Dezenas de voos cancelados e centenas de alterações de rota para chegar à Austrália devido ao conflito no Oriente Médio: a Fórmula 1 enfrenta um quebra-cabeça logístico nestes últimos dias, mas tudo deve estar pronto para o primeiro Grande Prêmio da temporada, no próximo fim de semana, em Melbourne, de acordo com os organizadores da corrida.
"As últimas 48 horas exigiram a reorganização dos voos", afirmou nesta segunda-feira o diretor do GP da Austrália, Travis Auld.
"Pelo que entendi, está tudo resolvido. Todos estarão presentes na corrida e os fãs não notarão nenhuma diferença", acrescentou.
FOR THE FIRST TIME IN 2026, IT'S RACE WEEK!! 🤩
This weekend, 22 drivers will take to the track in Australia for the first round of the season 🙌#F1 #AusGP pic.twitter.com/ai83EtH7Ko
— Formula 1 (@F1) March 2, 2026
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"Alguns pilotos já estão na Austrália, assim como alguns membros das equipes. Mas ainda há muitos no Reino Unido e espalhados pela Europa que ainda não chegaram", continuou o diretor.
Auld explicou que muitos dos protagonistas da F1 "tiveram que encontrar outra maneira de chegar aqui. Foi um processo bastante longo para eles e tenho certeza de que deu muito trabalho", mas "todos estarão aqui, prontos para a corrida".
Crise geopolítica
Quase mil funcionários da Fórmula 1 foram obrigados a remarcar seus voos devido ao caos causado pelos ataques ao Irã perpetrados pelos Estados Unidos e por Israel desde sábado e pela resposta da República Islâmica.
Metade deles, vindos da Europa, serão transportados em três aviões fretados especialmente para a ocasião. Pilotos, engenheiros, chefes de equipe, mecânicos: a maioria reside na Europa, e o Oriente Médio é, em circunstâncias normais, um importante centro de conexões para voos para a Austrália.
O conflito teve um forte impacto nos países da região (Catar, Bahrein e Dubai) e gerou o maior caos que afetou o transporte aéreo global desde a pandemia de covid-19.
Travis Auld também confirmou que todo o equipamento, incluindo os carros, já chegou a Melbourne.
Após o GP da Austrália, a F1 viajará à China e depois ao Japão, corridas nas quais o conflito no Oriente Médio não deverá ter impacto, mas a realização da quarta etapa no Bahrein, agendada para o fim de semana de 10 a 12 de abril, e da quinta na Arábia Saudita, uma semana depois, é mais incerta.
"Essas corridas estão marcadas para daqui a várias semanas. Como sempre, estamos monitorando de perto essa situação e trabalhando em estreita colaboração com as autoridades competentes", afirmou um porta-voz da F1.
Com conteúdo da AFP*