COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

Achilles é mais um animal vidente em Copas do Mundo (Foto: Olga MALTSEVA / AFP)

O gato Achilles já começou a fazer suas previsões para a Copa do Mundo na Rússia. E a notícia é boa para os anfitriões: de acordo com o animal vidente, a equipe irá derrotar a Arábia Saudita no primeiro duelo do Mundial, nesta quinta-feira, às 12h00 (horário de Brasília).

Escolhendo entre dois potes de comida, Achilles hesitou em um primeiro momento, mas acabou por escolher o recipiente com a bandeira russa, indicando o vencedor da partida de abertura da Copa.

O felino conta com um grande trunfo ao seu favor: é surdo. Com isso, possui uma habilidade natural de não se desconcentrar com barulhos externos. Aliado a isso, está a capacidade do gato de escolher e analisar.

Achilles vive no Hermitage, museu localizado em São Petersburgo, na Rússia. O gato deverá fazer previsões por toda a duração do Mundial. Resta saber se ele irá acertar os seus palpites.



Arte: AFP

A Copa do Mundo da Rússia começa nesta quinta-feira cercada de expectativa. Além do tradicional encontro entre grandes forças do futebol, na maior competição do planeta, várias seleções chegam fortes ao torneio. No caso específico do Brasil, a reação após a goleada de 7 a 1 para a Alemanha no último Mundial, passa pelo bom trabalho de Tite. A Seleção Brasileira é uma das principais favoritas, assim como o próprio escrete alemão.

Neste Mundial, não dá para descartar a força da Espanha, mesmo com a crise que culminou com a demissão do técnico Julen Lopetegui a dois dias da estreia da Fúria. Portugal e Argentina apostam nas suas estrelas.

Cristiano Ronaldo tenta repetir o feito da Eurocopa de 2016, quando levou a seleção lusa ao título. Lionel Messi quer apagar os péssimos históricos com a seleção platina. Já a França, com uma nova geração invejável, pode beliscar o caneco. A Inglaterra e Uruguai correm por fora, enquanto que a Bélgica é novamente a aposta para uma possível surpresa.

“Talvez tenhamos uma das Copas mais equilibradas, pois muitas seleções chegam em boas condições de lutar pelo título. A nossa expectativa é de bons jogos, uma esperança que se renova com a chegada de cada Mundial”, projetou o ex-jogador russo Salenko, um dos principais nomes da história do futebol do país da Copa. Ele foi artilheiro no Mundial de 1994 ao lado do búlgaro Stoichkov.

Arte: AFP

O jogo de abertura acontece nesta quinta-feira, às 12 horas (de Brasília), quando Rússia e Arábia Saudita duelam no Estádio Luzhniki, em Moscou. Antes acontece a festa de abertura, desta vez mais enxuta do que as edições anteriores, com apenas quarenta minutos de espetáculo. As atrações serão o cantor britânico Robbie Williams e a soprano russa Aida Garifullina. O apresentador será o ex-atacante Ronaldo Fenômeno.

“A nossa expectativa é a de um grande evento. A Rússia se preparou muito para isso e tenho certeza de que fará uma festa muito bonita”, disse Giovanni Infantino, presidente da Fifa.

Será, inclusive, o primeiro Mundial pós-escândalo da Fifa, que culminou com a prisão de vários dirigentes. Além disso, é a primeira vez que a tecnologia será adotada em um torneio de grandes proporções, com a utilização do árbitro de vídeo.

Abaixo, a relação de campeões da Copa do Mundo:

2014 – Alemanha
2010 – Espanha
2006 – Itália
2002 – Brasil
1998 – França
1994 – Brasil
1990 – Alemanha Ocidental
1986 – Argentina
1982 – Itália
1978 – Argentina
1974 – Alemanha
1970 – Brasil
1966 – Inglaterra
1962 – Brasil
1958 – Brasil
1954 – Alemanha Ocidental
1950 – Uruguai
1938 – Itália
1934 – Itália
1930 – Uruguai

Abaixo, a relação de artilheiros de cada Copa:

