Futebol Feminino

Cristiane pede sequência nos investimentos no futebol feminino no país

São Paulo , SP
21/03/2019 09:00:18

Em: Futebol, Futebol Feminino, Notícias

O futebol feminino brasileiro vem em importante escalada nos últimos anos e em 2019 a categoria vai ganhar mais motivos para acreditar em seu crescimento, com a criação de campeonatos nacionais para a base. Além disso, a CBF tomou medidas que obrigou os clubes da Série A a investirem na modalidade. Exigência essa que trouxe de volta ao país uma das maiores jogadoras da Seleção Brasileira, Cristiane.

Cristiane volta a jogar no Brasil depois de quatro anos(Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

A atacante que é a maior artilheira de jogos Olímpicos da história assinou contrato com o recém formado time feminino do São Paulo. O projeto do Tricolor foi atrativo para a jogadora, que volta de lesão e se mostrou ada com o crescimento do futebol feminino no Brasil. “Muito ansiosa e empolgada, voltei de lesão agora, então a vontade de querer começar é grande. Claro que a gente sabe que é uma coisa obrigada, uma exigência da CBF, mas já que está acontecendo, que invistam, que queiram fazer com que a modalidade cresça e vejam que dá para atrair sim um público legal, levar pessoas ao estádio, colocar camisas das meninas para vender”, disse a camisa 11.

O desafio da CBF, dos clubes e da mídia é gerar retorno e público para que os investimentos deem certo. E Cris deu um exemplo a ser seguido pelo Brasil, uma semana de ver mais de 60000 pessoas lotando o Wanda Metropolitando para ver Atlético de Madrid e Barcelona pelo futebol feminino. “Na Espanha, a gente vê de quatro ou cinco anos para cá, talvez sem medalhas expressivas, como o que a gente tem no currículo, mas tem feito com a modalidade e crescido, pode ser um exemplo, já que lá tá dando retorno, as pessoas têm interesse, a mídia vai crescer”, contou.

Sobre a possibilidade de o Brasil sediar a Copa do Mundo de 2023, a jogadora vê como positivo, já que paralelamente, o país deveria investir mais na modalidade. “Muito bom para a divulgação da modalidade no mundo todo, e também para as brasileiras que jogam fora ter um interesse e a possibilidade de voltar ao país, se criando uma liga forte aqui. É legal entrar na briga, mas tem que pensar que tem que fazer a modalidade se desenvolver, não adianta querer sediar uma Copa e todo mundo olhar e ver que a modalidade não tá desenvolvida. Então tem que fazer tudo andar ao mesmo tempo, para chegar na Copa e o mundo ver o Brasil com uma liga forte e investiram nas meninas”, completou.