Marin ressalta dificuldades em pagar fiança e clama por novo prazo

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Marin pede adiamento de cobrança para angariar fundos e pagar fiança (Foto:Fernando Dantas/Gazeta Press)
Marin pede adiamento de cobrança para angariar fundos e pagar fiança (Foto:Fernando Dantas/Gazeta Press)

Marin pede adiamento de cobrança para angariar fundos e pagar fiança (Foto:Fernando Dantas/Gazeta Press)

Em solo norte-americano desde o início de novembro, José Maria Marin ainda não conseguiu honrar com o acordo feito junto à Justiça para garantir a prisão domiciliar. Nesta terça-feira, o ex-presidente da CBF enviou um novo ofício ao tribunal, por meio de seu advogado, tentando a segunda prorrogação do prazo para o depósito.

Após ficar preso em Zurique pouco mais de cinco meses sob acusação de receber propina de empresas de marketing para facilitar a venda de direitos de transmissão em edições da Copa América e da Copa do Brasil, Marin, o último dos sete dirigentes a ser extraditado, acordou fiança de 15 milhões de dólares (cerca de R$ 57 mi), devendo pagar cerca de R$ 3,8 mi até esta terça.

Com dificuldades para levantar a verba e cumprir o acordo, que também precede de 2 milhões de dólares (cerca de R$ 7 milhões) em garantias de bancos e do confisco de seu apartamento na Quinta Avenida, o brasileiro de 83 anos pediu para que o advogado Charles Stillman fosse à Justiça para conseguir anuência em relação à prorrogação do prazo.

De acordo com o juiz Raymond Dearie, Marin já descumpriu dois prazos para o pagamento do acordo. O primeiro, em 6 de novembro, foi adiado para o final do mês. No entanto, a data do dia 27 também não ajudou o brasileiro, que conseguiu nova prorrogação para esta terça, dia 1 de dezembro. Agora, os planos da defesa de Marin é que a quantia inicial seja paga até sexta.

“Escrevo para reportar o status do pagamento da fiança do meu cliente José Maria Marin. Nós esperávamos entregar o valor de US$ 1 milhão hoje (terça-feira), mas enfrentamos algumas dificuldades. De toda forma, um cheque no valor de US$ 769 mil será preenchido amanhã (quarta). Permaneço esperançoso de que será feito (o pagamento) até 4 de dezembro”, relatou o advogado.

Luxuoso apartamento de Marin na Quinta Avenida pode ficar sob posse da Justiça (Foto:Divulgação)

Luxuoso apartamento de Marin na Quinta Avenida pode ficar sob posse da Justiça (Foto:Divulgação)

Após se isentar das acusações que lhe foram imputadas, Marin segue em seu apartamento em Nova York monitorado pelo uso de uma tornozeleira eletrônica e pela presença de seguranças particulares. Enquanto isso, nos bastidores, tenta articular alianças para garantir o pagamento do acordo que o possibilitará aguardar o julgamento, que ainda não tem data marcada, em liberdade.

“Uma carta de crédito foi obtida com um banco brasileiro e estamos trabalhando para garantir a finalização do pagamento. Peço que as ordens relacionadas à fiança sejam modificadas, refletindo esta carta. Por favor, se assegure que estamos fazendo todo o esforço para arcar com as obrigações da fiança”, argumentou Stillman.

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