COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

A Fifa fez questão de utilizar suas redes sociais para exaltar que a Copa do Mundo do Catar começa em exatamente quatro anos. O início da competição foi marcado para 21 de novembro de 2022 em função das condições climáticas – a ideia é evitar as altas temperaturas no país em junho e julho, meses em que o torneio tradicionalmente é realizado.

“A Copa do Mundo da Fifa 2022 terá o seu pontapé inicial em exatos 4 anos. Já estamos contando os dias”, descreveu a entidade máxima do futebol.

No meio do ano, as temperaturas no Catar podem chegar próximas a 50 graus. Com o início em novembro, a final da competição está marcada para 18 de dezembro, curiosamente uma semana antes do Natal.

 

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The 2022 FIFA #WorldCup Qatar kicks off in exactly four years time! We’re counting down the days already 😬

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Pedro Sánchez (esq.) e Saadeddine (dir.) se reuniram nesta segunda (Foto: FADEL SENNA / AFP)

Nesta segunda-feira, Pedro Sánchez, presidente da Espanha, propôs que seja firmado um acordo para o país, junto de Marrocos e Portugal, apresentar uma candidatura visando sediar a Copa do Mundo de 2030, que, até o momento, tem Argentina, Paraguai e Uruguai como única iniciativa oficializada.

O mandatário máximo espanhol mostrou a ideia em uma reunião que teve com Saadeddine Othmani, primeiro-ministro do Marrocos, realizada em Rabat, capital do país africano. Na viagem, Pedro Sánchez ainda se encontrará com o rei local Mohammed VI.

O presidente espanhol não citou a proposta em entrevista coletiva após a reunião, mas, de acordo com o El País, jornal que acompanha a visita de Sánchez, fontes ligadas ao chefe de Estado confirmaram que o projeto foi colocado em discussão.

O Marrocos, contudo, já havia se apresentado como possível candidato e, inclusive, teve o apoio da Federação de Futebol do Norte Africano, para formar uma iniciativa com Argélia e Tunísia.



2018 se aproxima do fim, mas para os croatas esse ano será eterno para o futebol do país, com a conquista do vice-campeonato Mundial na Rússia. Para Ivan Rakitic não é diferente. O camisa 7 da seleção revelou em uma entrevista para o jornal inglês The Guardian que fez uma promessa para a esposa, Raquel, que só voltaria para casa dia 15 de julho e com festa, e cumpriu.

Rakitic era o último batedor de pênalti da Croácia (Foto: Odd ANDERSEN / AFP)

O jogador marcou os pênaltis decisivos para os avanços diante da Dinamarca e da Rússia e contou que apesar de não transparecer, na verdade o sentimento era de muito nervosismo. “Se eu lhe dissesse que estava tão calmo quanto estaria sofrendo qualquer penalidade, estaria mentindo. Mas pensava, que somos um país pequeno, mas há croatas na Austrália, América do Sul, África, no outro lado do mundo, e você pensa: ‘Eu posso fazer história com meus irmãos’. Mas, na maioria das vezes, você pensa em “nada”: conversas com minha esposa, FaceTime com minhas filhas, coisas cotidianas”.

Na semifinal, contra a Inglaterra embalada pela torcida e a artilharia de Harry Kane, o time croata saiu atrás na prorrogação e, ainda assim, conseguiu reverter o placar para carimbar o passaporte para a final da Copa. Ao som de “Football’s coming home”, música que fala que o futebol (título mundial) está voltando para casa (Inglaterra), os ingleses pareciam ter certeza do sucesso de sua seleção, e Rakitic falou sobre o pensamento da equipe quanto a esse sentimento.

“Bem, todos nós vimos o ‘Football’s Coming Home’. Não fiquei ofendido. É algo positivo que você criou em torno da equipe que não foi feito para ofender, embora tenhamos pensado: ‘Sim, mas você ainda tem que jogar conosco’. Eu entendo que um país – o país do futebol – tinha esse desejo, e a Inglaterra chegou perto. Foi um bom marketing, e tentamos algo parecido com nossa hashtag #family, mas pensamos: “Agora, mais do que nunca, queremos que esteja voltando para nossa casa”, disse o meia do Barcelona,

Quando perguntado sobre o que sentiu na hora do hino croata antes da grande final contra a França, Rakitik disse: “Você sente um orgulho tão forte que se o Super-Homem voasse para baixo, ele não poderia arrastá-lo para longe; ele não poderia lhe mover, tão poderoso é o desejo, a vontade. É incrível. Você experimenta emoções que nunca esquecerá. É único. Eu tenho a sorte de ter ganho a Liga dos Campeões, mas, com todo respeito, até mesmo isso não chega perto. Você pensa: ‘Ok, pare tudo, vamos jogar”.

