COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
El-Hadary defendeu um pênalti no primeiro tempo (Foto: Mark RALSTON/AFP)

Reserva nos dois primeiros jogos em solo russo, El-Hadary foi a grande novidade do treinador Héctor Cúper para a última partida do Egito na Copa do Mundo 2018. Aos 45 anos, o goleiro foi promovido ao time titular para fazer história e se tornar o jogador mais velho a disputar um Mundial. Sua atuação, porém, não se rendeu apenas ao feito. Apesar da derrota, o camisa um fez grandes defesas, uma delas em cobrança de pênalti, e se consagrou como “cara do jogo”.

Assim que foi dado o apito inicial, Hadary superou o feito que, até então, era de Faryd Mondragón. Com 43 anos, o goleiro colombiano foi convocado pelo treinador José Pékerman para Copa de 2014, mas ficou apenas como opção de banco nas duas primeiras partidas. Assim como aconteceu com o egípcio, entrou em campo no terceiro jogo da fase de grupos, substituindo Ospina aos 40 minutos do segundo tempo na vitória sobre o Japão.

Apesar do bom rendimento da Arábia Saudita nos 45 minutos iniciais, o primeiro lance que exigiu a participação efetiva de El-Hadary aconteceu apenas aos 38 minutos, quando foi marcado o toque de mão de seu companheiro, Fathi, dentro da área e apontada a marca pelo árbitro Wilmar Roldan. Frente a frente com Al-Muwallad, o goleiro se sobressaiu, acertou o canto e espalmou o chute, para corroborar ainda mais seu jogo histórico.

A atuação, aliás, não acabou minimizada com o gol de empate, em outra cobrança de pênalti da Arábia Saudita, dessa vez convertida por Al-Faraj. No segundo tempo, o camisa um voltou a aparecer, aos 23 minutos, para defender o cabeceio firme de Al-Moghawi. No último lance, entretanto, sofreu o tento da virada, que findou a passagem egípcia em solo russo com três derrotas.



O capitão Kompany foi a campo pela primeira vez nesta segunda-feira (Foto: Divulgação)

A Bélgica viveu um sentimento misto no treinamento realizado pela manhã desta segunda-feira na Rússia. Por um lado, o zagueiro e capitão Vincent Kompany se mostrou recuperado e treinou normalmente ao lado de seus companheiros. No entanto, o principal jogador belga da Copa até o momento, o centroavante Romelu Lukaku reclamou de dores e reservou o dia para a realização de alguns exames.

O defensor do Manchester City se recuperava de uma lesão na virilha quando foi convocado para o torneio. A preocupação por um possível corte do zagueiro era tanta que o treinador Roberto Martínez deixou Laurent Ciman de sobreaviso caso houvesse a necessidade de substituir Kompany na lista de convocados.

Por outro lado, a equipe agora vive a expectativa para saber qual é a real condição de Lukaku. O camisa nove, autor de quatro gols no torneio até o momento, sentiu um problema no tornozelo durante a partida diante da Tunísia e passou por exames nesta segunda-feira.

Romelu Lukaku reclamou de dores no tornozelo e realizou exames nesta segunda (Foto: Kirill KUDRYAVTSEV / AFP)

Segundo o o treinador belga, as próximas 48 horas determinarão se o jogador será utilizado ou não contra a Inglaterra. Apesar de deixar em aberto esta possibilidade, a expectativa é de que o jogador não atue essa partida mesmo que seja liberado pelos médicos, já que os belgas já estão classificados para as oitavas.

Bélgica e Inglaterra duelam na próxima quinta-feira, às 15h (de Brasília). Com as duas equipes já garantidas no mata-mata da Copa do Mundo, o duelo é importante para determinar quem avançará com a melhor campanha do Grupo G. Panamá e Tunísia duelam no mesmo horário apenas para cumprir tabela.

 



Eliminada da Copa do Mundo da Rússia ainda na segunda rodada da fase de grupos, a Arábia Saudita fez por merecer em sua terceira e última partida e se despediu do torneio com vitória nesta segunda-feira. Contra o também eliminado Egito, em Volgogrado, os Falcões Verdes tiveram sua boa atuação premiada com um gol salvador de Al-Dawsari, já nos acréscimos do segundo tempo, que fechou o placar em 2 a 1.