2014: James Rodríguez (Colômbia) – 6 gols
2010: Thomas Mueller (Alemanha), David Villa (Espanha), Wesley Sneijder (Holanda) e Diego Forlán (Uruguai) – 5 gols
2006: Klose (Alemanha) – 5 gols
2002: Ronaldo Fenômeno (Brasil) – 8 gols
1998: Sucker (Croácia) – 6 gols
1994: Stoichkov (Bulgaria) e Salenko (Russia) – 6 gols
1990: Schillaci (Italia) – 6 gols
1986: Lineker (Inglaterra) – 6 gols
1982: Paolo Rossi (Italia) – 6 gols
1978: Kempes (Argentina) – 6 gols
1974: Lato (Polonia) – 7 gols
1970: Gerard Muller (Alemanha Ocidental) – 10 gols
1966: Eusebio (Portugal) – 9 gols
1962: Jerkovic (Iugoslávia) – 5 gols
1958: Fontaine (França) – 13 gols
1954: Kocsis (Hungria) – 11 gols
1950: Ademir (Brasil) – 9 gols
1938: Leônidas (Brasil) – 8 gols
1934: Schiavo (Italia), Nejedly (Tchecoslovaquia) e Conen (Alemanha) – 4 gols
1930: Stabile (Argentina) – 8 gols



A história da Copa do Mundo é repleta de grandes zebras, que tornaram desconhecidos em celebridades e arruinaram os sonhos de grandes favoritos. Os históricos apontam que a primeira grande zebra em um Mundial aconteceu na França, em 1938.

A seleção de Cuba, país que até hoje não tem tradição no futebol, não conseguiu a sua classificação em campo. Mas acabou indo ao torneio graças a algo que parecia impossível: Colômbia, Costa Rica, México, El Salvador e Suriname desistiram, abrindo vaga aos cubanos.

Os cubanos iniciaram a disputa como grandes azarões. Numa época em que a Copa do Mundo já começava na fase de mata-mata, o time centro-americano encarou a Romênia, com mais tradição e habilidade. O primeiro jogo foi uma batalha e terminou empatado por 3 a 3, mesmo com uma prorrogação em Toulouse.

Na mesma cidade, quatro dias depois, as duas equipes se reencontraram para o confronto de desempate. Com um time com média de idade superior a 34 anos, os romenos não resistiram à correria cubana e caíram por 2 a 1. Passaram-se três dias e, nas quartas de final, Cuba encarou a Suécia e voltou ao seu normal. Placar final: 8 a 0 para os suecos.

Depois da paralisação por causa da Segunda Guerra Mundial, que teve a Europa como principal palco, o Mundial voltou a ser disputado 12 anos depois, e o Brasil foi o país escolhido para sediar o evento. O Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG), guarda em suas galerias uma das maiores zebras da história dos Mundiais, talvez a maior.

No dia 29 de junho, pela segunda rodada do Grupo 2, se enfrentavam Inglaterra e Estados Unidos. Os ingleses eram francos favoritos e tinham vindo de tranquila vitória de 2 a 0 sobre o Chile. Já os norte-americanos foram derrotados por 3 a 1 pela Espanha. O goleiro Borghi, italiano naturalizado americano, teve grande atuação e só não fez com que o jogo terminasse empatado sem gols porque o inimaginável aconteceu.

Larry Gaetjens, com origens no Haiti, fez o único gol do jogo e garantiu o triunfo dos Estados Unidos. O então zagueiro Alf Ramsey jamais esqueceu a humilhação que passou em campo naquele dia, mesmo que, anos depois, como técnico, tenha levado, em 1996, a Inglaterra a seu único título mundial.

“Para nós foi humilhante pelo fato histórico, pela relação entre os dois países e, principalmente, porque foi a Inglaterra quem inventou o futebol. Aquela tarde em Belo Horizonte jamais sairá da minha cabeça. Toda vez que ouço falar no Brasil não me lembro de seu grande futebol e sim do que aconteceu em seus gramados em 1950”, disse Ramsey em certa ocasião.

A Copa do Mundo de 1966, disputada na Inglaterra, teve como grande surpresa a Coreia do Norte, que cruzou com a Seleção Brasileira na Copa de 2010 perdendo por 2 a 1. Os asiáticos eram os grandes azarões e sem nenhuma expressão. Até hoje nem sequer chegam perto de seus vizinhos do Sul, que sediaram a Copa de 2002 com o Japão e ficaram com a terceira posição. Mas voltemos a 1966. Na primeira fase, os norte-coreanos caíram no Grupo 4, ao lado de Itália, Chile e União Soviética.

