COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

Antes cotada como possível surpresa da Copa do Mundo, a seleção do Egito acabou eliminada na primeira fase com três derrotas. Grande esperança dos comandados de Héctor Cúper, Mohamed Salah foi poupado da estreia e até conseguiu marcar seus gols nos duelos seguintes, mas insuficientes para confirmar a histórica classificação para as oitavas de final.

Depois do revés sofrido para a Arábia Saudita nesta segunda-feira, em Volgogrado, onde até abriu o placar e saiu como melhor jogador da partida, o “Faraó” chamou para si a responsabilidade e atuou como porta-voz de toda a delegação para se desculpar com o povo egípcio. Salah exaltou os torcedores e prometeu a presença da seleção na Copa do Mundo de 2018, no Catar.

“Tenho de agradecer a todos os que vieram até a Rússia para nos apoiar de forma impressionante nas três partidas. Sei que as coisas não aconteceram como nós queríamos, acabou sendo ruim para todos, mas agradeço do fundo do meu coração por muitos estarem aqui gritando a nosso favor. A presença deles significou muito”, ressaltou o camisa 10 do Egito, que conviveu com a recuperação de sua lesão no ombro.

“Eu sei que tudo o que aconteceu é muito difícil, porque queríamos mais. Fazia 28 anos que não participávamos de uma Copa. Em nome de todos dessa delegação, pedimos desculpas, e posso garantir que estamos focados na próxima Copa do Mundo”, disse Salah.

O principal jogador do Egito foi tema também da coletiva de Héctor Cúper. Questionado sobre alguns rumores que foram divulgados quanto a possibilidade de aposentadoria de Salah da seleção, o treinador considerou apenas “boato” e se mostrou confiante quanto a continuidade da estrela do Liverpool.

“Não acredito que isso aconteça, conhecendo Salah como conheço. Todos querem jogar pela seleção. Acho que isso são boatos que não vejo argumentos para validá-lo. Não falei com ele. Sei que está com o médico, mas não posso confirmar isso e não acredito que venha a acontecer”, comentou Cúper.




A seleção da Suíça respira mais aliviada. Isso porque a equipe que faz parte do grupo do Brasil na Copa do Mundo não corre mais riscos de ver os seus principais jogadores suspensos e fora da última e decisiva rodada da fase de grupos, quando enfrentam a Costa Rica pela vaga nas oitavas de final.

Isso porque o capitão Lichtsteiner, e os atletas Xhaka e Shaqiri corriam riscos reais de suspensão por terem realizados gestos que fazem menção a bandeira da Albânia. A polêmica se dá por uma questão histórica. Boa parte da população de Kosovo, onde nasceu Shaqiri e os pais de Xhaka, são de origem albanesa. O território de kosovar fica no sul da Sérvia e se declarou independente em 2008, porém os sérvios não reconheceram essa separação. Hoje, Kosovo é um país reconhecido como independente por 111 dos 193 países membros da ONU. O Brasil é um exceção e não o reconhece como independente.

Shaqiri foi punido multado em 38 mil reais por sua comemoração de gol (Foto: OZAN KOSE / AFP)

O gesto feito pelos jogadores poderiam lhe render dois jogos de punição, porém acabou gerando apenas multas de 10 mil francos suíços (cerca de 38 mil reais) para a dupla que balançou as redes contra a Sérvia e de 5 mil francos suíços (cerca de 19 mil reais) para o lateral.

Além disso, a Fifa puniu também Federação de Futebol da Sérvia em 54 mil francos suíços (cerca de 206 mil reais) pelo fato de alguns torcedores apresentarem mensagens discriminatórias e de apologia a violência. O presidente da federação sérvia Slavisa Kokeza e o técnico Mladen Krstajic, que reclamaram fortemente da arbitragem do jogo também foram multados, em 5 mil francos cada um.

A Suíça enfrenta a Costa Rica na próxima quarta-feira precisando de uma vitória simples para carimbar a sua vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo. Já a Sérvia enfrenta o Brasil precisando também de um triunfo para se classificar.



Com uma vitória por 3 a 0 sobre a Rússia, alcançada na tarde desta segunda-feira, o Uruguai avançou às oitavas final da Copa do Mundo na liderança do Grupo A. Satisfeitos, o técnico Oscar Tabarez e o atacante Luis Suarez comemoraram a performance de 100% de aproveitamento na primeira fase.

Com um gol de falta logo no começo da partida disputada em Samara, Luis Suarez inaugurou o marcador. Ainda no primeiro tempo, após chute desferido por Laxalt, Cheryshev marcou contra. Na etapa complementar, Cavani aproveitou rebote do goleiro Akinfeev e encerrou o placar.

“O resultado e a liderança do grupo me agradaram. Vencemos por uma boa margem, mas gosto do fato de que não fomos vazados. Precisamos trabalhar para isso. E gostei da dedicação e da concentração que minha equipe teve. Focam focados do começo ao fim e executaram o que havia sido planejado”, disse Tabarez.

