Blatter tece elogios a Infantino e classifica eleição como alívio

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Blatter acredita que votos das federações africanas fizeram a diferença (Foto:Valeriano Di Domenico/AFP)
Blatter acredita que votos das federações africanas fizeram a diferença (Foto:Valeriano Di Domenico/AFP)

Blatter acredita que votos das federações africanas fizeram a diferença (Foto:Valeriano Di Domenico/AFP)

Destituído da presidência da Fifa de forma oficial após 18 anos, Joseph Blatter falou neste sábado à Associated Press em sua casa, em Zurique, para comentar sobre o pleito. Sem surpresas com relação ao resultado, o suíço se mostrou otimista com a governança de Gianni Infantino e admitiu que sua sucessão foi um alívio pessoal.

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Mandatário da principal entidade do futebol mundial desde 1998, Blatter vê agora o ex-secretário-geral da Uefa iniciar sua trilha na Fifa com os mesmos 45 anos com que o suíço começou a trabalhar na entidade na década de 1970. Na hora do pleito, ele admitiu que estava em sua casa, em Valais, na Suíça, bebendo vinho ao lado de sua filha Corinne.

“É um alívio, eu tinha essa carga sobre mim. Ontem foi mesmo um dia de boas-vindas, após as 18h (horário local), quando tivemos um novo presidente eleito. É uma repetição da história, mas é importante ter uma mudança na Fifa”, declarou, elogiando o nono presidente europeu na história da Fifa – a única exceção foi o brasileiro João Havelange, que governou entre 1975 e 1998.

“Ele é um homem jovem, poderoso, tem uma grande quantidade de energia e tenho certeza que vai fazer o trabalho certo. Eu não fiquei surpreso com o resultado, quando eu o conheci no dia anterior e vi que não havia mais os pacotes pelas federações”, referindo-se aos votos em bloco. “Os votos do bloco africano é que fizeram toda a diferença”, apostou Blatter.

Apesar lançar a candidatura à sombra da suspensão de Michel Platini, Gianni Infantino conseguiu angariar votos e expandir seu programa de forma suficiente para faturar o pleito logo no segundo turno.

Depois de levar a melhor na primeira parcial, com 88 votos contra 85 do xeque Salman bin Ebrahim al-Khalifa, do Bahrein, o suíço-italiano venceu a segunda parcial ao ultrapassar os 104 votos – que significava a maioria absoluta do quórum.

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