Dificilmente avançariam à segunda fase, hipótese que parecia mais evidente após a derrota de 3 a 0 diante dos soviéticos. No jogo seguinte, a Coreia arrancou empate por 1 a 1 com o Chile, algo que parecia que se tornaria o maior feito do país. Pobre engano.

No dia 19 de julho, a Coreia do Norte, em Middlesbrough, entrou desacreditada para enfrentar a favorita Itália, que precisava de uma simples vitória para se classificar. Park Do-Ik fez o gol da vitória, que garantiu a classificação histórica dos asiáticos. Nas quartas de final, por muito pouco, os norte-coreanos não proporcionaram uma surpresa ainda maior. Chegaram a fazer 3 a 0 em Portugal, então liderado pelo craque Eusébio. Mas acabaram derrotados, de virada, por 5 a 3.

“Era impressionante a forma como aquele time jogava. Eram verdadeiros suicidas. Não tinham medo de atacar. Para virarmos aquele jogo precisamos jogar tudo o que sabíamos. E olha que comemoramos quando soubemos que teríamos o time deles como adversário. Pobre ilusão”, rememorou Eusébio.

Mas não foram apenas romenos, italianos e ingleses que sentiram o gosto amargo de um coice de zebra. A Alemanha foi vítima logo em sua estreia na Copa do Mundo de 1982, disputada na Espanha. No dia 16 de junho, em Gijon, os alemães enfrentaram os africanos da Argélia. Depois de um primeiro tempo sem gols, Madjer abriu o placar para os argelinos aos sete minutos. Os alemães empataram aos 22, com Rummenigge. Mas não tiveram muito tempo para comemorar. Um minuto depois, Belloumi fez o gol que assegurou o triunfo africano.

“Depois daquele jogo nos recuperamos e acabamos vice-campeões do mundo. Mas a importância daquele insucesso para a nossa vitoriosa campanha foi fundamental. Aprendemos a jogar com uma seriedade maior em qualquer confronto. No jogo seguinte goleamos o Chile (4 a 1)”, lembrou Rummenigge.

HONRA OU AZAR?

Mas em nenhuma situação as zebras se fizeram tão presentes na história das Copas do Mundo do que nos jogos de abertura, quando, desde o Mundial de 1974, na Alemanha, quando pelo regulamento da Fifa o campeão abria a competição. Naquele ano, o Brasil, que tinha sido tricampeão quatro anos antes, no México, mediu forças com a Iugoslávia e, num jogo muito fraco, ficou no empate sem gols.

O 0 a 0 também marcou o confronto inaugural na Copa do Mundo de 1978, entre a Polônia e a Alemanha, então atual campeã. Quatro anos mais tarde, Van de Bergh fez o único gol da partida que abriu o Mundial de 1982, na Espanha. Ele deu o triunfo à Bélgica sobre a Argentina. Um empate sem graça entre a campeã Itália e a Bulgária, por 1 a 1, marcou a abertura da Copa de 1986, no México.

A Argentina, comandada por Maradona, voltou a ser vítima da maldição do jogo de abertura em 1990, na Itália. Diante de um Estádio Giuseppe Meazza lotado, em Milão, os argentinos sentiram o peso dos Leões Indomáveis. Mesmo tendo dois jogadores expulsos, Camarões bateu a Argentina por 1 a 0, com gol de Omam Biyick. Os camaroneses só pararam diante da Inglaterra, nas quartas de final.

“Eles jogavam um futebol alegre e bonito e nós mesmo ficamos encantados. Não dava para ganhar aquele jogo de forma alguma”, admitiu Maradona, quatro anos depois, quando se preparava para o Mundial dos Estados Unidos. E foi justamente na Copa do Mundo de 1994, em território norte-americano, que a maldição do jogo de abertura foi quebrada. A Alemanha derrotou a Bolívia por 1 a 0.

