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Construído com base no sistema defensivo, principal alicerce para as 10 vitórias por 1 a 0 conquistadas durante a temporada (20 no total), o Corinthians viveu na noite da última quarta-feira uma situação incomum em 2017: depois de "salvar" o ataque em diversas oportunidades, a retaguarda viu uma boa produção ofensiva apagar as falhas que levaram aos dois gols do Vasco na goleada por 5 a 2.
Alheios aos vacilos de Arana, Cássio, Pablo e Paulo Roberto, nomes como Clayson, Clayton e Marquinhos Gabriel mostraram que podem ser úteis daqui para a frente. Aproveitados devido à ausência dos convocados Rodriguinho e Romero, os três tiveram participação decisiva em pelo menos um gol e deixaram o técnico Fábio Carille contente pela capacidade de criar.
"Foram só dois resultados negativos, Ferroviária e Santo André. Com os pés no chão, trabalhando bastante, isso que me fortalece. Melhoramos muito já dentro de casa, precisamos agora propor mais jogo, entrar mais no campo do adversário", avaliou o comandante, explicando que já esperava uma boa produção dos suplentes devido ao sistema de treino implantado.
"A gente vem trabalhando igual com todos, até o Clayson, que é o que está há menos tempo com a gente, está dando uma resposta maravilhosa. Já foi assim contra o Santos. Trabalho todos os jogadores de forma igual, pois sei que teremos situações assim. A resposta foi maravilhosa, até mesmo do Paulo. A pior posição para pegar é a lateral, até para fechar, cobrir... Os erros eram esperados", avaliou o comandante.
Para o centroavante Jô, outro que se destacou na atuação, faltou apenas um pouco mais de concentração nos gols sofridos. Ambos, porém, acabaram forçando uma boa aparição do setor ofensivo na avaliação do próprio camisa 7.
"Foi um jogo meio doido, jogo bom. É claro que a gente não queria ter tomado aqueles dois gols em falta de concentração, algo que não é normal na nossa equipe. Mas são situações novas, servem para a gente crescer e ver onde foram os erros. O time teve maturidade, cresceu na partida e foi eficiente", analisou, com visão semelhante à dos companheiros de frente.
"São 18 jogos de invencibilidade. A equipe está muito bem com o Carille, ele dá um padrão ao time e os jogadores estão entendendo o papel tático que têm", explicou Clayton, autor dos seus dois primeiros gols com a camisa do clube.
"Entramos para guerrear e conseguimos mais três pontos. Fizemos outra partida consistente, uma partida em que a gente infelizmente deu mole, levamos o empate, mas revertemos. Essa é a cara do Corinthians, independente de onde jogar, vai guerrear para buscar a vitória", concluiu Clayson.