Galvão Bueno faz 76 anos; relembre passagem pela TV Gazeta

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Gazeta Press/Acervo

Galvão Bueno completa 76 anos nesta terça-feira com uma trajetória que o transformou em uma das vozes mais reconhecidas da história da comunicação brasileira. Em 1974, após trabalhar em uma fábrica de materiais plásticos, iniciou a carreira na Rádio Gazeta AM 890, dando os primeiros passos em uma jornada que atravessaria gerações.

Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, o narrador acompanhou alguns dos momentos mais marcantes do esporte nacional e se tornou símbolo das transmissões esportivas no país.

Os primeiros passos na comunicação

Em sua autobiografia, Galvão Bueno comentou sobre sua chegada a Gazeta. Ainda atendendo como Carlos Eduardo, Galvão trabalhava vendendo embalagens plásticas. Fã da Gazeta, foi seu sócio Milton que inscreveu Galvão em um concurso para comentarista esportivo, em 1974.

"Um belo dia Milton chegou da rua e me disse que a Gazeta estava procurando um 'comentarista eclético' e havia aberto um concurso.", escreveu no livro Fala, Galvão!.

O jovem de 24 anos, casado e com filhos para criar, achou loucura a atitude do sócio, mas topou participar. Galvão comentou que após ser selecionado para a vaga, um dos operadores de câmera foi quem teve a ideia mudar a identidade do jovem "Carlos Eduardo", que virou "Galvão Bueno".

"Foi quando um dos operadores de câmera da TV Gazeta, irmão de Milton Peruzzi, diretor e principal narrador da casa, disse que meu sobrenome era muito bom: 'Galvão Bueno'. Naquele momento, em março de 1974, no edifício Cásper Líbero na Avenida Paulista, eu deixei de ser Carlos Eduardo. Já saí do estúdio com o nome de Galvão Bueno", completou.

A entrada de Galvão no Rádio Gazeta abriu caminho para sua chegada à TV Gazeta, onde participou do tradicional programa Mesa Redonda e integrou a cobertura da Copa do Mundo de 1974. O início na emissora foi fundamental para a formação de um profissional que, anos depois, se tornaria referência nacional nas transmissões esportivas.

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Atualmente, a tradição da antiga Rádio Gazeta AM segue viva no ambiente digital por meio da Rádio Gazeta Online. Grandes narrações de Galvão podem ser encontradas no meio digital.

Depois do início na Gazeta, Galvão passou por algumas das principais empresas de comunicação do país. Ao longo da carreira, trabalhou em emissoras como Bandeirantes, Globo, SBT e N Sports, participando da cobertura de Jogos Olímpicos, Fórmula 1, Copas do Mundo e competições nacionais e internacionais.

Seu nome ficou associado a momentos históricos do esporte brasileiro, desde títulos mundiais até conquistas memoráveis em diferentes modalidades. Galvão também era a voz das corridas de Ayrton Senna nos domingos de manhã, além de ser amigo pessoal do piloto.

A voz das Copas do Mundo

Ao longo da carreira, Galvão construiu uma relação especial com a Seleção Brasileira. Foram 58 partidas do Brasil narradas por ele em Copas do Mundo, com um retrospecto de 39 vitórias, nove empates e dez derrotas.

Durante essas transmissões, a Seleção marcou 104 gols, muitos deles acompanhados pelos bordões que marcaram época na televisão brasileira. "Haja coração", "Bem, amigos" e o famoso "É do Brasil" são algumas das falas que consagraram Galvão Bueno como uma lenda da comunicação nacional.

Um legado que atravessa gerações

Mais do que narrar partidas, Galvão Bueno ajudou a construir a memória esportiva de milhões de brasileiros. Seus bordões, emoções e estilo característico transformaram transmissões em momentos inesquecíveis para diferentes gerações de torcedores.

Aos 76 anos, o narrador segue como uma das figuras mais importantes da história da comunicação esportiva nacional, com um legado que se mistura à própria história das Copas do Mundo e do esporte brasileiro.

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