O Governo do Estado do Rio de Janeiro aplicou uma multa de R$ 401,2 mil ao Consórcio Fla-Flu, responsável pela administração do Maracanã. A penalidade corresponde a 2% do valor anual da outorga do estádio e foi baseada em avaliações de desempenho realizadas ao longo de 2025.
Segundo informações do processo administrativo, a cobrança está relacionada a apontamentos feitos pelo verificador independente do contrato de concessão e por relatórios da Comissão de Fiscalização do Maracanã. Entre os problemas destacados estão falhas na gestão documental, planejamento de manutenção e na comprovação da execução de serviços previstos em contrato.
Após a aplicação da multa, por sua vez, a concessionária apresentou recurso administrativo. Com isso, a penalidade está suspensa até a conclusão da análise por parte da assessoria jurídica do Governo do Estado. Além disso, em nota, a administração estadual informou que ainda não há decisão definitiva sobre o caso.
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Os relatórios também apontam a continuidade de falhas operacionais, incluindo dificuldades no fornecimento de documentos e informações exigidas pela fiscalização. A comissão responsável pela supervisão do contrato afirmou ter identificado problemas relacionados ao planejamento e à execução de atividades de manutenção do estádio.
Além disso, o histórico da concessão registra advertências anteriores. Em 2025, a fiscalização já havia alertado formalmente o consórcio sobre condições de limpeza consideradas inadequadas para a realização de partidas. Na ocasião, o órgão informou que, em caso de reincidência, poderiam ser aplicadas as sanções previstas em contrato, incluindo multas.
Mais recentemente, neste ano, a fiscalização também enviou notificações relacionadas à manutenção de áreas do estádio, incluindo os assentos da Tribuna de Honra, que passarão por intervenções visando futuras competições internacionais.
Por fim, o contrato de concessão prevê advertências para infrações leves, além de multas e outras sanções administrativas em casos de reincidência ou de irregularidades consideradas mais graves.