Apesar de ter vencido o Internacional na última rodada, o Corinthians ainda vive uma fase conturbada e não inspira muito medo em seus adversários. Mesmo assim, o clima no Santos é de atenção total para o clássico deste sábado, na Vila Belmiro. Isso porque, bem ou mal, o Alvinegro da capital é o quarto colocado, com 13 pontos. Já o Peixe inicia a oitava rodada dento dentro da zona de rebaixamento, com apenas sete pontos.
"Precisamos da vitória. Para isso, temos de atacar e, consequentemente, não dar o contra-ataque para o Corinthians. É um time que se defende bem. Procura explorar muito isso, o contra-ataque. Temos de ter atenção na parte defensiva para que o time não sofra os contra-ataques do Corinthians", alertou Renato.
O experiente volante santista não entrou em campo nos empates contra o Atlético-MG, fora, e Ponte Preta, em casa, em função de um inchaço no joelho. A expectativa agora é que Renato volte ao time e diminua a lista de desfalques de Marcelo Fernandes, que já não pode contar com Robinho e Valencia, ambos estão disputando a Copa América, Chiquinho, que sofreu uma ruptura do músculo da coxa, Lucas Lima, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, além de David Braz, que segue como dúvida devido a uma inflamação no púbis.
O volante Renato destacou os contra-ataques como as maiores armas do Corinthians - Credito: Ricardo Saibun/Santos FC
"Vão entrar jogadores com características diferentes, mas a importância do grupo é fundamental no Campeonato Brasileiro. Em um campeonato longo, teremos desfalques de um ou outro. O importante é que quem entre possa ajudar o outro. Independentemente de quem jogar, é um clássico importantíssimo”, comentou o camisa 8, que, ao falar especificamente da ausência de Robinho, lembrou que o craque é único no elenco alvinegro.
"Ele é diferente. Um jogador inteligente. Um cara que atrai a marcação. Os adversários sempre se preocupam com ele, pelo respeito que ele impõe, por aquilo que ele conquistou. Acredito que é difícil substituir um jogador neste nível. O jogador que vai entrar terá outra característica. Em casa, vamos procurar somar essa vitória para tirar esse jejum que nos incomoda", encerrou, sem esquecer a sequência de seis jogos consecutivos sem vitória do Santos.