Corrida eleitoral na Fifa começa com sete candidatos e uma dúvida

São Paulo, SP

27-10-2015 10:30:26

Vivendo uma crise sem precedentes em sua história institucional, a Fifa conhecerá seu novo presidente em eleição que foi confirmada para o dia 26 de fevereiro de 2016, em Zurique, na Suíça. A era Blatter, que já dura 17 anos e em 2015 conheceu sua maior instabilidade, com a deflagração de um esquema de corrupção envolvendo dirigentes e empresários ligados ao futebol, e membros da entidade, já tem data para acabar e novos candidatos para lhe suceder. Ao todo, são sete: dois da Europa; dois da África, dois da Ásia e um da América. Além de uma dúvida acerca de Michel Platini.

Fora o secretário-geral da Uefa, Gianni Infantino, e o ex-diretor de relações internacionais da Fifa, Jerôme Champagne; o liberiano Musa Bility e o empresário sul-africano Tokyo Sexwale; o príncipe da Jordânia Ali Bin Al Hussein e o xeque do Bahrein Salman Bin Ebrahim Al Khalifa; e o ex-jogador de Trinidad e Tobago David Nakhid, que se confirmaram no pleito até a noite da última segunda, data limite para a inscrição, o único indicado cuja candidatura segue pendente é Michel Platini.

O mandatário da Uefa, e até então forte concorrente na disputa para suceder Joseph Blatter, foi suspenso pelo Comitê de Ética junto com o presidente demissionário da Fifa no início de outubro. Pouco mais de quatro meses após as prisões de sete dirigentes do futebol mundial em Zurique, entre eles José Maria Marin, a Justiça suíça citou Michel Platini e Joseph Blatter em uma investigação por conta da transferência de cerca de R$ 7,7 milhões ao francês por 'serviços' prestados à Fifa entre 1998 e 2002.

Impedidos de exercer qualquer atividade ligada ao futebol durante 90 dias, ambos só voltarão à ativa em janeiro. O gancho impede Platini de se dedicar à campanha política em torno da candidatura e compromete seu respaldo, ainda mais depois que a Uefa lançou novo candidato no pleito, o secretário-geral Gianni Infantino, braço direito de do francês nos últimos seis anos. Ainda incerta, a presença de Platini nas eleições de fevereiro deve ser avalizada pelo Comitê Executivo, pelo Comitê de Reforma e pelo Comitê de Ética da Fifa a partir do final da punição.

Se a candidatura do ex-jogador francês, vencedor de três Bolas de Ouro, segue pendente de avaliação; a de Zico, brasileiro que enfrentou Platini na Copa do Mundo de 1982 e demonstrou intenção de concorrer, não chegou a ser formalizada por falta de apoio. Após recorrer à CBF atrás de uma assinatura, das cinco necessárias para protocolar a candidatura na Fifa, e conseguir apenas um aval provisório, Zico tentou angariar indicações nos países em que trabalhou como treinador, como Grécia, Índia e Turquia, mas não teve sucesso e desistiu oficialmente na última segunda.

Punido por "acordo de cavalheiros" com Blatter (D), Platini (E) tem candidatura à Fifa sob risco (Foto: Reprodução/Twitter)
Punido por "acordo de cavalheiros" com Blatter (D), Platini (E) tem candidatura à Fifa sob risco (Foto: Reprodução/Twitter)

Outro ex-jogador que esboçou alguma vontade de disputar a eleição, mas não se movimentou nos bastidores em busca de dar sequência ao projeto, foi o argentino Diego Maradona. A imprensa argentina até especulou uma possível depressão do ex-aleta por conta da morte do pai, que aconteceu recentemente, e de fato Maradona não se mostrou muito preocupado com a Fifa. Um dia antes do fim do prazo para as inscrições, o argentino assistiu à derrota da seleção nacional na Copa do Mundo de Rugby.

O sul-coreano Chung Mong-joon, multimilionário sul-coreano e dono de uma das maiores montadoras de carros do continente, que já tinha formalizado a intenção de concorrer à presidência em oposição total ao regime de Blatter, citando inclusive alianças com Platini acerca da "manutenção dos ideais vigentes", retirou sua candidatura frente ao banimento de seis anos recebido da Fifa, sob acusação de compra de votos nas licitações para os Mundiais de 2018 e 2022.

