa vez, o México não facilitou e o time canarinho só marcou os gols da vitória por 2 a 0 no segundo tempo, através de Pelé e Zagallo.

Depois de 1962, a Copa do Mundo não teve um choque entre mexicanos e brasileiros até 2014, ano em que voltaram a se enfrentar pela segunda rodada da primeira fase. Na Arena Castelão, Neymar e companhia pressionaram o rival durante boa parte do jogo e criaram inúmeras, porém, o arqueiro Guillermo Ochoa estava em tarde inspirada e segurou o empate sem gols.

Em outras competições oficiais, como Copa Ouro, Copa das Confederações e Copa América, a Seleção Brasileira não leva tamanha vantagem, uma vez que ganhou sete jogos e perdeu outros sete. Na história geral do confronto, contando amistosos, são 23 vitórias do Brasil, dez empates e apenas sete triunfos do México.

O quinto embate entre mexicanos e brasileiros na história das Copas acontecerá às 11 horas (de Brasília) da segunda-feira, em Samara, pela Copa do Mundo da Rússia.



Capitão da Seleção Brasileira na partida desta quarta-feira, Miranda comemorou a atuação convincente da equipe, que superou a Sérvia sem grandes sustos por 2 a 0, no estádio Spartak, em Moscou. O zagueiro da Inter de Milão vê o time canarinho em ascensão após a estreia um tanto quanto frustrante, mas já ligou o alerta para o duelo das oitavas de final, marcado para a próxima segunda-feira, contra o México.

“Uma grande atuação. Nossa Seleção vem em uma crescente muito boa. No primeiro jogo tivemos um bom padrão de jogo, mas o resultado não foi o esperado. No segundo jogo melhoramos bastante e nesse terceiro jogo veio a confirmação. É essa a continuidade que a gente buscava. Agora é ter tranquilidade, porque vamos enfrentar um grande adversário, merecedor de estar nas oitavas de final”, afirmou Miranda ao Fox Sports.

Miranda entrou em campo nesta quarta-feira com a grande responsabilidade de neutralizar, ao lado de Thiago Silva, o ataque de grande estatura da Sérvia. Enfrentando um rival que possui uma média de altura superior a 1,80m, os defensores do time canarinho não passaram apuros no decorrer dos 90 minutos e fizeram com que o goleiro Alisson saísse de campo mais uma vez sem ser vazado. Em 24 jogos com Tite no comando, a Seleção Brasileira sofreu apenas seis gols.

Agora, a equipe volta seu foco para a seleção mexicana. O time comandado pelo ex-são-paulino Juan Carlos Osorio terminou sua campanha na primeira fase da Copa com uma derrota por 3 a 0 para a Suécia e acabou perdendo a primeira colocação do Grupo F.

“Grande adversário, adversário que tem um contra-ataque muito rápido. Nossa seleção tem que ter muita atenção, porque vamos enfrentar um grande adversário’, completou Miranda, ciente de que os mexicanos deverão fazer uso da mesma estrategia utilizada contra a Alemanha, que acabou derrotada pelos latino-americanos por 1 a 0 graças ao gol de Chicharito Hernández.



A Suíça garantiu a classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo ao empatar com a Costa Rica nesta quarta-feira. O nome do jogo foi o meio-campista Blerim Dzemaili, que marcou um dos gols do 2 a 2. O jogador de 32 anos também recebeu o prêmio de melhor da partida da Fifa.

O camisa 15 ajudou o time comandado por Vladimir Petkovic – que optou por jogar pelo resultado favorável à classificação – a dominar o meio de campo e ter posse de bola de 60% com aproveitamento de 86%, acertando 510 passes dos 591 tentados. Com isso, o confronto ficou controlado e não apresentou muitos riscos.

Responsável pelo primeiro gol da partida, Blerim Dzemaili foi quem deu a tranquilidade para os europeus após os costa-riquenhos terem começado a partida com muita vontade e pressionando, criando, pelo menos, três chances claras de gol.

Um dos principais jogadores da seleção suíça, o veterano volante não jogou a partida inteira porque Petkovic começou a poupar os seus atletas ao longo do segundo tempo. Ele deixou o gramado para a entrada de Denis Zakaria.

