EUA se vingam do México no Clássico; República Dominicana e Venezuela avançam

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Foto por ALEX SLITZ / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

No jogo mais aguardado da primeira fase, os Estados Unidos derrotaram o México por 5 a 3 na segunda-feira e estão prestes a se classificar para o Clássico Mundial de Beisebol, vaga já garantida para República Dominicana, Venezuela e Porto Rico.

Os dois home runs de Jarren Durán contra a seleção de seu país não foram suficientes para impedir a vitória dos Estados Unidos no acirrado duelo em Houston.

A seleção americana, muito mais forte do que a que perdeu para o México na fase de grupos de 2023, marcou todas as suas cinco corridas em uma explosão ofensiva na terceira entrada.

O capitão Aaron Judge abriu o placar com um home run, o seu segundo no torneio, impulsionando outra corrida de Bryce Harper.

Os rebatedores da casa continuaram a intimidar o arremessador Jesús Cruz até que Roman Anthony acertou um home run ainda maior, de três corridas, impulsionando Kyle Schwarber e Cal Raleigh.

Do outro lado, o astro do arremesso Paul Skenes, atual vencedor do Prêmio Cy Young, manteve o México sob controle por quatro entradas, permitindo apenas uma rebatida e eliminando sete por strikeout.

Mas quando o craque do Pittsburgh Pirates encerrou sua participação, o México reagiu na sexta entrada com o primeiro home run de Durán.

A rebatida do californiano, que mais uma vez joga pelo país de seu pai, foi comemorada pelos 41.628 espectadores mais do que os home runs anteriores dos americanos.

A corrida do jogador do Boston Red Sox foi seguida por outra de Jonathan Aranda, após uma rebatida simples de Joey Meneses, o que gerou uma comemoração com gritos estrondosos de "Sim, nós podemos!".

México em apuros

O clima de reação se intensificou quando Durán rebateu seu segundo home run na oitava entrada, mas o relevista Garrett Whitlock neutralizou as últimas esperanças do México na última entrada.

"Estou orgulhoso deles; é raro uma derrota deixar uma sensação boa", disse o técnico mexicano Benji Gil.

"Muito respeito pelo México e pelo Benji", disse seu homólogo americano, Mark DeRosa. "Eles são uma verdadeira equipe. Foi um ótimo jogo, um ótimo ambiente e muito respeito."

A seleção dos EUA, que não vencia seus vizinhos neste torneio há 20 anos, agora tem um aproveitamento perfeito de três vitórias no Grupo B e praticamente garantiu sua vaga nas quartas de final.

O México, com um retrospecto de 2-1, precisa derrotar a Itália (2-0) na quarta-feira para avançar aos playoffs e manter vivas as esperanças de melhorar o terceiro lugar conquistado em 2023.

Tatis e Acuña Jr. brilham

Além dos Estados Unidos, a República Dominicana e a Venezuela também mantiveram suas invencibilidades no Grupo D.

Os dominicanos, com um grand slam de Fernando Tatis Jr., massacraram Israel por 10 a 1 em Miami, uma vitória que garantiu vaga nas quartas de final tanto para a equipe caribenha quanto para a Venezuela.

La Vinotinto derrotou a Nicarágua por 4 a 0 com uma atuação estelar de seu astro Ronald Acuña Jr., que conseguiu três rebatidas, um home run e duas corridas impulsionadas.

Venezuela e República Dominicana dividem a liderança do grupo com um retrospecto de 3-0 e não podem ser ultrapassadas por Israel (1-2), Holanda (1-2) ou Nicarágua (0-4).

Primeira vitória da Colômbia

No Grupo A, disputado em San Juan, Porto Rico foi a primeira equipe a garantir a classificação com uma vitória por 4 a 1 sobre Cuba.

A equipe porto-riquenha conquistou sua terceira vitória com uma rebatida dupla de Martín Maldonado, que impulsionou três corridas na segunda entrada.

Cuba, com um retrospecto de 2 vitórias e 1 derrota, pode ter que disputar uma vaga contra o Canadá (1 vitória e 1 derrota) na quarta-feira.

A Colômbia (1 vitória e 3 derrotas), que já estava eliminada, salvou um pouco do orgulho ao se despedir na segunda-feira com uma vitória por 4 a 3 sobre o Panamá (1 vitória e 3 derrotas).

No Grupo C, disputado em Tóquio, a Coreia do Sul avançou para os playoffs com uma vitória por 7 a 2 sobre a Austrália, o que a deixa em segundo lugar, atrás do poderoso Japão.

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