Sobre o jogo, onde a Croácia surpreendeu, mas ainda assim levou quatro gols, com um sendo de pênalti descutível, que até hoje assombra Rakitic. “Não fale comigo sobre o VAR; Eu sonhei com isso por mil noites ”, disse o meia, que ainda completou falando sobre como a Croácia foi superior na final. “Esse foi talvez o nosso melhor jogo. Durante uma hora fomos melhores que eles, muito superiores. Você pode vê nos rostos de seus oponentes algumas vezes e podemos ver que a França não sabia como nos impedir, como nos controlar, como sair, atacar. Eles estavam desconfortáveis. Mas, por tudo isso, o deus do futebol, naquele momento. Naquela final, o deus do futebol era francês. O primeiro gol vem de uma falta que não existiu e o VAR poderia ter intervindo porque Pogba estava impedido. E depois o VAR não acertou na penalidade, mas se ele não tivesse dado, não haveria muitas reclamações. Se houver uma penalidade, eu vejo uma vez e eu sei; Eu não preciso ver 10 vezes. Qualquer coisa que melhore o futebol é bem-vinda, mas com o jogo VAR parado, o futebol perde algo . Você marca e não pode comemorar, você espera para ver se o dedo do árbitro está em seu ouvido ou ele está”



Depois de ser condecorado com uma medalha pela presidente da Croácia, Kolinda Grabar-Kitarovic, na última terça-feira, junto com todo o elenco vice-campeão do mundo, Luka Modric foi às redes sociais para agradecer a homenagem. Por meio de sua conta oficial no Instagram, o camisa 10 e capitão croata exaltou mais uma conquista para o grupo e a honra da condecoração.

“Foi uma grande honra receber a medalha ‘Ordem de Duque Branimir’ da presidente da Croácia, Kolinda Grabar-Kitarovic, referente aos nossos objetivos conquistados durante a Copa do Mundo da Rússia 2018. Muito obrigado”, escreveu Modric.

Veja também: Presidente da Croácia condecora elenco vice-campeão do mundo

Na última teça-feira, em meio a preparação para os compromissos contra Inglaterra e Espanha pela Liga das Nações, toda a delegação presente na competição em solo russo foi condecorada no Palácio Presidencial. Jogadores, o técnico Zlatko Dalic e o presidente da federação de futebol local foram todos homenageados pela chefe de estado, tema de uma reportagem produzida pela Gazeta Esportiva em setembro.

Enquanto Dalic e o presidente da Federação Croata, Davon Suker, foram condecorados com a Ordem do Duque Trpimir, quinta mais importante medalha dada a pessoas que contribuíram com a independência, integridade e reputação internacional da República da Croácia, da construção da Croácia e do desenvolvimento das relações entre a Croácia e outros países, os jogadores foram homenageados com a Ordem do Duque Branimir, a sexta mais importante medalha concedida pelo país.

Dentro das quatro linhas, a Croácia precisa desempenhar um nível de futebol semelhante ao que levou Modric e os demais atletas ao vice-campeonato. Isso porque os comandados de Zlatko Dalic possuem apenas um ponto conquistado na Liga das Nações e apenas duas vitórias contra Espanha e Inglaterra classificam a seleção para a fase de playoffs.



A presidente da Croácia, Kolinda Grabar-Kitarovic, condecorou nesta terça-feira, no Palácio Presidencial, o elenco que se sagrou vice-campeão do mundo neste ano, na Rússia. Antes da seleção croata encarar a Inglaterra e a Espanha pela Liga das Nações, os jogadores, técnico e presidente da federação de futebol do país foram homenageados pela chefe de Estado.

Famosa por conta de sua torcida fervorosa pela seleção croata e também pelas quebras de protocolo exercidas durante a Copa do Mundo, Kolinda Grabar-Kitarovic foi tema de uma reportagem especial produzida pela Gazeta Esportiva no mês de setembro, quando ela recebeu nossa equipe de reportagem para uma entrevista.

O técnico da seleção croata, Zlatko Dalic, e o presidente da Federação Croata de Futebol, Davor Suker, foram condecorados com a Ordem do Duque Trpimir, quinta mais importante medalha dada a pessoas que contribuíram com a independência, integridade e reputação internacional da República da Croácia, da construção da Croácia e do desenvolvimento das relações entre a Croácia e outros países.