O próximo compromisso da equipe vermelho e branca será contra a Suécia, na quarta-feira, às 11 horas (de Brasília), no Estádio St. Petersburgo, nas oitavas de final da Copa do Mundo.




Jogando sem ter nada a perder, porque já estava eliminada da Copa do Mundo, a Costa Rica conseguiu empatar com a Suíça – que fez pouca força para ganhar –  por 2 a 2, nesta quarta-feira, no último jogo das duas equipes no grupo E. Blerim Dzemaili e Drmic marcaram os gols dos os europeus, enquanto Kendall Waston e Sommer contra fizeram os tentos do time da América Central no Estádio de Níjni Novgorod.

Apesar do resultado, a seleção comandada por Vladimir Petkovic garantiu vaga nas oitavas de final ao terminar na segunda colocação do grupo com cinco pontos. Os costa-riquenhos deixam a competição com apenas um ponto e evitaram ser a única seleção que não marcou gols na Rússia. O Brasil ficou como líder do grupo depois de vencer o Sérvia por 2 a 0.

O adversário da Suíça nas oitavas de final será a Suécia. O confronto será realizado na terça-feira, às 11 horas (de Brasília), no Estádio St. Petersburgo. O lateral-direito e capitão Stephan Lichtsteiner e o meia Fabian Schaer receberam o segundo cartão amarelo e serão desfalque contra os suecos.

Jogadores da Suíça comemorando o primeiro gol do jogo (Foto: Martin Bernetti/AFP)

O jogo

Buscando garantir sua vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo, a Suíça começou a partida tentando pressionar. Contudo, a dificuldade na saída de jogo e a boa marcação feita pela Costa Rica permitiu o time Sul-Americano fazer uma blitz nos europeus nos primeiros minutos do duelo.

Aos cinco minutos, Campbell recebeu na direita e mandou uma bomba cruzada, forçando Sommer a trabalhar. Em seguida, Oviedo ficou a sobra e mandou a bola para a área. Celso Borges chegou cabeceando e o goleiro suíço fez um milagre, mantendo o placar zerado.

Jogando pela primeira vez como titular neste Mundial, Colindres mostrou serviço na ponta esquerda. Aos sete, ele arrematou e mandou para fora. Três minutos depois, ele roubou a bola na saída de jogo do time comandado por Vladimir Petkovic e acertou o travessão, ficando a poucos centímetros de inaugurar o marcador.

A Suíça conseguiu manter a calma mesmo com o abafa do seu adversário e com a torcida incentivando Los Ticos. Sempre tocando a bola (64% de posse na primeira etapa), os europeus foram conquistando o domínio do jogo aos poucos e marcaram o seu gol aos 30 minutos. Lichtsteiner chegou pela direita e cruzou. Embolo subiu junto com o zagueiro e tocou a bola para o meio da área. Dzemaili chegou chutando e estufou as redes da meta defendida por Keylor Navas.

Logo após o gol, em outro cruzamento para a área, Gravanovic tocou de peito para Dzemaili, que foi travado por Giancarlo González. Mais soltos com o placar a seu favor, os jogadores suíços subiram a marcação na reta final da etapa e até chegaram a ter algumas chances, no entanto nenhuma clara.

Sem ter nada a perder, a equipe de América Central começou os últimos 45 minutos buscando o ataque com Campbell, que finalizou mal aos dois minutos. A seleção suíça foi um pouco melhor nas suas primeiras oportunidades no segundo tempo. Primeiro, aos três, Ricardo Rodríguez finalizou de fora da área e mandou por cima do travessão. Já aos sete, Embolo arriscou da linha de fundo, sem ângulo, mas Navas defendeu.

Los Ticos conseguiram marcar o seu primeiro gol na Rússia aos dez minutos. Em cobrança de escanteio, Waston subiu mais alto do que a defesa e conseguiu cabecear para empatar o jogo em 1 a 1.

Sabendo que a classificação estava próxima, o time de Vladimir Petkovic começou a administrar a partida depois do empate. Os europeus trocaram muitos passes e não aceleravam as jogadas para buscar o segundo gol, deixando o confronto mais morno.