As estatísticas da partida evidenciam a superioridade saudita ao longo dos 90 minutos. Foram nada menos que 17 finalizações no gol defendido por Essam El-Hadary, 10 a mais que os egípcios. O aproveitamento dos chutes também foi significativamente melhor, já que acertaram sete conclusões dentro da meta, contra apenas uma dos adversários, justamente a que originou o gol marcado por Mohamed Salah.

Em termos de posse de bola, os árabes também não deixaram a desejar. Os números apontam para um grande volume de jogo, com direito a 61% de posse e 89% de aproveitamento nos passes – 587 completos, no total. O Egito, por outro lado, acertou apenas 290, obtendo um percentual de acerto de 81%.

Foram sete escanteios para a Arábia Saudita contra somente um dos adversários. Por permanecerem a maior parte do tempo em seu campo de defesa, os egípcios lideraram as ações defensivas. Foram 50 desarmes e 33 bolas afastadas, contra 48 recuperações dos Falcões, que só afastaram a redonda 22 vezes.

Com os três pontos conquistados em Volgogrado, os sauditas, portanto, encerram sua participação na Copa do Mundo da Rússia na terceira posição do Grupo A, atrás do líder Uruguai, que venceu as três partidas e se classificou às oitavas de final com nove pontos ganhos, e da anfitriã Rússia, vice-líder com seis. O Egito se despede na lanterna da chave, zerado em termos de pontuação.



Edinson Cavani comemora seu gol diante da Rússia (Foto: Fabrice COFFRINI / AFP)

Nesta segunda-feira, o Uruguai conseguiu uma importante vitória diante da Rússia, anfitriã da Copa do Mundo. Os atletas sul-americanos tiveram o melhor desempenho neste Mundial e, com o placar de 3 a 0, garantiram a primeira colocação do Grupo A. Além do resultado, o técnico Óscar Tabárez também pode comemoram pelos números da Celeste neste confronto que valia a liderança da chave.

O fato de ter um jogador a mais desde os 35 minutos da primeira etapa, quando Smolnikov foi expulso, ajudou os uruguaios terem amplo domínio do jogo, mas em mais uma oportunidade o time teve uma excelente performance na defesa, que continua sem ter sido vazada neste Mundial.

Os uruguaios fizeram seus dois gols já no começo da partida e, com isso, tiveram um bom domínio da posse de bola para controlar o jogo. Foram 56% contra 44% dos russos. O time sul-americano também foi superior em chutes no gol: 7 contra 1.

Os russos também ficaram atrás no quesito passes certos, já que tiveram êxito em 83% enquanto que os uruguaios tiveram 87%. Os únicos quesitos que os russos foram “melhores”, foram aonde não queriam ter números tão altos: impedimentos (2 contra 0), cartão vermelho (1 contra 0) e faltas cometidas (18 contra 17).

Agora, as duas equipes irão esperar os resultados do Grupo B para saber quem serão seus adversários nas oitavas de final. Quem ficar em primeiro, encarará a Rússia, enquanto que a seleção que tropeçar mas conseguir vaga como segundo jogará diante do Uruguai.



O Uruguai é a primeira seleção da Copa do Mundo da Rússia a encerrar a etapa classificatória com 100% de aproveitamento. O atacante Luis Suarez, como de costume, teve atuação decisiva no triunfo por 3 a 0 de sua equipe sobre os anfitriões, em Samara.

Logo aos nove minutos do primeiro tempo, Betancur foi derrubado por Gazinskii perto da entrada da grande área e Suarez se encarregou de cobrar a falta. O atacante do Barcelona bateu forte e rasteiro, no canto esquerdo do experiente Akinfeev, que não conseguiu evitar o gol.

Em sua 101ª partida com a camisa celeste, Suarez marcou pela 53ª vez. Em Copas do Mundo, o atacante chega aos sete gols, supera Diego Forlan e fica atrás apenas de Oscar Miguez, que fez oito. Ele e Cavani são os únicos uruguaios com gols em três edições do torneio.

Com nove pontos em três partidas, o Uruguai termina na liderança do Grupo A da Copa do Mundo. Às 15 horas (de Brasília) de sábado, em busca de uma vaga nas quartas de final, a seleção defendida por Luis Suarez enfrenta Portugal, no Estádio Fisht.