Com o gol anotado diante dos russos, Suarez chegou aos sete em Copas do Mundo, superou Diego Forlan e ficou atrás apenas de Oscar Miguez, que fez oito. Na medida em que entrou em campo já classificado, o time atuou de maneira mais leve, segundo o atacante do Barcelona.

“Obviamente, nos primeiros jogos você está tenso e não quer cometer erros. Um equívoco pode custar muito caro. Hoje, viemos ao campo com uma atitude e perspectiva diferentes, o que aliviou a pressão. Foi isso que vimos no jogo”, declarou o artilheiro uruguaio.

Com nove pontos em três partidas, o Uruguai termina na liderança do Grupo A da Copa do Mundo. Às 15 horas (de Brasília) de sábado, em busca de uma vaga nas quartas de final, a seleção defendida por Luis Suarez enfrenta Portugal, no Estádio Fisht.



Apesar da desclassificação ainda na fase de grupos, a Arábia Saudita deixou uma boa impressão na Copa do Mundo da Rússia ao vencer o também eliminado Egito na terceira partida da fase de grupos. Em Volgogrado, os comandados de Juan Antonio Pizzi dominaram os adversários durante boa parte dos 90 minutos e conseguiram com um gol no último minuto a única vitória na competição.

Na saída de campo, os jogadores da Arábia não esconderam a frustração com a campanha encerrada na primeira fase, mas valorizaram a conquista de um triunfo na despedida e o nível de atuação, principalmente em âmbito tático, para conter o potencial ofensivo de Mohamed Salah.

“Conquistamos três pontos que serão adicionados a história da Arábia Saudita em Copas do Mundo. Tivemos uma grande atuação, muito consistente, e merecemos a vitória. Uma coisa que nos deixou feliz foi a maneira correta com a qual conseguimos conter as ações ofensivas de todos os jogadores adversários, principalmente Salah, um dos principais nomes do futebol mundial. por tudo isso, nosso triunfo tem que ser valorizado”, disse o capitão Osama Hawsawi.

Autor do gol que deu a vitória, Salem Al-Dawsari valorizou a vitória e admitiu que a goleada sofrida na estreia para a Rússia foi determinante para o rendimento na segunda partida, que determinou a eliminação. De acordo com o atacante, um resultado diferente no primeiro jogo poderia ter mudado o rumo da história da Arábia Saudita em solo russo.

“Nós fizemos um grande jogo, controlamos a partida e conquistamos uma vitória que não dá a classificação, mas é importante para nossa história. Fico muito feliz colocar meu nome na história de jogadores que já marcaram em Copas do Mundo, isso é digno de orgulho. Estávamos com esperança de classificar, mas a derrota no primeiro jogo minou nossas chances e nossas expectativas”, disse Al-Dawsari.



El-Hadary defendeu um pênalti no primeiro tempo (Foto: Mark RALSTON/AFP)

Reserva nos dois primeiros jogos em solo russo, El-Hadary foi a grande novidade do treinador Héctor Cúper para a última partida do Egito na Copa do Mundo 2018. Aos 45 anos, o goleiro foi promovido ao time titular para fazer história e se tornar o jogador mais velho a disputar um Mundial. Sua atuação, porém, não se rendeu apenas ao feito. Apesar da derrota, o camisa um fez grandes defesas, uma delas em cobrança de pênalti, e se consagrou como “cara do jogo”.

Assim que foi dado o apito inicial, Hadary superou o feito que, até então, era de Faryd Mondragón. Com 43 anos, o goleiro colombiano foi convocado pelo treinador José Pékerman para Copa de 2014, mas ficou apenas como opção de banco nas duas primeiras partidas. Assim como aconteceu com o egípcio, entrou em campo no terceiro jogo da fase de grupos, substituindo Ospina aos 40 minutos do segundo tempo na vitória sobre o Japão.

Apesar do bom rendimento da Arábia Saudita nos 45 minutos iniciais, o primeiro lance que exigiu a participação efetiva de El-Hadary aconteceu apenas aos 38 minutos, quando foi marcado o toque de mão de seu companheiro, Fathi, dentro da área e apontada a marca pelo árbitro Wilmar Roldan. Frente a frente com Al-Muwallad, o goleiro se sobressaiu, acertou o canto e espalmou o chute, para corroborar ainda mais seu jogo histórico.

A atuação, aliás, não acabou minimizada com o gol de empate, em outra cobrança de pênalti da Arábia Saudita, dessa vez convertida por Al-Faraj. No segundo tempo, o camisa um voltou a aparecer, aos 23 minutos, para defender o cabeceio firme de Al-Moghawi. No último lance, entretanto, sofreu o tento da virada, que findou a passagem egípcia em solo russo com três derrotas.



O capitão Kompany foi a campo pela primeira vez nesta segunda-feira (Foto: Divulgação)

A Bélgica viveu um sentimento misto no treinamento realizado pela manhã desta segunda-feira na Rússia. Por um lado, o zagueiro e capitão Vincent Kompany se mostrou recuperado e treinou normalmente ao lado de seus companheiros. No entanto, o principal jogador belga da Copa até o momento, o centroavante Romelu Lukaku reclamou de dores e reservou o dia para a realização de alguns exames.