Aos 32 minutos a Suíça quase marcou o seu segundo, Shaqiri recebeu pela direita e deixou Embolo para passar. Este fez o cruzamento quando chegou na linha de fundo e Drmic apareceu muito bem na área para acertar a trave direita do gol defendido por Keylor Navas.

O gol da vitória saiu aos 42 minutos. Zakara recebeu pela direita e cruzou para a entrada da área. Drmic chegou batendo de primeira e colocou no contrapé de Navas.

Bryan Ruiz sofreu um pênalti logo após a saída de jogo. Contudo, após consulta ao árbitro de vídeo, o lance foi revertido por causa de um impedimento. Já nos acréscimos, o juiz voltou a marcar pênalti em queda de Campbell em disputa com Zakaria na linha da área. Na cobrança, Bryan Ruiz acertou o travessão e a bola entrou após bater nas costas de Sommer.

FICHA TÉCNICA
SUÍÇA 2 X 2 COSTA RICA

Local: Estádio de Níjni Novgorod, em Nizhegorodskaya (Rússia)
Data: 27 de junho de 2018 (Quarta-feira)
Horário: 15h (de Brasília)
Árbitro: Clement Turpin (França)
Assistentes: Nicolas Danos (França) e Cyril Gringore (França)
Público: 43.319
Cartões amarelos: Stephan Lichtsteiner, Denis Zakaria e Fabian Schaer (Suíça) Cristian Gamboa, Kendall Waston e Joel Campbell (Costa Rica)
Cartão vermelho: não teve
GOLS: SUÍÇA: Blerim Dzemaili, aos 30 do primeiro tempo, e Drmic aos 42 do segundo tempo COSTA RICA: Waston, aos dez, e Sommer (contra) aos 47 da segunda etapa

SUÍÇA: Yann Sommer; Stephan Lichtsteiner, Fabian Schär, Manuel Akanji e Ricardo Rodríguez; Valon Behrami, Granit Xhaka, Xherdan Shaqiri (Michael Lang), Blerim Dzemaili (Denis Zakaria) e Breel Embolo; Mario Gavranovic (Josip Drmic)
Técnico: Vladimir Petkovic

COSTA RICA: Keylor Navas; Cristian Gamboa (Ian Smith), Johnny Acosta, Giancarlo González, Kendall Waston e Bryan Oviedo; Daniel Colindres (Rodney Wallace), Celso Borges, David Guzmán (Randall Azofeifa) e Bryan Ruiz; Marco Ureña e Joel Campbell
Técnico: Óscar Ramírez



A Seleção Brasileira não chegou a encantar, mas teve o seu jogo mais tranquilo na Copa do Mundo da Rússia até então. Nesta quarta-feira, o time de Tite sofreu menos para derrotar a Sérvia por 2 a 0 no Estádio Spartak, em Moscou, com gols do volante Paulinho no primeiro tempo e do zagueiro Thiago Silva no segundo. O resultado assegurou a liderança do grupo E e o cruzamento com o México nas oitavas de final.

Com 7 pontos ganhos, o Brasil ficou à frente da também classificada Suíça, que só empatou por 2 a 2 com a Costa Rica nesta quarta-feira e subiu para 5. As eliminadas Sérvia e Costa Rica se despediram do Mundial da Rússia com 4 e 1 pontos, respectivamente.

Agora, a Seleção Brasileira voltará a campo contra os mexicanos, segundos colocados na chave que teve a Alemanha como decepção, às 11 horas (de Brasília) de segunda-feira, em Samara. No mesmo horário, mas um dia depois, a Suíça enfrentará a Suécia em São Petersburgo.

Paulinho desencanta
A Seleção Brasileira parecia à vontade no Estádio Spartak. Já no aquecimento, ao som das músicas compostas por torcedores especialmente para a Copa do Mundo da Rússia, Neymar distribuía sorrisos e gestos de hang loose a quem via pela frente. Depois, na execução do Hino Nacional, quase gargalhou ao perceber que o público passou a cantar à capela quando a música foi interrompida.