Quem compareceu a Arena Volgogrado nesta segunda-feira para acompanhar o duelo entre Arábia Saudita e Egito tinha, possivelmente, a expectativa baixa diante do cenário que se apresentava. Com ambas as seleções eliminadas, o clima de abatimento que se evidenciava no início do jogo durou pouco. Depois que Salah abriu o placar, o VAR se tornou decisivo para marcar dois pênaltis. Apenas na segunda chance, Al-Faraj converteu e empatou. No último minuto Al-Dawsari virou o jogo para 2 a 1 e deu a primeira vitória a sua seleção na Copa do Mundo 2018.

Nem mesmo a partida histórica do goleiro El-Hadary adiantou para os egípcios. O arqueiro, que se tornou o jogador mais velho a disputar uma partida de Copa, apareceu de forma expressiva para defender um dos dois pênaltis. Entretanto, não conseguiu evitar o revés.

Os primeiros 45 minutos saíram muito melhores e mais emocionantes do que se era esperado, ainda mais pelos primeiros minutos. Visivelmente abatidos pela eliminação, as duas seleções começaram o jogo sem mostrar agressividade e ímpeto ofensivo. Quem conta com um jogador como Salah, porém, precisa de apenas uma chance para se ver na frente do placar. Aos 21 minutos, o Faraó foi lançado e tocou por cobertura para abrir o placar.

No decorrer da primeira etapa, o árbitro Wilmar Roldan ganhou destaque pelos dois pênaltis marcados em sequência para a Arábia Saudita. No primeiro, Essam El-Hadary fez ainda mais história ao, além de se tornar o jogador mais velho a disputar uma partida de Copa do Mundo, defender uma penalidade. Na segunda chance, entretanto, o arqueiro nada pôde fazer e Al-Faraj deixou tudo igual.

O segundo tempo foi bem menos intenso e emocionante. Apesar de melhor, a Arábia Saudita viu o Egito ter as melhores chances, mas pecar na má pontaria. No entanto, o jogo só acaba quando termina e Al-Dawsari fez o gol, literalmente no último lance, que deu a vitória para os árabes.

O JOGO

Início morno e seleções claramente abatidas com a desclassificação

Arábia Saudita e Egito entraram em campo com o abatimento pela eliminação precoce evidenciado nos primeiros minutos. Sem ambições de seguir em solo russo, as duas seleções até tentavam ter a bola, mas abusavam nos erros de passe e, dessa forma, tornaram a partida morna, sem obrigar intervenções dos goleiros.

Uma imagem significativa dos primeiros 15 minutos é a impaciência de Mohamed Salah. O camisa 10 demorou não via a bola chegar e a todo momento se virava para os companheiros egípcios pedindo mais precisão no passe. Do outro lado, o técnico Juan Antonio Pizzi até se exaltou para mostrar seu descontentamento, chutando as garrafas de água.

Arábia Saudita melhor, mas Salah decisivo coloca Egito na frente 

Atacantes da pompa e da qualidade de Salah não costumam precisar de muitas chances para decidir, desde que elas aconteçam. Primeiro, o jogador do Liverpool viu a Arábia não só assustar, como esboçar um domínio. Aos 17 minutos, Al-Dawsari recebeu na intermediária, driblou dois marcadores e testou o goleiro mais experiente da história das Copas. Porém, o arqueiro precisou apenas acompanhar e bola pela linha de fundo.

Dois minutos depois de sofrer o gol, Salah foi lançado em profundidade, mas teve marcado o impedimento. O lance acabou se tornando um indício de qual seria a proposta egípcia: procurar seu principal jogador por meio de lançamentos. Aos 21, o Faraó foi letal. Abdalla lançou o camisa 10, que aproveitou o goleiro adiantado e tocou por cobertura para marcar um golaço e abir o marcador.

A vantagem motivou o Egito, que passou a ser melhor e ter o controle da partida. Em nova jogada de profundidade, Salah saiu mais uma vez na cara do goleiro, tentou o toque por cima, mas errou o alvo. Depois, coube a Trezeguet perder duas chances que poderiam ter mudado a história da partida. Primeiro o meia tentou o chute colocado, mas para fora. No lance seguinte, cortou o marcador e bateu novamente com categoria…novamente pela linha de fundo.

