COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
Cristiano Ronaldo durante treinamento com a seleção de Portugal (Foto: Francisco LEONG / AFP)

Rivais nesta fase de grupos da Copa do Mundo, Cristiano Ronaldo e Carlos Queiroz, técnico do Irã, já se conhecem há muito tempo no futebol. Além de serem do mesmo país, os dois trabalharam juntos no Manchester United, quando um era o astro da equipe inglesa e o outro auxiliar técnico de Alex Ferguson. Por isso, o treinador da seleção asiática não esperou o encontro entre os dois para elogiar o atacante do Real Madrid.

“Cristiano é um solista que diz ‘se a orquestra precisar de um pianista, violinista ou violoncelista não tem problema, eu consigo tocar´. Já Messi é um jogador diferente, consegue ser o melhor solista, mas também se faz de maestro, conseguindo fazer render o máximo de seus companheiros de equipe”,  afirmou o atual treinador do Irã em entrevista ao jornal El País.

“Nós trabalhamos juntos há algum tempo, conheço ele desde o Sporting. Agora, vamos chegar em um acordo entre nós: Cristiano nasceu para ser o melhor jogador do mundo. Se estiver disposto a trabalhar e caminhar para ser o melhor do mundo, eu estou disposto a trabalhar contigo”, continuou Queiroz.

Por fim, o treinador destacou que, para ser o melhor, é preciso dedicação e foco ao extremo. “Há um preço a pagar na vida quando você quer ter sucesso. Vai para casa, pensa e amanhã conversamos e começamos um novo dia de trabalho. Já é um ótimo jogador de futebol. Mas ser o melhor é outra coisa, é algo muito difícil”.

 




A estreia em Copas do Mundo não foi como Radamel Falcao García gostaria. Na manhã desta terça-feira, após se emocionar durante a execução do hino nacional, o centroavante viu a sua Colômbia jogar com um homem a menos por quase todo o jogo e sucumbir diante do Japão, que venceu por 2 a 1, em duelo disputado na Arena Mordovia, em Saransk.

“Jogamos com 10 homens desde o minuto 3. É complicado, fizemos tudo o que podíamos”, lamentou García, referindo-se à expulsão de Carlos Sánchez, que cometeu pênalti após cortar o chute de Kagawa com o braço dentro da área. Na cobrança, o meia abriu o placar para o time asiático.

Aos 32 anos, o jogador do Monaco-FRA ainda ajudou a Colômbia a empatar o duelo no fim do primeiro tempo. Foi ele quem sofreu a falta que culminou no gol de Juan Quintero.

Na etapa complementar, contudo, o Japão envolveu a equipe sul-americana e retomou a liderança no placar aos 27 minutos, com Osako, de cabeça. Falcao García continuou brigando no ataque, mas não conseguiu evitar o revés colombiano. “Nós demos tudo na partida. O time teve caráter e mostrou a grandeza que tem, mas eles ficaram com a vitória”, resignou-se.

Apesar da estreia amarga, o atacante confia na reabilitação na próxima rodada. “Temos que nos levantar e jogar a vida contra a Polônia”, concluiu, em alusão ao duelo do próximo domingo, às 15 horas (de Brasília), em Moscou.



O empate diante do Brasil, logo na estreia da Copa do Mundo da Rússia, animou a seleção da Suíça, que promete seguir forte na busca por uma vaga nas oitavas de final do torneio. É o que aponta o meia Dzherdan Shaqiri, um dos principais jogadores da equipe, que se mantém otimista em relação à campanha que fará sua seleção neste Mundial.

“Nosso objetivo é conquistar todo o Mundo. Somos otimistas, com as partidas contra a Sérvia e a Costa Rica, nós podemos chegar à fase de eliminatórias. Contra a Espanha (amistoso) e o Brasil nosso time mostrou o quanto pode. Agora, o foco está na Sérvia e acreditamos que seja um resultado positivo”, afirmou o meia, em coletiva de imprensa.

Shaqiri é um dos principais nomes da seleção suíça (Foto: Fabrice COFFRINI/AFP)

O jogador do Stoke City-ING ainda garantiu que os suíços não se vêem pressionados após o bom resultado da estreia. Segundo ele, o plantel é qualificado, acostumado a disputar campeonatos importantes, e merece mais respeito por parte dos adversários e da imprensa.

“Eu não acho que haja muita pressão sobre nós. Não temos medo de ninguém, temos qualidade para ganhar. Conhecemos nossas capacidades, temos grandes jogadores que jogam nas ligas mais fortes”, assegurou. “Espero que as pessoas comecem a nos levar mais a sério. Eu sinto que há falta de reconhecimento e isso é uma desvantagem. Fomos ótimos contra o Brasil e, antes disso, perdemos apenas uma vez”, completou.