Além da disputa principal pela presidência da Fifa, a corrida eleitoral dos próximos quatro meses marcará duelos que questionarão a legitimidade dos representantes em seus próprios continentes. Na Ásia, Salman Bin Ebrahim Al Khalifa tentará usar de sua influência, por comandar a Confederação Asiática de Futebol, para se eleger; enquanto Ali Bin Al Hussein já vem da experiência de ter disputado o último pleito contra Blatter em maio. Na África, Sexwale goza de maior prestígio em comparação ao liberiano Bility.

Diante desse contexto conturbado, que a partir de agora passa a envolver sete campanhas diferentes pelo mais alto cargo do futebol mundial, além da sequência das investigações sobre a corrupção na Fifa, que há alguns dias citou o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e o espanhol Ángel Maria Villar, que substitui Platini à frente da Uefa, em processos que correm na Justiça, a Gazeta Esportiva reuniu um breve perfil dos candidatos que lutam pela presidência.

Gianni Infantino: a última cartada da Uefa

Nascido na Suíça, mas de origem italiana, Gianni Infantino resolveu se candidatar de última hora à presidência da Fifa. Secretário Geral da Uefa desde 2009, o ítalo-suíço de 45 anos só oficializou sua presença no pleito na última segunda-feira, data limite para o registro das candidaturas, que precisavam do apoio de ao menos cinco federações para serem registradas.

Secretário-geral da Fifa, Infantino pode ofuscar Platini na corrida eleitoral (Foto:Divulgação)
Secretário-geral da Fifa, Infantino pode ofuscar Platini na corrida eleitoral (Foto:Divulgação)

Braço direito de Michel Platini à frente da Uefa nos últimos seis anos, Infantino teve apoio unânime do Comitê Executivo da Uefa, entidade com 54 membros filiadas à Fifa, que, até então, tinha se mostrado favorável à Platini, que segue com a candidatura em risco após a suspensão do Comitê de Ética da Fifa.

Licenciado para advogar, o atual candidato à presidência da Fifa já trabalhou como superintendente do Centro Internacional de Estudos Esportivos (CIES) da Universidade de Neauchâtel, na Suíça.

Em agosto de 2000, chegou à Uefa como diretor de assuntos jurídicos , trabalhando com uma série de questões legais e comercias com relação ao licenciamento de campeonatos no futebol espanhol e suíço. Quatro anos depois, tornou-se presidente administrativo interino e, daí, galgou posições até, em outubro de 2009, alcançar o cargo de Secretário Geral da entidade máxima do futebol europeu.

“Acreditamos que Gianni Infantino tem todas as qualidades necessárias para fazer as mudanças necessárias e liderar a reforma para restaurar a credibilidade e a integridade da Fifa. Gianni fez um ótimo trabalho à frente da Uefa, com uma administração de alto nível para construir boas relações com os porta-vozes do futebol ao redor do mundo”, recomendou o Comitê Executivo da Uefa em nota oficial.

Jérôme Champagne: um diplomata em meio à crise

Apesar do sobrenome sugestivo, Jérôme Champagne não nasceu na região nordeste da França, província na qual mais de 300 vilarejos subsistem da produção de champanhe, bebida alcóolica produzida exclusivamente nesta região. Natural de Paris, Jérôme nutre ligação com a Fifa desde 1999, ano seguinte ao que marcou a ascensão de Joseph Blatter à cadeira mais alta da entidade máxima do futebol.

Ex-assessor de Blatter, Champagne é aposta nos bastidores da Fifa para reforma política (Foto:Divulgação)
Ex-assessor de Blatter, Champagne é aposta nos bastidores da Fifa para reforma política (Foto:Divulgação)

Diplomata francês, Jérôme deixou de lado a sociopolítica para se dedicar ao futebol em 1998, ano em que a França sediou a Copa do Mundo. Após integrar o Comitê Organizador do Mundial, ganhou a confiança da cúpula da Fifa, na qual permaneceu até 2010, passando pelos cargos de assessor pessoal do presidente (entre 1999 e 2002); secretário-geral adjunto (2002 a 2005); delegado da presidência (2005 a 2007) e diretor de relações internacionais (2007 a 2010).