Porém, aquele jogo teve a polêmica arbitragem do mexicano Arturo Brizio questionada. Além de prejudicar os bolivianos em inversões de faltas, ele expulsou o craque da Bolívia, Etcheverry, El Diablo. No lance do gol de Klinsmann, aos 16 minutos do segundo tempo, o goleiro Trucco escorregou e foi encoberto. Horas depois foi descoberto que os organizadores tinham molhado o gramado no intervalo, o que prejudicou o goleiro, com travas de chuteiras ideais para gramados secos.

O suficiente para que na noite do dia do jogo, 17 de junho, as embaixadas da Alemanha e do México, pátria do árbitro, fossem apedrejadas na Bolívia. Quatro anos depois, na França, tendo o Brasil no jogo de abertura, o Brasil bateu a Escócia por 2 a 1.

“Nos preparamos muito para aquele jogo e todos, apesar da vitória da Alemanha na Copa anterior, ainda falavam na maldição do jogo de abertura. Nossa vitória foi um alívio”, revelou o lateral direito Cafu, o melhor do Brasil naquele duelo.

Mas os que ainda falavam da maldição do jogo de abertura estavam certos. A campeão França, no jogo inaugural do Mundial de 2002, caiu diante de Senegal por 1 a 0.

Na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, a Itália foi eliminada na primeira fase graças a um empate por 1 a 1 com a Nova Zelândia e a uma derrota de 3 a 2 para a Eslováquia.

A última grande zebra foi na Copa do Mundo do Brasil, em 2014. Integrando um grupo com Uruguai, Itália e Inglaterra, “a chave da morte”, a Costa Rica era tratada como o saco de pancadas. Porém, surpreendeu e avançou em primeiro lugar. Na estreia bateu o Uruguai por 3 a 1. Depois, superou a Itália por 1 a 0. Por fim, segurou empate sem gols com a Inglaterra. Os costarriquenhos só foram superados pela Holanda, nas quartas de final, e mesmo assim nos pênaltis, após 0 a 0 no tempo regulamentar.




Após o anúncio oficial da demissão do técnico Julen Lopetegui, feito pelo presidente da Federação Espanhola de Futebol Luis Rubiales, a Espanha confirmou Fernando Hierro, ex-zagueiro do Real Madrid e da própria seleção, como substituto. O novo treinador da Fúria adjetivou o trabalho como “desafiador ” e “emocionante”, além de desejar sorte ao antecessor.

“É um bom desafio, emocionante. As circunstâncias são essas. É pensar que temos um grupo de jogadores que trabalham para a Copa do Mundo. Sou diretor de esportes há sete ou oito meses e não podia decepcionar. Todos têm o máximo carinho e admiração por Julen Lopetegui e seu trabalho e desejo-lhe o melhor em sua nova carreira”, declarou.

Hierro assumiu o comando da Espanha prestes a começar a Copa do Mundo (Foto: Pierre-Philippe Marcou/AFP)

Nome importante na história do Real Madrid, Hierro analisou que a mudança no comando técnico não afetará no desempenho dos jogadores na Copa do Mundo, uma vez que estão acostumados a constante troca de treinadores nos clubes.

“Quando você comentar com os jogadores sobre a minha vinda, eles estão acostumados a treinadores irem e virem. Temos que mudar o chip e nada mais. Quase tudo que eu sei, sei do meu estágio anterior ou de categorias inferiores. A única coisa que posso dizer é que vamos realmente tentar. Eles vão dar 110%, pois sabemos que um jogo ruim te manda de volta para casa. Os atletas são excelentes profissionais, boas pessoas, maduras, bons esportistas e têm que enfrentar a realidade. O dia não está fácil para ninguém”, disse.

O novo treinador elogiou seu plantel e disse que a seleção precisa focar no futuro, deixando a conturbada demissão de Lopetegui para trás. “Honestamente, nós vamos dar errado se pensarmos no passado e não no futuro. Eu tenho uma consciência muito clara de que o desafio é importante. Tem que ser um passo positivo e corajoso. Temos uma equipe muito boa, excelentes condições e não nos esquecemos de competir. A prioridade é focar no esporte”, afirmou.