Pela segunda rodada do Grupo E da Copa do Mundo, a Suíça encara a líder Sérvia, que bateu a Costa Rica no primeiro jogo e soma três pontos na classificação. A partida acontecerá na próxima sexta-feira, a partir das 15h (no horário de Brasília), em Kaliningrado. No mesmo dia, o Brasil pega a Costa Rica em São Petersburgo, às 9h.

 




Momento em que Osako ganha dos zagueiros por cima para marcar o segundo gol do Japão (Foto: Filippo Monteforte/AFP)

O Japão estreou com vitória na Copa do Mundo da Rússia. Autor do segundo gol do time asiático, o atacante Yuya Osako foi decisivo no triunfo por 2 a 1 sobre a Colômbia, na manhã desta terça-feira, em duelo disputado na Arena Mordovia, em Saransk.

Antes de balançar as redes sul-americanas, o jogador de 28 anos já havia sido crucial no primeiro tento nipônico. Logo aos dois minutos de jogo, após lançamento pelo alto, ele se desvencilhou da marcação e finalizou em cima do goleiro Ospina. No rebote, Carlos Sánchez desviou chute com o braço e foi expulso imediatamente. Na cobrança de pênalti, Kagawa abriu o placar para o Japão.

No segundo tempo, quando o placar já apontava empate por 1 a 1, Osako voltou a incomodar a defesa colombiana. Logo aos oito minutos, o camisa 15 recebeu na esquerda, girou sobre o zagueiro e chutou cruzando, exigindo grande defesa de Ospina.

Aos 27, contudo, o arqueiro colombiano não conseguiria evitar o gol de Osaka. Após cobrança de escanteio pela esquerda, o atacante subiu mais alto do que todo mundo para testar no canto direito, sem chances para Ospina.

“Marcar um gol na Copa do Mundo era um sonho para mim desde que eu era criança. Estou extremamente feliz”, celebrou Osako, que foi substituído por Shinjo Okazaki aos 39 minutos.

De acordo com números do Footstats, o atleta revelado pelo Kashima Antlers, do Japão, terminou a partida com quatro finalizações, sendo duas em direção ao gol. Também mostrou precisão nos passes ao errar apenas dois de 15. E ainda contribuiu na marcação, conseguindo um desarme certo.

Apesar da boa atuação, Osako não vem de uma boa temporada pelo Colônia, da Alemanha. Em 32 jogos oficiais disputados, marcou apenas seis gols e ainda viu a equipe ser rebaixada no Campeonato Alemão. Ao término do torneio, acertou sua transferência para o também alemão Werder Bremen.



Neymar Jr deixou o campo acompanhado de Rodrigo Lasmar, médico da Seleção Brasileira, e do fisioterapeuta Bruno Mazziotti (Foto: Adrian DENNIS/AFP)

O atacante Neymar Jr deixou o treino desta terça-feira ainda no aquecimento da Seleção Brasileira, em Sochi. O jogador participava de uma roda de bobinho ao lado de Willian, Miranda, Thiago Silva e Philippe Coutinho quando sentiu dores na região do tornozelo direito e abandonou a atividade para receber atendimento médico.

Na última segunda-feira, Neymar já havia sido desfalque no primeiro treino da Seleção após o empate em 1 a 1 com a Suíça, em Rostov. Na ocasião, o craque do Paris Saint-Germain fez trabalhos regenerativos separado do elenco, assim como Paulinho e Thiago Silva.

Após ser examinado brevemente, Neymar deixou o campo mancando e acabou virando mais uma dúvida para o técnico Tite nesta Copa do Mundo por conta de um problema físico. Antes, Fagner, Douglas Costa, Renato Augusto e Fred já haviam sido desfalques para o treinador em decorrência de lesões.

Apesar do susto, a assessoria de imprensa da CBF informou que Neymar já não participaria do treino em toda a sua totalidade nesta terça-feira. Ainda segundo a assessoria, o atacante deve estar presente na última atividade antes da Seleção Brasileira antes de viajar para São Petersburgo, nesta quarta-feira.

O médico da Seleção, Rodrigo Lasmar, que também foi o responsável por fazer a cirurgia de Neymar no pé direito para reparar a fratura no quinto metatarso do jogador, também se posicionou sobre o ocorrido e tranquilizou os torcedores.

“Neymar se queixou de dores no tornozelo, em decorrência do número de faltas sofridas contra a Suíça. Como o treino era regenerativo para os titulares, foi encaminhado para a fisioterapia. Fica lá hoje e amanhã de manhã, treinando amanhã à tarde”, assegurou Lasmar.