Há cinco anos, Jérôme Champagne largou a Fifa e voltou a se dedicar às questões diplomáticas, agora, apegadas à esfera do futebol. Sem temores, tomou frente na questão do reconhecimento da Federação de Futebol do Kosovo, após o processo separatista no início da atual década, assim como do Comitê Olímpico da Palestina (POC), e se tornou conselheiro da Federação Palestina de Futebol.

Após atuar de forma conciliatória no Oriente Médio, o francês também foi moderador de questões envolvendo a diplomacia na África do Sul. Além de fazer parte dos bastidores da candidatura de Platini à Uefa, em 2007, Champagne participou da aprovação do orçamento da Copa da África do Sul, registrado em 70 milhões de dólares (R$ 272,3 mi à cotação atual) no Congresso da Fifa, por meio do qual a reorganização das ligas locais e o investimento em infraestrutura foi possível.

David Nakhid: um intruso

Aos 51 anos, o trinitino David Nakhid resolveu tentar mudar de rumo. E de ramo. Ex-jogador da seleção de Trinidad e Tobago, à qual serviu durante 12 anos, com passagens por clubes da Bélgica, Suíça e Grécia, Nakhid se dispôs a deixar de lado sua escolinha de futebol em Beirute, capital do Líbano, caso seja escolhido como sucessor de Joseph Blatter.

Dentre ex-jogadores de renome como Zico, Maradona e Platini, David Nakhid é o único que está confirmado no pleito (Foto:Divulgação)
Dentre ex-jogadores de renome como Zico, Maradona e Platini, David Nakhid é o único que está confirmado no pleito (Foto:Divulgação)

Meio-campista de origem, Nakhid se profissionalizou no futebol europeu em 1990, disputando o Campeonato Belga pelo Waregem. De lá, jogou no suíço Grasshopper em 1992 e no grego PAOK, entre 1994 e 1995. Na década que se seguiu, passou por diversos clubes de pequena expressão na Europa até se aposentar em 2005. Pela seleção, marcou oito gols em 35 partidas, disputadas entre 1992 e 2004.

O ex-capitão da seleção de Trinidad e Tobago conseguiu o apoio das cinco federações necessário para formalizar a candidatura à presidência. Com o respaldo da Confederação Caribenha de Futebol, que tem 25 dos 35 votos da Concacaf, Nakhid conseguiu agradar a maioria com um discurso realista. Após oficializar a candidatura em evento em Zurique, na última semana, o trinitino afirmou que as mudanças têm que afetar as regras, e não as pessoas.

“O vazio na Fifa deve ser coberto por alguém que conhece o esporte, seus objetivos e suas necessidades, com a intenção de devolver o esporte mais popular do mundo para o caminho certo. A mudança terá que, necessariamente, afetar o sistema e as suas regras, mas não as pessoas”, declarou o ex-jogador.

Musa Bility: no curso de uma disputa em dois âmbitos

Com quatro anos de experiência na Federação da Libéria, Bility sonha em renovar a Fifa (Foto: Divulgação)
Com quatro anos de experiência na Federação da Libéria, Bility sonha em renovar a Fifa (Foto: Divulgação)

Presidente da Federação Liberiana de Futebol desde 2010, Musa Bility lutará, primeiro por reconhecimento em âmbito continental, para figurar no cargo mais alto do futebol mundial. Concorrendo com o sul-africano Tokyo Sexwale e outros seis pela presidência, BIlity não tem tanto apoio quanto Sexwale no continente, mas isso não abala sua confiança.

Aos 48 anos, o liberiano oficializou na última segunda, em cima da hora, o plano para a candidatura. “Não vou a nenhuma disputa que eu não possa vencer. Estou muito otimista quanto as minhas chances de ganhar. Se estamos aqui para mudar o futebol, temos que admitir que quem passou pela Fifa nos últimos 20, 25 anos, não conseguiu fazer isso”, declarou.

