Ao final de 2014, com a queda do Botafogo para a Série B já decretada, os rumores eram fortes de que o goleiro Jefferson, titular da Seleção Brasileira, pudesse deixar o Botafogo. Entretanto, a diretoria iniciou o projeto “Nosso Jefferson”, que deveria contar com a ajuda da torcida para manter o goleiro no alvinegro. Sete meses após o lançamento, o programa não vingou.
Dono do maior salário do elenco, Jefferson recebe R$ 300 mil mensais e com a contribuição da torcida, deveria ter parte de seus vencimentos bancados pela iniciativa, reduzindo os gastos do Botafogo. Porém, após sete meses, o valor arrecadado chegou a menos de 10% da remuneração do atleta: R$23.565,00.
A diretoria do Fogão admite o fracasso com o projeto, mas afirma que o salário de Jefferson está sendo pago em dia. “O projeto foi uma tentativa que não deu certo. Foi uma iniciativa que tivemos logo após a assinatura da renovação. O clube tem conseguido pagar o Jefferson com seu orçamento de momento e não tem nada diferente disso previsto”, garantiu o presidente Carlos Eduardo Pereira em entrevista ao jornal Extra.
O insucesso do programa fortalece ainda mais a oposição dentro do clube, que sofre com a turbulência política nos últimos anos. Marcelo Guimarães, ex-diretor de marketing do Alvinegro e candidato nas últimas eleições presidenciais do alvinegro, fez críticas à iniciativa do clube. “Apesar do óbvio esforço do presidente nas partes jurídicas e contábeis, o Botafogo sofre por não ter um profissional de marketing”.
Um dos pontos mais atacados por Marcelo é a falta de atrativos e contrapartidas aos sócios. “Corremos o risco de fazer uma campanha como essa, que nasce fracassada. Além de não ter atrativo concreto ao torcedor, não trabalhou com o emocional do projeto. Não deu vantagens para quem aderisse”, concluiu.