Nos primeiros minutos, o objetivo do astro do Paris Saint-Germain e dos seus companheiros era fazer uso da velocidade para continuar a sorrir em Moscou. Foi assim que Gabriel Jesus recebeu lançamento em posição clara de impedimento, avançou pela ponta esquerda e finalizou em cima do goleiro Stojkovic. Na sobra, Neymar completou um chute de Philippe Coutinho para fora.

Aos sete minutos, porém, a Seleção Brasileira sofreu um baque. Marcelo acusou uma contusão nas costas ao dar uma arrancada e pediu substituição. Filipe Luís foi acionado por Tite e não foi mal em suas primeiras participações na partida, porém a equipe demonstrou sentir a ausência do lateral esquerdo titular e perdeu o ímpeto do princípio da partida.

A Sérvia aproveitou para começar a ser mais presente no ataque. O alto time de Mladen Krstajic, porém, não era muito criativo com a bola nos pés. Intimidava mais quando tinha a oportunidade de fazer levantamentos na área do Brasil, que só passou a errar menos passes quando esbarrou na bem postada defesa adversária. Aí, restavam os fáceis e inofensivos toques laterais aos zagueiros brasileiros.

A Seleção Brasileira se reencontrou por meio de alguns lances isolados a partir da metade do primeiro tempo, como quando Neymar tabelou com Gabriel Jesus e concluiu cruzado, parando em boa intervenção de Stojkovic. Aos 28 minutos, o centroavante do Manchester City inverteu os papéis com o companheiro e foi lançado com liberdade, mas bateu em cima da defesa após cortar a marcação.

Aos 35, a Sérvia não conseguiu evitar o gol brasileiro. Melhor jogador do time de Tite nas duas primeiras partidas do Mundial, Philippe Coutinho acionou aquele que vinha sendo um dos mais criticados. Paulinho recebeu lançamento longo à frente da zaga sérvia e justificou a confiança do seu treinador dos tempos de Corinthians. Encobriu Stojkovic, que deixava o gol, para abrir o placar.

Thiago Silva tranquiliza o Brasil
Com a Sérvia em desvantagem, a expectativa da Seleção Brasileira era de ter mais espaços para atacar – afinal, a rival estaria eliminada da Copa do Mundo da Rússia se aceitasse o resultado. Foi o que ocorreu, mas o novo panorama da partida não significou mais comodidade aos comandados de Tite.

É verdade que o Brasil ganhou liberdade para contra-atacar. Aos 11 minutos, por exemplo, Coutinho fez bela jogada no campo de defesa e depois lançou Neymar. O astro correu em direção à área e colocou o grito de “gol” na garganta dos torcedores brasileiros no Estádio Spartak, porém concluiu em cima do goleiro sérvio.

Do outro lado, o goleiro brasileiro dava sustos. Aos 15, Alisson cortou um cruzamento da direita na cabeça de Mitrovic. Por sorte, a bola rebateu em Thiago Silva e voltou para ele. A Sérvia se empolgou e apostou em uma série de levantamentos na área a partir de então. Pela Seleção Brasileira, Tite se precaveu e protegeu a sua defesa com a troca de Paulinho por Fernandinho.

Foi um zagueiro quem deixou o treinador brasileiro mais tranquilo. Aos 22 minutos, Neymar cobrou escanteio na área, e Thiago Silva provou que a Sérvia também é vulnerável pelo alto. Ele cabeceou a bola na rede depois de Miranda se enroscar com a zaga e correu para abraçar o camisa 10 da Seleção Brasileira, com quem tinha se desentendido por um lance de fair play na rodada passada.

O gol fez a Seleção Brasileira ditar novamente o ritmo da partida. Tite se permitiu até poupar Coutinho, mandando Renato Augusto a campo. Com a alteração, os líderes do grupo E da Copa do Mundo valorizaram bastante a posse de bola, sem serem ameaçados outra vez pelos sérvios, enquanto aguardavam o apito final do árbitro iraniano Alireza Faghani.