“Somos todos seus fãs e vocês conquistaram os corações de todo o mundo, se estabelecendo entre os melhores jogadores de futebol. Muito obrigado pelas conquistas históricas, mas, acima de tudo, por terem devolvido o sorriso à Croácia. Vocês não desistiram nem um minuto e confirmaram que a Croácia é uma força do futebol mundial”, disse a presidente da Croácia, Kolinda Grabar-Kitarovic, na cerimônia que contou também com a presença de crianças de orfanatos croatas.

Já os jogadores que participaram da melhor campanha da seleção croata em Copas do Mundo de todos os tempos foram condecorados com a Ordem do Duque Branimir, a sexta mais importante medalha concedida pelo país.

“Obrigado por terem demonstrado suas qualidades pessoais e profissionais como modelo e inspiração para as nossas crianças e jovens. Queremos que todos tenham as mesmas oportunidades para serem bem-sucedidos. Que essa conquista se traduza em desenvolvimento, deixe nossa amada Croácia viver, cujo nome glorioso foi mostrado para o mundo inteiro”, concluiu a presidente croata.



Nesta quarta-feira, o presidente da Fifa, Gianni Infantino concedeu entrevista coletiva na qual tratou de alguns assuntos importantes. Entre eles, a ampliação no número de seleções participantes na Copa do Mundo, passando de 32 para 48. De acordo com o mandatário, a chance de isso acontecer já no Catar em 2022 são poucas.

“Não mudei de opinião. Acho que aumentar para 48 o número de equipes na Copa do Mundo é algo bom para o futebol. Por isso fizemos para o Mundial de 2026. Se podemos fazê-lo já para 2022? É um desafio difícil. Quais são as chances? Certamente pequenas, mas que mal existe em falar sobre isso? Devemos tomar uma decisão em março”, explicou.

Gianni Infantino quer se reeleger presidente da Fifa (Foto: Mohd Rasfan/AFP)

Além disso, Infantino também falou sobre acusações feitas pelo Football Leaks (uma série de documentos publicados por um grupo de jornalistas e veículos de comunicação) em relação a seu papel tanto na Fifa quanto na Uefa. Ele voltou a se defender, repetindo que não fez “nada de ilegal ou contrário” ao código de ética das entidades.

Segundo as informações, a Uefa e seus dois mandatários na época, Platini e Infantino, teriam “com conhecimento de causa ajudado os clubes PSG e Manchester City a esconder suas próprias irregularidades por motivos políticos”.

“O fato de se ter um filho de imigrantes italianos na presidência da Fifa parece não agradar a todo mundo. O regulamento do fair-play financeiro prevê a possibilidade de negociações e de acordos com os clubes. E quem está encarregado de negociar e conversar? A administração”, isto é, o próprio Infantino, que chamou as acusações de “inexatas”.

Estas revelações vem à tona oito meses antes da eleição para presidente da Fifa, quando Infantino tentará a reeleição. Ele se disse confiante, mas não obcecado. “Eu estou muito satisfeito com o que conseguimos fazer. Eu quero ser reeleito se as pessoas acharem que fiz um bom trabalho, não porque eu fechei acordos com esse ou com aquele”, concluiu.



Segundo divulgado pelos ministros da Grécia e Bulgária, os dois países mais Romênia e Sérvia debatem candidatura conjunta para Copa do Mundo de 2030 (Foto: François-Xavier Marit/AFP)

Mal a Copa do Mundo da Rússia acabou e países já discutem as candidaturas das próximas sedes, lembrando que a de 2022 será no Catar e a seguinte, em 2026, será em três países da América do Norte (Estados Unidos, Canadá e México). Segundo informações divulgadas pela AFP nesta sexta-feira, Grécia, Bulgária, Romênia e Sérvia debatem a possibilidade de apresentarem uma candidatura conjunta para organizar a Copa do Mundo de 2030.

O primeiro ministro da Bulgária, Boïko Borissov, falou com a imprensa. “Falamos da ideia de Alexis Tsipras (ministro da Grécia), dos quatro países apresentarem uma candidatura para a Copa do Mundo de futebol de 2030, assim como outros eventos esportivos”, declarou.

O primeiro ministro búlgaro falou após um encontro regional em Varna, ao lado de seus homólogos na Grécia e Romênia e do presidente sérvio. Tsipras explicou que o projeto enviaria “uma mensagem estratégica; conversar entre nossos quatro países de uma candidatura comum para um grande evento esportivo nos próximos dez anos para que os Balcãs deixem de ser considerados uma região de tensão, mas sim de cooperação e amizade”.