A Espanha estreia na Copa nesta sexta-feira, às 15h (de Brasília), quando enfrenta Portugal. Inclusive, Hierro já projetou o confronto inicial e revelou que não deve fazer grandes mudanças na equipe.”Meu trabalho é Portugal, e depois o próximo e o próximo, não pensamos em outra coisa além da Copa do Mundo. A chave é mudar o mínimo possível, temos que enfrentar isso com responsabilidade. Temos três jogos para continuar na Copa do Mundo e isso não vai ser dado a ninguém. Amanhã nós temos treino, é onde temos que mudar o chip. Se mudarmos já nesta tarde, melhor. Essa é a mentalidade que temos que ter”.



Uma das grandes incógnitas na Copa do Mundo, na Rússia é a Argentina. A equipe conseguiu uma classificação suada nas Eliminatórias, e não mostrou bom futebol nos últimos amistosos. No entanto, o goleiro Cabellero, que deve ser o titular, na vaga de Romero, cortado por lesão lamentou os desfalques, mas exaltou a preparação para o torneio:

“Acho que a preparação está boa. Estamos bem, trabalhando duro, o único mal foram as duas perdas que tivemos, Romero e Lanzini. Já viramos a página, e sabemos que temos que começar bem a partida contra a Islândia”, afirmou o jogador.

O arqueiro ainda reforçou os preparativos do técnico Jorge Sampaoli para a competição: “Estamos bem, preparando algumas coisas, e trabalhando muito para conseguir o melhor nível”, frisou Caballero.

Caballero vê boa preparação da Argentina para a Copa do Mundo (Foto: Juan Mabromata/AFP)

Nos últimos treinamentos, o treinador esboçou a equipe titular para estrear no Mundial, que deve ser: Caballero; Salvio, Otamendi, Rojo e Tagliafico; Mascherano, Biglia e Meza; Di Maria, Messi e Aguero. Em relação ao time que vinha atuando, saíram Mercado para a entrada de Salvio, e Lo Celso na vaga de Biglia.

A Argentina tem estreia marcada para este sábado, contra a Islândia às 10h00 (horário de Brasília), em Moscou, no Estádio do Spartak. Os argentinos estão no Grupo D da Copa do Mundo, na companhia de Nigéria, Croácia, além dos islandeses.



A solidez da defesa é um dos trunfos da Seleção Brasileira em busca do hexacampeonato na Copa do Mundo da Rússia. Contra a Suíça, a equipe comandada pelo técnico Tite defenderá uma sequência de cinco partidas consecutivas sem tomar gols.

Em novembro de 2011, durante amistoso disputado na França, o japonês Tomoaki Makino usou a cabeça para marcar o último gol sofrido pela Seleção Brasileira. Na ocasião, o goleiro era o corintiano Cássio, que substituiu Alisson para disputar seus únicos minutos na gestão de Tite.

Desde então, a Seleção passou intacta por Inglaterra (0 x 0), Rússia (3 x 0), Alemanha (1 x 0), Croácia (2 x 0) e Áustria (3 x 0). Dos 21 jogos sob o comando de Tite, o Brasil foi vazado apenas contra Colômbia (2 x 1 e 1 x 1), Uruguai (4 x 1), Argentina (0 x 1) e Japão (3 x 1). No total, são 47 gols marcados e apenas cinco sofridos.

Antes do triunfo sobre a Áustria no último amistoso preparatório, Tite citou a performance da defesa. “Tem que ficar feliz. Se, em 20 jogos, a gente não tomou gol em 15, que bom! E se a média de gols que fazemos em jogos oficiais é de 2,5 por jogo, que bom!”, afirmou.

A linha defensiva da Seleção passou por mudanças nos últimos compromissos. O experiente Daniel Alves, lesionado, acabou substituído por Danilo na lateral direita. No miolo da defesa, por opção de Tite, Thiago Silva ganhou a vaga de titular de Marquinhos.

O Brasil defende a série de cinco jogos sem ser vazado a partir das 15 horas (de Brasília) deste domingo, contra a Suíça. O time de Tite deve entrar com Alisson; Danilo, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Willian, Paulinho, Philippe Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus.

 



Titular absoluto de Portugal, o goleiro Rui Patrício pode ter uma nova casa a partir da próxima temporada. Segundo o diário espanhol Sport, o arqueiro pode jogar no Barcelona, pois, Jasper Cillessen, o atual reserva quer deixar o clube catalão por não ter tantas oportunidades.

