Após um início brilhante na Copa do Mundo de 2026, os Estados Unidos enfrentam a Bósnia e Herzegovina na fase de 16-avos de final nesta quarta-feira, com as esperanças depositadas em uma atuação de destaque de seu astro Christian Pulisic.
Aos 27 anos, Pulisic, que atua como meia-atacante ou atacante, é a figura central de uma geração americana que tem empolgado o país-sede.
Depois de uma fase de grupos prejudicada por uma lesão na panturrilha sofrida na estreia da equipe no torneio, o jogador do Milan busca deixar sua marca no mata-mata, uma oportunidade única jogando em casa.
Ele terá a chance de deixar sua marca nesta quarta-feira, às 17h, no horário local (21h de Brasília), no Levi's Stadium, em Santa Clara, na região da Baía de São Francisco.
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Onipresente na televisão
Foto: JAMIE SQUIRE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP
Onipresente em comerciais durante as transmissões televisivas, especialmente ao lado de Lionel Messi para uma marca de cerveja, Pulisic, apelidado de 'Capitão América' pela imprensa, começou o torneio de forma impecável em 12 de junho, se mostrando imparável durante os 45 minutos da goleada de 4 a 1 sobre o Paraguai e desempenhando um papel fundamental no gol que abriu o placar e dando uma assistência para Folarin Balogun.
No entanto, ele precisou deixar a partida no intervalo devido a um problema na panturrilha esquerda.
Após uma semana de descanso, e de ter ficado de fora da vitória por 2 a 0 sobre a Austrália, Pulisic voltou a campo na quinta-feira, entrando no decorrer da derrota por 3 a 2 diante da já eliminada Turquia (uma partida em que não havia mais nada em jogo) para recuperar o ritmo.
O técnico Mauricio Pochettino poderá contar com seu principal jogador em plena forma nesta quarta-feira, enquanto a equipe busca chegar às oitavas de final, fase que os EUA alcançaram na Copa do Mundo do Catar, em 2022.
"Desequilibrar"
De ascendência croata por parte do avô materno, Pulisic nasceu em Hershey, na Pensilvânia e chegou até a obter a cidadania croata para estrear na Bundesliga pelo Borussia Dortmund em 2016, aos 17 anos, evitando assim ser classificado como jogador extracomunitário.
Esse jogador que rodou o mundo também morou perto de Oxford por um ano durante a infância, antes de retornar ao Reino Unido para defender o Chelsea entre 2019 e 2023, período que incluiu a conquista da Liga dos Campeões da Uefa de 2021.
Seu destino seguinte foi a Itália e o Milan. Com 42 gols marcados pelo clube lombardo desde sua chegada, ele diminuiu o ritmo nesta temporada, com oito gols, embora nenhum tenha sido marcado desde o início de 2026.
Peça-chave da seleção americana, ele acumula 88 jogos e 33 gols às vésperas das partidas mais importantes de sua carreira, na Copa do Mundo de 2026.
Bajraktarevic, um velho conhecido
Foto: STU FORSTER / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP
O capitão da equipe, Tim Ream, espera uma Bósnia "forte e física", uma seleção que "não está aqui por acaso".
"Precisaremos movimentar a bola rapidamente e tentar desestabilizar a defesa deles", disse o defensor na segunda-feira, durante uma coletiva de imprensa na concentração da seleção americana em Irvine, perto de Los Angeles.
"Independentemente da situação, seja na fase de grupos ou no mata-mata, sempre colocamos muita pressão sobre nós mesmos. Isso não muda. Se continuarmos fazendo o que temos feito, estaremos na melhor posição possível para nos classificarmos", acrescentou ele, ciente de que sua equipe tem causado uma boa impressão com seu estilo de jogo ofensivo e bem organizado.
Os americanos enfrentarão um rosto conhecido: o ponta Esmir Bajraktarevic, de 21 anos, jogador do PSV Eindhoven. Nascido em Wisconsin, ele passou pelas categorias de base da seleção dos EUA e chegou a atuar pela equipe principal em 2024, antes de decidir representar a nação balcânica.
Com conteúdo da AFP*