Reino Unido e Irlanda também pretendem apresentar uma candidatura conjunta. Já Argentina, Paraguai e Uruguai anunciaram em abril que tentarão sediar a edição da competição juntos.



Jorge Sampaoli falou sobre queda, Messi e críticas (Foto: Juan Mabromata/AFP)

Bicampeã, a seleção da Argentina era, mais uma vez, uma das favoritas ao título da Copa do Mundo da Rússia. No entanto, após uma campanha com empate na estreia contra a Islândia, uma vitória e duas derrotas (Croácia e França), os hermanos caíram nas oitavas e voltaram para casa mais cedo. Quase cem dias após o fato, o técnico Jorge Sampaoli, que agora não está mais à frente da Albiceleste e considerado um dos grandes culpados pelo mau desempenho, deu sua primeira declaração.

“Na Argentina, tem muita loucura: se você não ganha, é considerado um perdedor. Foi um ano em um lugar (a seleção) de muita tempestade, exigência, obrigação, imediatismo, onde nós e o jogadores estávamos obrigados somente a ganhar. Foi difícil tornar essa melodia harmônica, mas estávamos muito envolvidos”, disse em entrevista ao jornal espanhol Marca.

O fardo que esse grupo tinha era muito pesado, fomos empurrados a um caminho de obrigação onde era difícil fazer surgir o talento.

Para ele, o fardo diz respeito a uma expectativa muito alta, a de ser campeão do mundo, algo que não acontece desde 1986 com Maradona (que, inclusive, foi um dos que reclamou do treinador). O ex-comandante da seleção também falou sobre a maior estrela do time, Lionel Messi, e garantiu: “o melhor jogador do mundo” estava muito comprometido.

“Foi incrível (treinar Messi), principalmente por vê-lo tão comprometido, sofrendo muito quando não se ganhava. O melhor jogador da história estava muito comprometido. Ter o melhor do mundo na sua equipe te obriga a uma exigência máxima. No resto, devemos estar à sua altura. No entanto, às vezes conseguimos, às vezes não. Estávamos todos os dias nessa luta. Ter Leo te obriga a não ter margem de erro na hora de ganhar”, finalizou.

No dia da final da Copa do Mundo, em 15 de julho, a Associação de Futebol Argentino (AFA) divulgou a saída de Sampaoli do comando técnico da seleção após o fiasco na competição. Os próximos compromissos da Argentina serão na quinta-feira (11), contra o Iraque, e dia 16 contra o Brasil, sob comando de Scaloni.



Goleiro e destaque da Inglaterra na última Copa do Mundo, Jordan Pickford renovou o contrato com o Everton, nesta quarta-feira. O novo vínculo vai até junho de 2024. Assim, o jogador ainda tem pelo menos mais cinco temporadas completas pelo clube de Liverpool.

Após a assinatura do contrato, o atleta comemorou o acerto. “A oportunidade de ser o goleiro da seleção inglesa veio quando estava atuando pelo Everton e apresentando boas atuações a cada semana. Quando cheguei, sabia que seria o passo certo na minha carreira”, afirmou o arqueiro à TV oficial do clube.

Veja também: Técnico do Campeonato Inglês será punido após elogiar o árbitro

Pickford defendeu o English Team no Mundial da Rússia. Sob o comando de Gareth Southgate foi fundamental para a equipe chegar à semifinal da competição, caindo para a Croácia na semifinal. Na parida contra a Suécia, nas quartas de final, foi eleito o cara da partida.

Com 24 anos, o jogador chegou aos Toffees depois de se destacar no Sunderland. Pelo Everton, fez 52 jogos oficiais e é um dos nomes do time, ao lado do brasileiro Richarlison.

 



Há exatos 20 anos, a Croácia se sagrava terceira colocada da Copa do Mundo de 1998, na França, ao vencer a Holanda pela medalha de bronze. Mal sabiam os jogadores da seleção quadriculada que em 2018 o feito no principal torneio de futebol do planeta seria ainda maior. Surpreendendo a todos, Luka Modric e companhia chegaram à grande decisão do Mundial na Rússia e, mesmo perdendo o título para a França, marcaram seus respectivos nomes na história do esporte croata.

Mas, para entrar em campo no dia 13 de julho, no estádio Luzhniki, em Moscou, a seleção teve de tomar algumas decisões ousadas antes do início do Mundial. As escolhas foram feitas, boa parte delas sob o veredicto de Davor Suker, presidente da Federação Croata de Futebol, que optou por demitir o antigo treinador, Ante Cacic, antes do confronto direto com a Ucrânia, válido pela última rodada das Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo e que decidiria quem iria para a repescagem.