Reta final de penalidades culmina em empate árabe e VAR atuante

O bom momento da Arábia Saudita na reta final rendeu o gol de empate. Entretanto, apenas com a conversão do segundo pênalti para dentro da rede. Na primeira vez que o árbitro colombiano Wilmar Roldan apontou a cal, Al-Shahrani havia tentado o cruzamento, que desviou na mão de Fath. Após confirmação pelo VAR, Al-Muwallad bateu no canto esquerdo e El-Hadary espalmou, se tornando o goleiro mais velho a defender um pênalti em uma Copa do Mundo.

Quando todos aguardavam o apito final do primeiro tempo, foi marcada uma nova penalidade a favor da seleção árabe. Em lance muito duvidoso, Al-Dawsari caiu dentro da área após choque com Ali Gabr. Na hora, Roldan apontou a cal, mas recorreu novamente ao VAR, que tinha em sua comissão o brasileiro Wilton Pereira Sampaio. Resultado: Al-Faraj deslocou o goleiro e empatou.

Segundo tempo da Arábia Saudita melhor e do Egito acuado

O gol de empate na reta final deixou o time da Arábia motivado para o segundo tempo. Na volta do intervalo, aos oito minutos, Bahbir foi o responsável pela primeira chance. O lateral Al-Burayk chegou bem na linha de fundo e cruzou para o corte de Hegazy. A bola ainda sobrou nos pés de Bahbir, que emendou de primeira, mas para fora. A resposta egípcia veio com Trezeguet, que testou firme para bola passar rente à trave.

Aos 23 minutos, a Arábia chegou novamente, mas voltou a não conseguir converter a superioridade em gols. Al-Faraj cruzou para Al-Moghawi, que testou e obrigou mais uma boa intervenção de El-Hadary. Depois, o Egito voltou a criar oportunidades, mas parou no mau posicionamento de seus atacantes e na má pontaria.

Gol da Arábia no último lance

Quando alguns já deixavam o estádio de Volgogrado, a Arábia Saudita marcou o gol que deu o primeiro triunfo da seleção na Copa do Mundo. Al-Dawsari aproveitou a confusão na área e bateu cruzado, de primeira, para fazer 2 a 1.

FICHA TÉCNICA
ARÁBIA SAUDITA 2 X 1 EGITO

Local: Volgograd Arena, em Volgogradskaya (Rússia)
Data: 25 de junho de 2018 (Segunda-feira)
Horário: 11h (de Brasília)
Árbitro: Wilmar Roldan (COL)
Assistentes: Alexander Guzman (COL) e Cristian de la Cruz (COL)

GOLS:
Arábia Saudita: Al-Faraj, aos 50 minutos do 1T, e Al-Dawsari, aos 48 minutos 2T
Egito: Mohamed Salah, aos 21 minutos 1T

Cartão amarelo:
Egito: Ali Gabr, Fathi

ARÁBIA SAUDITA: Yasser Almosailem; Al-Burayk, Osama Howsawi, Motaz Hawsawi e Yasser Al-Shahrani; Abdullah Otayf, Salman Alfaraj, Hussain Almoqahwi; Hatan Bahbri (Muhannad Asiri), Salem Aldawsari e Fahad Almuwallad (Al-Shehri)
Técnico: Juan Antonio Pizzi

EGITO: Essam El-Hadary; Ahmed Fathi, Ali Gabr, Ahmed Hegazi e Mohamed AbdelShafy; Tarek Hamed, Mohamed Elneny; Mahmoud Trezeguet (Kahraba), Abdallah Said (Amr Warda) e Mohamed Salah, Marwan Mohsen (Ramadan Sobhy)
Técnico: Héctor Cúper



Na França, há um grande otimismo com relação à geração atual da seleção nacional, que disputa a Copa do Mundo da Rússia. Tanto é, que o time comandado por Didier Deschamps tem sido alvo de comparações com os campeões mundiais de 1998, liderados por Zinédine Zidane, autor de dois gols na decisão contra o Brasil. Para o zagueiro Varane, embora as comparações sejam encaradas com naturalidade, só há um jeito de acabar com elas.

