Técnico, novamente, foi o mais xingado no Palestra Itália neste domingo (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)
Marcelo Oliveira foi o mais xingado entre os profissionais do Palmeiras que estiveram no Palestra Itália neste domingo e, ao perder da Ferroviária, alcançou sua 17ª derrota em 50 jogos pelo clube (tem ainda 22 vitórias e 11 empates, com aproveitamento de 51,3%). Assustado ao saber dos números, o técnico não sabe explicar a inconstância do time.
“Tem sido assim, mas não dá para ficar torturando com as derrotas e pensar no percentual”, limitou-se a dizer, chegando a dizer que a Ferroviária estava melhor fisicamente porque poupou titulares na derrota para o Ituano na quinta-feira, mesmo dia em que o Verdão goleou o XV de Piracicaba.
“Eles pouparam jogadores para enfrentar o Palmeiras, o que pode fazer uma pequena diferença. Sem dar desculpas, mas, no segundo tempo, ficamos mais presos, tivemos um jogo difícil na quinta. Não treinamos”, argumentou, elogiando o adversário ao mesmo tempo em que admite os erros da equipe.
“Relaxamos na marcação, erro nosso, e mérito do adversário, que estava muito organizado. É um time bem encaixado e levamos um gol que poderia ter sido evitado, quando eles já estavam esperando o jogo acabar. Estávamos em nosso campo, sem encurtar o homem da bola. Esta foi a cobrança”, analisou.
“Foi a vitória de um time que, ao longo de todo o jogo, foi melhor do que o Palmeiras, marcou mais, saiu jogando com mais facilidade. Conhecíamos como eles saíam jogando e jogamos 15 minutos muito bem, apertando, às vezes até arriscando, neutralizando a saída e tendo até algumas chances. Era tudo bem planejado e, na prática, não conseguimos fazer”, lamentou Marcelo Oliveira.