“Há que ter sorte, prudência e qualidade, porque não é fácil mudar o treinador nos últimos jogos. Não foi fácil, foi uma das piores noites da minha vida, mas isso é futebol. Poderíamos ter escolhido mal, mas escolhemos bem. Prolongamos o contrato dele [Zlatko Dalic], aumentamos o salário dele, então creio que estão todos muito felizes”, afirmou Davor Suker.

De todos os 23 jogadores que participaram da campanha croata na Copa do Mundo de 2018, apenas um atua em seu país de origem. Trata-se de Dominik Livakovic, terceiro goleiro da seleção comandada por Zlatko Dalic na Rússia. Atualmente, o guarda redes defende o Dinamo Zagreb, principal clube da Croácia e famoso por ser o principal exportador de talentos para as grandes ligas da Europa.

“Depois de cada jogo, todos ficavam juntos. Acho que é por isso que conseguimos criar uma ótima atmosfera, um ótimo ambiente, para chegarmos tão longe no Mundial”, recordou o promissor goleiro de 23 anos.

Natural de Zadar, o goleiro foi vizinho de Sime Vrsaljko, outro campeão do mundo, jogou onde Luka Modric deu seus primeiros passos no futebol e hoje tem o privilégio de contar com a ajuda e conselhos de Subasic, titular na meta da seleção croata durante o Mundial e que é mais um atleta revelado na cidade do litoral croata.

Após o vice-campeonato, resultado considerado uma vitória para a maioria dos croatas, a seleção desembarcou em Zagreb com uma recepção apoteótica. Apesar da pouca experiência no futebol profissional, Livakovic estava ali no meio, participando do momento mais glorioso do futebol de seu país e, como ele mesmo aparentou, dificilmente esquecerá aquele fatídico 16 de julho de 2018.

“Me lembro especialmente quando aterrissamos em Zagreb. Fomos para o ônibus aberto e levamos oito horas para chegar até a praça principal da cidade, percurso que geralmente leva 30 minutos. Fiquei muito orgulhoso, porque as pessoas estavam chorando, deixamos todas elas felizes, tornamos a vida delas um pouco melhor”, comentou.

A campanha memorável, no entanto, também traz suas consequências. Agora, Livakovic e seus companheiros terão a grande responsabilidade de se manterem no topo pelos próximos anos. Em 2020, haverá Eurocopa, mas o jovem goleiro prefere deixar a pressão de lado.

“Não quero pensar nisso. As pessoas agora esperam grandes coisas, mas não será trágico se tivermos alguns resultados ruins com a seleção croata após a Copa do Mundo”, disse o arqueiro do Dinamo Zagreb, como se estivesse prevendo a goleada por 6 a 0 sofrida para a Espanha na Liga das Nações. “Muitos jogadores experientes continuarão na seleção croata, como Rakitic e Luka Modric. Eles darão tudo para vencerem a Eurocopa”.

Presidente croata quer aproveitar o bom momento da seleção para alavancar questões sociais (Foto: Marcelo Baseggio/Gazeta Press)

Surfando na onda da Copa

Assim como em 1998 a Croácia conseguiu um ótimo jeito de promover o então recente país, que tinha saído da guerra havia poucos anos, em 2018 a presidente Kolinda Grabar-Kitarovic almeja aproveitar o sucesso da seleção na Copa do Mundo para que o povo não perca a onda de otimismo que tomou conta de todo o território croata após o vice-campeonato na Rússia.

“O que espero agora, e é o que estou tentando fazer juntamente com o primeiro-ministro, é usar esse momento, que é tão significante. O otimismo, o sentimento de unidade, vai ajudar a lidarmos com os problemas econômicos e a melhorar todos os modos de vida para os cidadãos croatas, dar um impulso para o desenvolvimento de todo o país”, disse a presidente Kolinda.

A governante também aproveitou para fazer um apelo ao povo croata. Ciente dos números alarmantes em relação ao êxodo de habitantes para outros países não só da Europa, mas do mundo, Kolinda Grabar-Kitarovic quer que as pessoas nascidas no país balcânico tenham um maior senso de patriotismo e sigam por lá para contribuir na transformação de uma sociedade que tem de lidar com uma série de problemas, entre eles a falta de emprego.

“Quero que os jovens estudem em outros lugares, trabalhem em outros lugares, mas que voltem para a Croácia. Quero isso para meus próprios filhos e para todo o mundo na Croácia. Que possam aprender novas línguas, vivam novas experiências, mas que voltem para a Croácia e faça o país crescer, um país onde os croatas mereçam estar”, concluiu.