Príncipe Ali bin Al Hussein critica rivais e prega limpeza na Fifa

São Paulo, SP

11-02-2016 16:03:30

Ali Bin al Hussein, candidato à Fifa, foi um dos desistentes do debate entre os concorrentes ao cargo (Foto: Divulgação)
Ali Bin al Hussein, candidato à Fifa, foi um dos desistentes do debate entre os concorrentes ao cargo (Foto: Divulgação)

O príncipe jordaniano Ali Bin Al Hussein discursou em coletiva na Suíça sobre sua campanha à presidência da Fifa nesta quinta-feira e ressaltou sua postura de acabar com os escândalos organizacionais, insistindo que está na hora de mudanças da entidade. O presidenciável ainda falou sobre como as táticas de campanha de seus rivais Gianni Infantino e xeque Salman bin Ebrahim al-Khalifa são condenáveis.

"Meu plano contém passos concretos. Um mapa realista que levará a Fifa a um lugar melhor e recuperará a confiança dos fãs do futebol. Um lugar onde as manchetes estarão no jogo e não nos escândalos", afirmou Hussein. "É a nossa última chance de voltar aos eixos. Fevereiro será a data mais importante na história da governança esportiva. O mundo está limpando a Fifa, quer ela queira ou não", completou, sobre a eleição para presidência da entidade que acontece no próximo dia 26.

O jordaniano ainda disse que seus rivais, Gianni Infantino, secretário geral da Uefa, e Salman bin Ebrahimb al-Khalifa, presidente da Confederação Asiática, vão contra as regras da Fifa em suas campanhas, usando de seus poderes em grandes federações e apoios de executivos para ganhar votos. "Ninguém é permitido de usar sua própria organização para questões eleitorais", afirma Hussain, que completou, "Não sou um candidato que tentará usar executivos e federações para ganhar votos".

"Há muitas pessoas boas na Fifa, mas elas sentem medo. Os 209 membros sabem que a entidade está em crise. Vamos deixar um pequeno grupo nos ter como reféns?", indagou.

Hussain demonstrou seus planos para o primeiro ano de governo, com ênfase para a liberação do processo do antigo promotor norte-americano Michael Garcia alegando propina e corrupção durante as candidaturas das sedes das Copas de 2018, Russia, e 2022, Catar.

Com 40 anos, o presidente da Associação Jordaniana de Futebol se candidatou ao cargo máximo da Fifa e perdeu para Sepp Blatter em maio de 2015.

 

 

 

 

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