Sabalenka diz estar “triste” com repercussão negativa da Batalha dos Sexos

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Foto por WILLIAM WEST / AFP

A número 1 do mundo Aryna Sabalenka perdeu por 6-3 e 6-3 para o australiano Nick Kyrgios em Dubai, no fim de dezembro, em um evento amplamente divulgado como Batalha dos Sexos. Críticos questionaram o objetivo da partida, organizada pela agência que gerencia ambos os jogadores, além da audiência e do dinheiro gerado.

“O que me deixa triste é que algumas pessoas entenderam errado a ideia do evento”, disse Aryna Sabalenka, falando no Brisbane International, torneio que abre a temporada.

Ela acrescentou: “Foi divertido. Foi um grande desafio. Acho que trouxemos muita atenção para o tênis. “Não era sobre provar nada para ninguém. “Era para mostrar que o tênis pode ser realmente enorme e que podemos atrair muita atenção para uma partida-exibição, algo que normalmente nunca acontece, e nós provamos isso. Era só isso.”

No sábado, a número 2 do mundo, Iga Swiatek, disse que o tênis feminino não precisa de uma partida assim “porque sinto que o tênis feminino se sustenta sozinho agora”.

A escolha de Kyrgios — que admitiu ter agredido uma ex-namorada em 2021 e já precisou se distanciar de comentários misóginos no passado — para representar os homens também gerou debate.

O confronto de 28 de dezembro, com regras modificadas para equilibrar diferenças físicas entre os dois jogadores, pouco lembrou o duelo histórico de 1973 entre Billie Jean King e Bobby Riggs.

Naquela época, havia muito mais em jogo: o nascente circuito profissional feminino, criado por King, lutava por maior legitimidade e premiação. King, uma das maiores jogadoras da história, então no auge, venceu Riggs, de 55 anos, em três sets.

* Com informações da AFP.

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