A forma física de Neymar ainda é uma dúvida para o restante da Copa do Mundo, embora os incômodos desta terça não terem relação com a lesão sofrida em fevereiro. Após se recuperar de uma fratura no quinto metatarso do pé direito, o jogador voltou aos gramados de maneira bastante positiva, surpreendendo até mesmo o técnico Tite ao marcar o primeiro gol do time canarinho no amistoso com a Croácia.

Na estreia da Seleção Brasileira no Mundial, porém, o atacante não foi bem. Muito caçado em campo, Neymar prendeu a bola demasiadamente, sendo desarmado em diversas oportunidades. Tite chegou a enfatizar a possibilidade de ele oscilar neste seu retorno aos gramados após a lesão. Agora, resta saber como o jogador irá reagir a esse incômodo que o tirou do penúltimo treino da Seleção Brasileira em Sochi antes do confronto com a Costa Rica, na próxima sexta, em São Petersburgo.



Jogadores japoneses comemoram segundo gol diante da Colômbia (Foto: Mladen ANTONOV / AFP)

Nesta terça-feira, o Japão conseguiu uma importante vitória na estreia do time na Copa do Mundo de 2018, diante da Colômbia. O placar de 2 a 1 faz com que os japoneses tenham suas chances aumentadas para avançar da fase de grupos, mas, além disso, foi o primeiro triunfo de uma seleção asiática diante de uma sul-americana na história dos Mundiais.

Durante a partida, os japoneses tiveram forte domínio nas estatísticas, como por exemplo na posse de bola. A equipe asiática teve 59% contra 41% dos colombianos, número surpreendente já que o Japão prefere dar a bola para o adversário e tentar explorar os contra-ataques, ponto forte do time comandado pelo técnico Akira Nishino.

Uma outra estatística que os Colombianos perderam foram no número de cartões vermelhos (neste caso, ter a mais é pior). A expulsão do volante Carlos Sánchez, com quase três minutos de jogo, mudou totalmente a situação da partida, já que os colombianos ficaram com um jogador a menos desde o início. Essa foi a segunda expulsão mais rápida da história das Copas do Mundo, atrás apenas do cartão do uruguaio José Batista, em 1986, que conseguiu o “feito” com apenas 54 segundos de jogo.

Com um jogador a mais desde o início, os japoneses conseguiram ter mais chances reais de gol (foram 13 finalizações), oferecendo perigo constante para o goleiro colombiano Ospina. No segundo tempo, os colombianos não conseguiram impor o ritmo que tiveram no final da primeira etapa e o número de finalizações não aumentou quase nada, permanecendo em apenas cinco chutes.

Outro ponto negativo da equipe colombiana foi o segundo gol que sofreu para os japoneses, após cobrança de escanteio. Apesar de estarem com um jogador a menos desde o começo, os colombianos tiveram um grave erro de marcação se levar em conta o fato da seleção do Japão ser uma das mais baixas desta edição da Copa do Mundo.

 

 

 

 



Com o triunfo sobre a Costa Rica na estreia e o tropeço da Seleção Brasileira, que empatou com a Suíça, a Sérvia terminou a primeira rodada da Copa do Mundo da Rússia na liderança do Grupo E. O fato, porém, não é motivo para empolgação por parte dos jogadores, como afirmou o meio-campista Luka Milivojevic em coletiva de imprensa concedida nesta terça-feira, reforçando o favoritismo verde e amarelo.

“Para mim o Brasil ainda é favorito no nosso grupo, apesar de estarem com 1 ponto. Essa é minha opinião. Não sentimos mais pressão, pelo contrário, estamos menos pressionados, porque vencemos o primeiro jogo, que era muito importante para nós. Mas não podemos ser favoritos em um grupo que tem o Brasil. Nossa prioridade não é ficar em primeiro ou segundo, é avançar de fase”, garantiu.

Milivojevic não esperava o tropeço do Brasil na estreia contra a Suíça (Foto: ATTILA KISBENEDEK/AFP)

Titular contra a Costa Rica, o meia de 27 anos, que atualmente defende o Crystal Palace-ING, reconheceu que não apostava em um empate entre Brasil e Suíça.

“Honestamente, eu esperava que o Brasil vencesse a Suíça. Estamos em uma boa posição. O mais importante para nós era vencer o primeiro jogo. Jogamos bem, vencemos e vamos tentar fazer o mesmo no segundo. Esperamos avançar de fase”, completou.

Pela segunda rodada do Grupo E, a Sérvia vai a Kaliningrado para enfrentar os suíços, às 15h (no horário de Brasília) de sexta-feira. A Seleção Brasileira joga no mesmo dia, quando desafiará a Costa Rica, às 9h, em São Petersburgo. Brasil e Sérvia se encontram na terceira e última rodada, na quarta-feira da próxima semana, em Moscou.