“Nenhum problema em sermos comparados com 1998. Eles ganharam a Copa do Mundo. É difícil comparar gerações, mas podemos achar inspiração no que eles fizeram, no que alcançaram. Quem sabe a gente ganha e aí ninguém mais nos incomoda sobre isso”, afirmou, em coletiva de imprensa concedida nesta segunda-feira.

Varane acredita em um jogo duro contra a Dinamarca (Foto: FRANCK FIFE/AFP)

Em 2018, a Les Bleus encerra sua participação na fase de grupos do Mundial da mesma maneira como encerrou em 1998: enfrentando a Dinamarca. Há 20 anos, Djorkaeff e Petit anotaram os gols da vitória por 2 a 1, que garantiu a liderança do grupo aos franceses. O cenário é extremamente semelhante ao atual, já que os dinamarqueses possuem os mesmos quatro pontos ganhos daquela ocasião, enquanto os azuis novamente buscam os 100% de aproveitamento. Mostrando total respeito aos próximos adversários, Varane, no entanto, apontou que a partida promete não ser nada fácil.

“A Dinamarca leva poucos gols, foram só três nos últimos dez jogos. É um time muito perigoso. Vamos ter que tomar muito cuidado. Temos que ir crescendo ao longo da competição”, reconheceu.

Pelo Grupo C, França e Dinamarca se enfrentam a partir das 11h (no horário de Brasília) desta terça-feira, no Estádio Olímpico de Sochi. No outro confronto do grupo, no mesmo horário, a Áustrália precisa vencer o Peru se quiser ter alguma chance de se classificar às oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia. Para tal, os Cangurus, na terceira posição, com um ponto ganho, ainda contam com uma vitória dos franceses sobre os dinamarqueses.

 

 




O Uruguai garantiu a liderança do Grupo A da Copa do Mundo durante a tarde desta segunda-feira. Em Samara, a seleção sul-americana dominou a Rússia desde o começo da partida e provocou a primeira derrota dos donos da casa ao ganhar por 3 a 0.

Com nove pontos em três partidas disputadas, o Uruguai é o primeiro time a assegurar 100% de aproveitamento na fase classificatória da Copa do Mundo. A Rússia, por sua vez, contabiliza os mesmos seis pontos e termina no segundo lugar da chave.

Às 15 horas (de Brasília) de sábado, em busca de uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo, o Uruguai volta a campo para enfrentar Portugal, no Estádio Fisht. Já a Rússia, às 11 horas de domingo, pega a Espanha, no Estádio Luzhniki.

O Jogo – O Uruguai saiu na frente logo aos nove minutos do primeiro tempo, quando Betancur foi derrubado por Gazinskii perto da entrada da grande área. Suarez cobrou a falta forte e rasteiro, no canto esquerdo do experiente Akinfeev, que não conseguiu defender.

O time sul-americano aumentou sua vantagem no marcador aos 22 minutos da etapa inicial. Após cobrança de escanteio de Torreira pela direita, Dzyuba afastou de cabeça. No rebote, Laxalt bateu forte, a bola desviou em Cheryshev e matou o goleiro Akinfeev.

Em desvantagem no placar, a Rússia passou a jogar com um a menos ainda no primeiro tempo. Smolnikov, que já havia recebido o cartão amarelo, cometeu falta dura em Laxalt e acabou expulso pelo senegalês Malang Diedhiou. Para recompor o lado direito, o técnico Stanislav Cherchesov trocou Cheryshev pelo brasileiro Mario Fernandes.

A etapa complementar do confronto travado entre Uruguai e Rússia em Samara foi de poucas emoções. Em um dos raros momentos de alegria na partida, a torcida local celebrou a saída de Miranchuk para a entrada de Smolov, que teve performance apenas discreta.

O Uruguai, com a liderança do grupo praticamente garantida e em superioridade numérica, diminuiu o ritmo durante o segundo tempo. Na tentativa de melhorar a criatividade de sua equipe, o técnico Oscar Tabarez trocou Betancur pelo cruzeirense Arrascaeta.

O Uruguai encerrou o marcador aos 45 minutos do segundo tempo. Após cobrança de escanteio de Arrascaeta pela direita, Godin subiu e cabeceou firme. Akinfeev espalmou e o atacante Cavani, oportunista, completou no rebote para marcar seu primeiro gol na Copa do Mundo.