FICHA TÉCNICA
SÉRVIA 0 X 2 BRASIL

Local: Estádio Spartak, em Moscou (Rússia)
Data: 27 de junho de 2018, quarta-feira
Horário: 15 horas (de Brasília)
Árbitro: Alireza Faghani (Irã)
Assistentes: Reza Sokhandan e Mohammed Mansouri (ambos do Irã)
Público: 44.190 pessoas
Cartões amarelos: Ljajic, Matic e Mitrovic (Sérvia)
Gols: BRASIL: Paulinho, aos 35 minutos do primeiro tempo, e Thiago Silva, aos 22 minutos do segundo tempo

SÉRVIA: Stojkovic; Rukavina, Milenkovic, Veljkovic e Kolarov; Matic, Milinkovic-Savic, Tadic, Ljajic (Zivkovic) e Kostic (Radonjic); Mitrovic (Jovic)
Técnico: Mladen Krstajic

BRASIL: Alisson; Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo (Filipe Luís); Casemiro, Paulinho (Fernandinho), Willian, Philippe Coutinho (Renato Augusto) e Neymar; Gabriel Jesus
Técnico: Tite



Philippe Coutinho mais uma vez foi o principal destaque da a Seleção Brasileira nesta quarta-feira, contra a Sérvia. Autor do passe para o gol de Paulinho, que abriu o placar no estádio Spartak, em Moscou, e foi eleito o “homem do jogo” pela Fifa, o camisa 11 mostrou boa desenvoltura como cabeça pensante da equipe do técnico Tite e foi fundamental para o segundo triunfo dos pentacampeões no torneio.

Antes acostumado a jogar pelas pontas, Coutinho parece não ter sentido qualquer dificuldade ao ser deslocado para o meio. Acostumado também a atuar mais centralizado no Barcelona, o jogador revelado pelo Vasco novamente fez boas associações com Neymar e foi o atleta mais criativo em campo.

Além de armar a maioria das jogadas brasileiras, Philippe Coutinho pisou na área, apareceu como opção para o arremate e, inclusive, esteve presente em alguns combates pela recuperação da posse de bola, se mostrando comprometido na fase defensiva de sua equipe e recompondo muito bem o meio-campo ao lado de Paulinho.

Já na reta final do confronto com a Sérvia, Philippe Coutinho, pendurado, deu lugar a Renato Augusto. Embora o jogador não tenha demonstrado qualquer comportamento fora da curva, o técnico Tite preferiu dar fim à chance de perder seu melhor jogador no duelo decisivo das oitavas de final, marcado para a próxima segunda-feira, contra o México.

Com a fase decisiva da Copa do Mundo chegando, a possibilidade de a Seleção Brasileira mudar seu desenho tático contra adversários mais qualificados, fortalecendo o meio-campo, é grande. Uma coisa, porém, é certa: Philippe Coutinho deve seguir no time, seja como o tal “ritmista”, como Tite se acostumou a chamar o armador da equipe, ou como um atacante pelos lados do campo.



O lateral-esquerdo Marcelo teve de sair de campo antes dos dez minutos de partida nesta quarta-feira, contra a Sérvia, em Moscou. O jogador do Real Madrid sentiu a região lombar e deu lugar a Filipe Luís, no entanto, a CBF assegurou que seu estado clínico não é tão grave quanto muitos imaginaram.

“Em uma tentativa de arrancada, o lateral teve um espasmo na coluna. Foi medicado e passa bem”, escreveu a entidade que regula o futebol brasileiro em suas redes sociais.

Marcelo saiu de campo e foi diretamente para o vestiário juntamente com o fisioterapeuta Bruno Mazziotti. Tido como um dos pilares da Seleção Brasileira, o lateral-esquerdo já iniciou tratamento na tentativa de se recuperar o quanto antes e não se tornar uma nova preocupação para a comissão técnica.

Marcelo se tornou o sexto jogador da Seleção a se lesionar desde que Tite e seus comandados iniciaram a preparação para a Copa do Mundo. Douglas Costa e Fagner já haviam se apresentado em Teresópolis machucados. Posteriormente, Renato Augusto e Fred também se ausentaram dos treinamentos por alguns dias. Mais recentemente foi a vez de Danilo sentir um músculo na região do quadril e Douglas Costa mais uma vez se limitar a trabalhar na fisioterapia.

A Seleção Brasileira voltará a entrar em campo na próxima segunda-feira, em Samara, contra o México. Resta saber se Tite poderá contar com Marcelo para o primeiro jogo eliminatório da Copa do Mundo.