Nova proposta da FIFA limita partidas nacionais em território estrangeiro

Imagem ilustrativa para a matéria
Foto por ALEX WONG / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

Um novo protocolo da FIFA elevou significativamente o rigor dos critérios para aprovação de partidas de ligas nacionais em países estrangeiros.

A proposta limita a realização dos "jogos internacionais" para apenas um jogo por temporada e traz regulamentações mais claras para controlar a questão controversa. Além disso, entende-se que cada país anfitrião poderá sediar até cinco partidas de outra liga por temporada.

Duas das principais ligas do mundo, a La Liga e Serie A, tiveram suas partidas canceladas após polêmicas envolvendo a FIFA e a UEFA, além de objeções das autoridades locais. O confronto espanhol Villarreal x Barcelona e o duelo italiano Milan x Como aconteceriam em Miami e Perth, respectivamente. A promotora americana da La Liga, Relevent Sports, também desistiu dos jogos.

O novo protocolo também define que qualquer pedido de transferência de um jogo competitivo para um território estrangeiro só seria considerado caso obtivesse a aprovação de todas as partes envolvidas. Apesar disso, a FIFA ainda teria direito de veto.

Antes de ser encaminhada à federação, o pedido teria que ser aceito pela associação nacional dos clubes envolvidos, sua confederação e a federação de futebol do país que planeja sediar a partida. Dessa forma, a liga nacional não seria consultada caso os times insistissem em realizar um jogo no exterior contra a sua vontade.

Fontes do The Guardian indicam que a Fifa pode bloquear pedidos se tiver preocupações com o bem-estar dos jogadores em relação à carga de trabalho e viagens excessivas.

Veja também:
Todas as notícias da Gazeta Esportiva
Canal da Gazeta Esportiva no YouTube
Siga a Gazeta Esportiva no Instagram
Participe do canal da Gazeta Esportiva no WhatsApp

As demandas da FIFA incluem a exigência de que a receita proveniente de jogos nacionais em solo estrangeiro seja redistribuída por todo o esporte, além da garantia da comprovação de que o campeonato nacional em questão não será afetado. Também será solicitado a garantia da existência de planos ou compensação para que os torcedores dos clubes possam comparecer às partidas.

Segundo o regulamento vigente, elaborado em 2014, a FIFA só pode bloquear o que seu código denomina "partida internacional" caso os procedimentos corretos não sejam seguidos.

Ainda não há previsão de data para a próxima reunião do grupo de trabalho da federação, onde se espera que sejam analisadas as opiniões das partes interessadas. Mesmo assim, a FIFA planeja ter o protocolo em vigor a partir da próxima temporada.

Apesar do rigor das medidas, o intenso debate pode não terminar entre os clubes e os grupos de torcedores. Mesmo que o plano de transferência dos jogos nacionais ano passado tenha causado indignação generalizada, ligas como La Liga e Serie A estão determinadas a tentar novamente. A Premier League, por sua vez, insiste que não fará transferência de jogos, ainda que haja uma suspeita generalizada de que alguns proprietários americanos tenham interesse de realizar jogos do campeonato nos Estados Unidos.

A UEFA aprovou as partidas, embora tenha manifestado sua relutância e caracterizado a estrutura da FIFA como "não suficientemente clara e detalhada".

O desejo de proteger a Major League Soccer e a US Soccer é crucial para o pensamento da FIFA, pois o mercado americano seria o principal alvo dos clubes se eles tivessem permissão para transferir jogos da liga para o exterior.

 

Conteúdo Patrocinado