FICHA TÉCNICA
URUGUAI 3 x 0 RÚSSIA

Local: Cosmos Arena, em Samara (Rússia)
Data: 25 de junho de 2018 (Segunda-feira)
Horário: 11h (de Brasília)
Árbitro: Malang Diedhiou (SEN)
Assistentes: Djibril Camara (SEN) e El Hadji Samba (SEN)
Público: 41.970 pessoas
Cartões amarelos: Smolnikov e Gazinskii (RUS)
Cartão vermelho: Smolnikov (RUS)
Gols:
URUGUAI: Suarez, aos 9 minutos do 1º Tempo, Cheryshev (contra), aos 22 minutos do 1º Tempo, e Cavani, aos 45 minutos do 2º Tempo

URUGUAI: Muslera; Caceres, Godin e Coates; Nandez (Rodriguez), Vecino, Torreira, Betancur (Arrascaeta) e Laxalt; Cavani (Gomez) e Saurez
Técnico: Óscar Tabárez

RÚSSIA: Akinfeev; Smolnikov, Kutepov, Ignashevich e Kudriashov; Samedov, Zobnin, Gazinskii (Kuziaev) e Cheryshev (Mario Fernandes); Miranchuk (Smolov) e Dzyuba
Técnico: Stanislav Cherchesov



A Seleção Brasileira realizou seu último treino em Sochi nesta segunda-feira antes de viajar a Moscou, local da partida decisiva contra a Sérvia, na próxima quarta, às 15h (de Brasília), no estádio Spartak. Fechada à imprensa, a atividade contou somente com a presença de familiares dos atletas, que estão hospedados próximos ao resort da equipe e vêm os acompanhando durante toda a Copa do Mundo.

Apesar de o técnico Tite não ter dado qualquer pista sobre o time que colocará em campo na partida derradeira do Grupo E, a tendência é que a Seleção Brasileira enfrente a Sérvia com a mesma formação da última partida: Alisson; Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Willian, Paulinho, Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus.

“Fizemos um trabalho de enfrentamento leve, sem muito desgaste físico dos atletas. Este trabalho de seis contra cinco visa melhorar a movimentação ofensiva, para furar a linha de defesa do adversário e, consequentemente, trabalhar a nossa linha de quatro para dificultar que o adversário entre por meio dela. Este treino também oferece finalizações de média distância para os goleiros. Também tivemos um trabalho de bola parada defensiva já preparando para a Sérvia, que a gente sabe que é uma jogada forte deles”, disse o auxiliar técnico Matheus Bachi, filho do técnico Tite.

Os 11 iniciais, no entanto, ainda não são certeza. Por conta do rendimento abaixo do esperado por parte de Willian nos dois primeiros jogos, outras opções começaram a ser especuladas após a vitória do Brasil sobre a Costa Rica. Douglas Costa, um dos melhores em campo na última rodada, ganhou força para substituir o atacante do Chelsea, porém, foi constatada uma lesão na região posterior da coxa direita do camisa 7.

Com isso, Tite pode recorrer à equipe que atuou durante boa parte das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo. Neste caso, Coutinho voltaria a jogar como ponta, na ala direita, e Renato Augusto voltaria ao time, enrijecendo o meio-campo ao lado de Casemiro e Paulinho.

Por enquanto, a única certeza é que Douglas Costa e Danilo, outro lesionado, não viajarão a Moscou com o restante da delegação. O segundo já havia ficado de fora da partida contra a Costa Rica após machucar um músculo da região do quadril durante o treinamento de reconhecimento do gramado do estádio Krestovsky, em São Petersburgo. Nesta segunda-feira, ele chegou a trabalhar no gramado com o suporte dos fisioterapeutas, fato que deixa o departamento médico e a comissão técnica otimistas em relação à presença do atleta em uma hipotética oitavas de final.

Com quatro pontos em dois jogos, o Brasil precisa somente de um empate para confirmar sua presença nas oitavas de final da Copa do Mundo. A equipe pentacampeã mundial possui o mesmo números de pontos da Suíça, mas com um gol de saldo a mais. Por isso, Tite e seus comandados só perderão a primeira colocação da chave mesmo vencendo os sérvios se os suíços superarem a Costa Rica por um placar elástico, que os faça ultrapassar a Seleção no saldo de gols.