Chefe da Toro Rosso quer "congelar" Mercedes e reduzir custos na F1

São Paulo, SP

09-02-2017 11:38:37

Atual chefe da Toro Rosso, o austríaco Franz Tost acredita que os chefões da Fórmula 1 deveriam tomar algumas medidas drásticas para equiparar a competição na categoria. Uma dessas medidas, segundo Tost, deveria ser “congelar” o desenvolvimento do motor da Mercedes, equipe que domina as pistas da F1 desde 2014, quando começou o uso do motor híbrido.

“Espero que cedo ou tarde exista uma paridade de motores, porque isso não acontece atualmente. Precisamos de, pelo menos, Red Bull, Mercedes e Ferrari lutando pelo título. Eu congelaria o motor da Mercedes, então as outras alcançariam esse desenvolvimento e daí congelaria todos os motores”, afirmou Tost em entrevista ao site autosport.com.

Visando recuperar certa competitividade na Fórmula 1, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e as construtoras entraram em acordo para parar o desenvolvimento de alguns elementos e aproximar os desempenhos das equipes.

 (Foto: Mohd Rasfan/AFP)
A Mercedes conquistou os últimos três mundiais de pilotos e construtoras da F1 (Foto: Mohd Rasfan/AFP)

“Eu deixaria livre o desenvolvimento para as baterias, porque isso é algo para o futuro e é muito importante para as construtoras”, acrescentou o chefe da Toro Rosso. Em 2016, a equipe de Tost ficou na sétima colocação do ranking de construtoras, com 63 pontos conquistados.

Para Tost, as mudanças deveriam ir ainda além das tecnologias, também promovendo igualdade financeira nas equipes. “Precisamos diminuir os custos. Nós discutimos isso por anos, mas nada acontece. Eu criaria um teto de custo. As pessoas dizem que isso é incontrolável, mas isso é baboseira. Na Toro Rosso temos um histórico de cada parafuso e podemos dizer de onde cada um vem e quanto custou”, completou.

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