Em agosto, Bility aproveitou um encontro entre as principais federações do continente para solicitar apoio à Confederação Africana de Futebol, mas teve o pedido rejeitado de forma unânime pela entidade que, à época, ainda era presidida por Issa Hayatou, vice-presidente da Fifa que teve a tarefa de desempenhar as funções de Joseph Blatter a partir da sanção de 90 dias.

Tokyo Sexwale: o amigo de Mandela com espírito reformista

Assim como a Ásia, o continente africano é outro que terá dois representantes nas eleições que marcarão a sucessão de Joseph Blatter. Além do liberiano Musa Bility, um empresário sul-africano de 62 anos resolveu concorrer no último sábado endossado pela Federação Sul-Africana de Futebol.

Ex-preso político que lutou contra o apartheid, Sexwale tem apoio da Federação Sul-africana na disputa (Foto:Divulgação)
Ex-preso político que lutou contra o apartheid, Sexwale tem apoio da Federação Sul-africana na disputa (Foto:Divulgação)

Trata-se de Tokyo Sexwale, preso político que lutou contra o apartheid e passou 13 anos preso em Robben Island, onde conheceu Nelson Mandela, que viria a se tornar o primeiro presidente da África do Sul eleito por voto universal, em 1994, após anos de guerra civil e segregação racial. Libertado da prisão em 1990, tornou-se ministro durante o processo de redemocratização da África do Sul.

Empresário bem sucedido nos setores de mineração e energia, Sexwale participou do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2010 e ainda atuou como mediador nas questões diplomáticas recentes envolvendo as federações de Israel e Palestina.

Com patrimônio estimado em R$ 780 milhões, o sul-africano até mesmo já comprou uma ilha no Oceano Índico por cerca de 70 milhões de dólares (cerca de R$ 273 mi).

Salman Bin Ebrahim Al Khalifa: depois do príncipe da Jordânia, o xeque do Bahrein

Membro da família real do Bahrein, o xeque Salman Bin Ebrahim Al Khalifa foi outro, a exemplo do Secretário Geral da Uefa, a lançar sua candidatura à sombra da suspensão de Michel Platini. Presidente da Confederação Asiática de Futebol desde 2013, o xeque do Bahrein será o segundo representante do Oriente nas eleições, ao lado do príncipe da Jordânia Ali Bin Al Hussein.

Presidente da Confederação Asiática de Futebol, Al Khalifa ignorou denúncias para se eleger (Foto:Divulgação)
Presidente da Confederação Asiática de Futebol, Al Khalifa ignorou denúncias para se eleger (Foto:Divulgação)

Se Al Hussein foi derrotado por Joseph Blatter no último pleito presidencial, realizado em maio, Al Khalifa era uma das forças do continente asiático que demonstravam apoio à figura de Michel Platini desde o início. No entanto, diante da presença incerta do ex-jogador francês nas eleições, o xeque do Bahrein formalizou sua candidatura após encontro com o presidente provisório da Fifa, o camaronês Issa Hayatou, realizado no último domingo, no Cairo.

Salman Bin Ebrahim Al Khalifa agora tenha que trabalhar durante sua campanha para se desvincular das acusações feitas acerca de seu governo no Bahrein desde 2011. O líder é acusado de ser cúmplice em crimes contra a humanidade, ao chefiar uma perseguição a 150 atletas envolvidos em eventos pró-democracia no contexto insurgente das revoltas populares naquilo que foi chamado de Primavera Árabe.

Apesar das críticas de organizações em prol dos direitos humanos, como o Instituto do Bahrein pelos Direitos e Democracia, a Confederação Asiática de Futebol, comandada por Al Khalifa, apenas referendou o pedido, colocando todas as 57 federações do continente à disposição no que se refere ao apoio político. “A AFC vai apoiar por completo sua candidatura, que será auto financiada e não usará recurso algum da Confederação”, reforça a nota oficial.