O goleiro holandês interessa a Liverpool, Chelsea, Arsenal e Napoli. Sabendo dessas propostas, o jogador já teria procurado a diretoria catalã para analisar as ofertas e respirar novos ares depois da Copa do Mundo. Entretanto, os cartolas do Barça estão fazendo jogo duro no momento e querem uma boa quantia em dinheiro para liberarem o arqueiro.

Caso Cillessen de fato deixe o clube, as opções para substitui-lo são: Joel Robles (Getafe), Leno (Bayer Leverkusen), Sirigu (Torino) e Tim Krul (Brighton). Desde que chegou ao Barcelona em 2016, o holandês fez apenas 21 jogos, atuando a maioria deles na Copa do Rei.

Rui Patrício, rescindiu contrato com o Sporting ao final da temporada, devido a invasão de torcedores no CT, insatisfeitos com o time não ter alcançado uma vaga na próxima edição da Liga dos Campeões. No momento, disputará a Copa do Mundo com Portugal, que estreará nesta sexta-feira contra a Espanha. Resta saber se o jogador aceitará ser reserva do Barcelona, pois o alemão, Ter Stegen é o dono da posição.

Rui Patrício pode jogar no Barcelona na próxima temporada (Foto: Francisco Leong/AFP)



A Coreia do Sul vem de má campanha no Mundial de 2014 (Foto: Gabriel Bouys/AFP)

Desde 2002, quando chegou à semifinal da Copa do Mundo, a Coreia do Sul não consegue repetir uma boa campanha, estabelecendo-se como uma mera coadjuvante do torneio. A trajetória pré-Mundial da Rússia não traz entusiasmo aos sul-coreanos, uma vez que a equipe de Shin Tae-yong venceu apenas uma das seis últimas partidas, acumulando resultados pífios, como as derrotas para Irlanda do Norte e Bósnia e Herzegovina.

Apesar disso, o meio-campista Ju Se-Jong mostrou otimismo em relação à participação do país na atual edição do maior campeonato de futebol do planeta. “Jogar uma Copa do Mundo é sempre um grande sonho e vamos aproveitar essa oportunidade. Além disso, estamos sendo bem preparados sob a supervisão do nosso técnico. Acredito que vamos jogar as partidas com mais confiança do que nervosismo”, declarou o jogador do Asan Mugunghwa.

Alvo de grande expectativa da torcida, Lee Seung-Woo, jovem atacante do Verona, da Itália, disse ter consciência da pressão que as más campanhas nos últimos Mundiais colocaram sobre a seleção, mas acredita que uma boa preparação pode ajudar a superar isso. “Os jogadores estão conscientes das expectativas que são colocadas em cima de nós durante essa Copa do Mundo. Também estamos nos preparando para o primeiro jogo contra a Suécia visando jogar bem e, principalmente, melhorar nossa condição física”, disse o jogador.

A Coreia do Sul estreia no grupo F da Copa da Rússia, nesta segunda-feira, quando enfrenta a Suécia, em Nizhny Novgorod, às 9h (de Brasília). Alemanha e México completam a chave.

 

 



Treinador foi destituído do cargo após acertar ida para o Real Madrid (Foto: Pierre-Philippe Marcou/AFP)

Após acertar sua ida ao Real Madrid, o técnico Julen Lopetegui foi demitido do cargo de treinador da seleção espanhola nesta quarta-feira, a apenas dois dias da estreia da equipe na Copa do Mundo da Rússia. De acordo com o presidente da Federação Espanhola de Futebol, Lopetegui é um profissional impecável, mas se viu obrigado a demiti-lo.

O escolhido para assumir o cargo foi Fernando Hierro, e enquanto o novo comandante da Fúria era oficialmente anunciado, Lopetegui deixava a concentração da equipe. No aeroporto, ainda que brevemente, o novo treinador do Real Madrid falou pela primeira vez após a demissão.

“Estou muito triste, mas desejando que joguemos uma magnífica Copa e ganhemos… Temos uma grande equipe e espero que ela consiga vencer o Mundial”, declarou.

A Espanha integra o Grupo B da Copa do Mundo, junto com Portugal, Marrocos e Irã. A estreia do time de Fernando Hierro acontece na próxima sexta-feira, às 15h (de Brasília), no Estádio Olímpico de Fisht, diante da seleção portuguesa.