O defensor do Manchester City se recuperava de uma lesão na virilha quando foi convocado para o torneio. A preocupação por um possível corte do zagueiro era tanta que o treinador Roberto Martínez deixou Laurent Ciman de sobreaviso caso houvesse a necessidade de substituir Kompany na lista de convocados.

Por outro lado, a equipe agora vive a expectativa para saber qual é a real condição de Lukaku. O camisa nove, autor de quatro gols no torneio até o momento, sentiu um problema no tornozelo durante a partida diante da Tunísia e passou por exames nesta segunda-feira.

Romelu Lukaku reclamou de dores no tornozelo e realizou exames nesta segunda (Foto: Kirill KUDRYAVTSEV / AFP)

Segundo o o treinador belga, as próximas 48 horas determinarão se o jogador será utilizado ou não contra a Inglaterra. Apesar de deixar em aberto esta possibilidade, a expectativa é de que o jogador não atue essa partida mesmo que seja liberado pelos médicos, já que os belgas já estão classificados para as oitavas.

Bélgica e Inglaterra duelam na próxima quinta-feira, às 15h (de Brasília). Com as duas equipes já garantidas no mata-mata da Copa do Mundo, o duelo é importante para determinar quem avançará com a melhor campanha do Grupo G. Panamá e Tunísia duelam no mesmo horário apenas para cumprir tabela.

 



Eliminada da Copa do Mundo da Rússia ainda na segunda rodada da fase de grupos, a Arábia Saudita fez por merecer em sua terceira e última partida e se despediu do torneio com vitória nesta segunda-feira. Contra o também eliminado Egito, em Volgogrado, os Falcões Verdes tiveram sua boa atuação premiada com um gol salvador de Al-Dawsari, já nos acréscimos do segundo tempo, que fechou o placar em 2 a 1.

As estatísticas da partida evidenciam a superioridade saudita ao longo dos 90 minutos. Foram nada menos que 17 finalizações no gol defendido por Essam El-Hadary, 10 a mais que os egípcios. O aproveitamento dos chutes também foi significativamente melhor, já que acertaram sete conclusões dentro da meta, contra apenas uma dos adversários, justamente a que originou o gol marcado por Mohamed Salah.

Em termos de posse de bola, os árabes também não deixaram a desejar. Os números apontam para um grande volume de jogo, com direito a 61% de posse e 89% de aproveitamento nos passes – 587 completos, no total. O Egito, por outro lado, acertou apenas 290, obtendo um percentual de acerto de 81%.

Foram sete escanteios para a Arábia Saudita contra somente um dos adversários. Por permanecerem a maior parte do tempo em seu campo de defesa, os egípcios lideraram as ações defensivas. Foram 50 desarmes e 33 bolas afastadas, contra 48 recuperações dos Falcões, que só afastaram a redonda 22 vezes.

Com os três pontos conquistados em Volgogrado, os sauditas, portanto, encerram sua participação na Copa do Mundo da Rússia na terceira posição do Grupo A, atrás do líder Uruguai, que venceu as três partidas e se classificou às oitavas de final com nove pontos ganhos, e da anfitriã Rússia, vice-líder com seis. O Egito se despede na lanterna da chave, zerado em termos de pontuação.



Edinson Cavani comemora seu gol diante da Rússia (Foto: Fabrice COFFRINI / AFP)

Nesta segunda-feira, o Uruguai conseguiu uma importante vitória diante da Rússia, anfitriã da Copa do Mundo. Os atletas sul-americanos tiveram o melhor desempenho neste Mundial e, com o placar de 3 a 0, garantiram a primeira colocação do Grupo A. Além do resultado, o técnico Óscar Tabárez também pode comemoram pelos números da Celeste neste confronto que valia a liderança da chave.

O fato de ter um jogador a mais desde os 35 minutos da primeira etapa, quando Smolnikov foi expulso, ajudou os uruguaios terem amplo domínio do jogo, mas em mais uma oportunidade o time teve uma excelente performance na defesa, que continua sem ter sido vazada neste Mundial.

Os uruguaios fizeram seus dois gols já no começo da partida e, com isso, tiveram um bom domínio da posse de bola para controlar o jogo. Foram 56% contra 44% dos russos. O time sul-americano também foi superior em chutes no gol: 7 contra 1.

Os russos também ficaram atrás no quesito passes certos, já que tiveram êxito em 83% enquanto que os uruguaios tiveram 87%. Os únicos quesitos que os russos foram “melhores”, foram aonde não queriam ter números tão altos: impedimentos (2 contra 0), cartão vermelho (1 contra 0) e faltas cometidas (18 contra 17).

Agora, as duas equipes irão esperar os resultados do Grupo B para saber quem serão seus adversários nas oitavas de final. Quem ficar em primeiro, encarará a Rússia, enquanto que a seleção que tropeçar mas conseguir vaga como segundo jogará diante do Uruguai.