Ali Bin Al Hussein: nova tentativa diante de uma concorrência maior

Ao lado de Michel Platini, Ali Bin Al Hussein é o nome mais conhecido dentre os que estarão no pleito a ser realizado em 26 de fevereiro de 2016. Príncipe da Jordânia, país de maioria sunita, Al Hussein foi o único candidato que fez frente a Joseph Blatter nas últimas eleições, realizadas em maio. À época, Blatter abdicou de exercer o cargo dias depois da prisão de sete dirigentes, em ação que iniciou a investigação ainda em curso acerca da Fifa.

Após perder de Blatter em maio, Al Hussein terá que duelar com Al Khalifa em âmbito nacional (Foto:Divulgação)
Após perder de Blatter em maio, Al Hussein terá que duelar com Al Khalifa em âmbito nacional (Foto:Divulgação)

Terceiro filho do Rei Hussein, o jordaniano Ali Bin Al Hussein é figura forte na Confederação Asiática de Futebol por ter sido fundador da Federação de Futebol do Oeste Asiático. Desde 1999, é o principal mandatário da Federação de Futebol da Jordânia e, em 2011, tornou-se vice-presidente da Fifa.

Após oficializar a candidatura à presidência pela segunda vez neste ano em meados deste mês de outubro, Al Hussein se mostrou contrário a um possível adiamento das eleições, assunto que chegou a ser ventilado nos bastidores e sustentado pelos aliados de Blatter. No entanto, com a confirmação do pleito para o fim de fevereiro na última reunião do Comitê Executivo, o jordaniano já pode trabalhar na nova tentativa de quebrar a linha de poder que perdura desde 1998.

“Estou confiante de que a Fifa pode superar esse período de dificuldade e se tornar uma organização vista com respeito mais uma vez. Este momento de crise é uma oportunidade para mudanças positivas. Boas ideias surgiram na discussão sobre o futuro da Fifa”, declarou em seu discurso de candidatura.

Michel Platini: sem ação, candidatura segue como incógnita

Vencedor de três Bolas de Ouro de forma consecutiva, em 1983, 1984 e 1985, Michel Platini é o nome que mais atrai as atenções nesta corrida eleitoral. Chefe da Uefa desde 2007, o francês atualmente cumpre suspensão de 90 dias, imposta pelo Comitê de Ética da Fifa por conta de uma transação bancária com Joseph Blatter, que também puniu o suíço, e tem sua candidatura incerta.

Platini está a mercê da avaliação da Fifa para formalizar candidatura após fim da suspensão (Foto:Divulgação)
Platini está a mercê da avaliação da Fifa para formalizar candidatura após fim da suspensão (Foto:Divulgação)

Na última reunião do Comitê Executivo da Fifa, convocada de emergência em 20 de outubro, ficou decidido que os membros do comitê só irão deliberar sobre a legalidade da candidatura de Platini a partir do fim da punição, que expira em 8 de janeiro. Até lá, o francês está impedido de desenvolver qualquer atividade ligada ao futebol e de fazer, inclusive, campanha política.

Carrasco da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1986, quando a França caiu nas semifinais para a Alemanha Ocidental, Platini foi técnico da seleção francesa no início dos anos 1990, sendo demitido após a queda na Eurocopa de 1992. Seis anos depois, participou do Comitê Organizador da Copa do Mundo da França, e a partir daí passou a figurar nos bastidores do futebol mundial.

Até 2002, Michel Platini desempenhou funções na Fifa, pelas quais alega ter recebido pagamento de 2 milhões de francos suíços (cerca de R$ 7,7 mi) de Blatter, transação escusa que foi pautada pela Justiça suíça e culminou na suspensão de ambos pelo Comitê de Ética. Em 2007, o francês assumiu a Uefa ao desbancar Lennart Johansson, sueco que dirigia o futebol europeu desde 1990 e também foi derrotado por Joseph Blatter nas eleições da Fifa em 1998.

Com o aparente apoio da Uefa a Gianni Infantino, que foi homem de confiança de Platini nos últimos seis anos, o ex-jogador da seleção francesa e da Juventus parece enfraquecido nos bastidores, ainda mais por conta da suspensão provisória de 90 dias, que pode ser prorrogada por mais um mês e meio dependendo do decorrer das investigações.

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