Na Copa do Mundo do Brasil, em 2014, o Japão foi goleado pela Colômbia por 4 a 1. Na manhã desta terça-feira, na estreia de ambas as seleções no Mundial da Rússia, o time asiático contou com a segunda expulsão mais rápida da história do torneio para se vingar com uma vitória por 2 a 1, em duelo disputado na Arena Mordovia, em Saransk.

Com o resultado, o Japão marca três pontos e divide a liderança do Grupo H com Senegal, que derrotou a Polônia por 2 a 1 no outro jogo da chave, em Moscou.

Pela segunda rodada da Copa do Mundo, Japão e Senegal duelarão pelo primeiro lugar do Grupo H no próximo domingo, às 12 horas, em Ecaterimburgo. No mesmo dia, às 15 horas, Colômbia e Polônia tentarão se reabilitar em Kazan.


O Jogo – Talvez nem o japonês mais otimista sonhava com um roteiro tão favorável à seleção de seu país no início da partida. Aos dois minutos, Osako saiu na cara do goleiro Ospina, que espalmou. No rebote, Kagawa bateu para o gol, mas viu a bola ser desviada intencionalmente pelo braço de Carlos Sánchez, que recebeu o cartão vermelho direto. Na cobrança do pênalti, Kagawa chutou no meio, rasteiro, e abriu o placar para o time asiático.

Em desvantagem numérica, a Colômbia tentou se reorganizar com a entrada do volante Barrios na vaga do meia Cuadrado e passou a apostar na jogada aérea para empatar. Aos 11 minutos, após bola levantada na área, Falcao García esticou a perna esquerda e exigiu defesa de Kawashima. Aos 33, em jogada parecida, o centroavante sul-americano voltou a parar no arqueiro nipônico.

Mas foi pelo chão que a Colômbia obteve o empate. Em disputa pelo alto, Falcao García ‘cavou’ falta perto da ponta direita da área. Aos 38 minutos, Quintero cobrou rasteiro, a bola passou por baixo da barreira e entrou no gol, mesmo com Kawashima alegando que ela não havia ultrapassado a linha. Acertadamente, o juiz validou o tento.

Como era de se esperar, o Japão começou tomando a iniciativa na etapa final. Aos oito minutos, após longa troca de passes, Osako recebeu dentro da área, girou sobre o zagueiro e bateu cruzado. Atento, Ospina caiu rápido para ficar com a bola. Pouco depois, o goleiro colombiano voltou a ser exigido ao praticar grande defesa em chute colocado de Inui.

Diante da pressão que sua equipe sofria, o técnico José Pékerman colocou James Rodríguez no lugar de Quintero. O seu colega Akira Nishino respondeu com a entrada do veterano Honda na vaga de Kagawa. O treinador japonês se deu melhor.

Aos 27 minutos, Honda cobrou escanteio pela esquerda, e Osako subiu mais alto do que os zagueiros colombianos para testar no canto direito, sem chances para Ospina. Na base do abafa, os sul-americanos chegaram com algum perigo em chute de James Rodríguez, mas não conseguiram buscar o empate, e os asiáticos celebraram sua primeira vitória no Mundial da Rússia.

FICHA TÉCNICA
COLÔMBIA 1 X 2 JAPÃO

Local: Arena Mordovia, em Saransk (Rússia)
Data: 19 de junho de 2018, terça-feira
Horário: 9h00 (horário de Brasília)
Árbitro: Damir Skomina (Eslovênia)
Assistentes: Jure Prapotnik (Eslovênia) e Robert Vukan (Eslovênia)
Cartão Amarelo: James Rodríguez (Colômbia); Eiji Kawashima (Japão)
Cartão Vermelho: Carlos Sánchez (Colômbia)
Gols:
COLÔMBIA: Juan Quintero, aos 38 minutos do 1º tempo
JAPÃO: Shinji Kagawa, aos 5 minutos do 1º tempo, e Yuya Osako, aos 27 minutos do 2º tempo

COLÔMBIA: David Ospina; Santiago Arias,  Dávinson Sánchez, Oscar Murillo e Johan Mojica; Jefferson Lerma, Carlos Sánchez, Juan Cuadrado (Wilmar Barrios), Juan Quintero (James Rodríguez) e José Izquierdo (Carlos Bacca); Falcao García
Técnico: José Pékerman

JAPÃO: Eiji Kawashima; Hiroki Sakai, Maya Yoshida, Gen Shoji e Yuto Nagatomo; Makoto Hasebe, Gaku Shibasaki (Hotaru Yamaguchi), Takashi Inui, Genki Haraguchi e Shinji Kagawa (Keisuke Honda); Yuya Osako (Shinjo Okazaki)
Técnico: Akira Nishino