Alemanha é campeã da 1ª Final da Longines League of Nations e Brasil termina em 5º na elite do hipismo

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Foto: Luis Ruas

Neste domingo, a 112ª edição do CSIO5* de Barcelona, na Espanha, foi palco da grande final da nova Longines League of Nations, o novo formato da Copa das Nações promovido pela Federação Equestre Internacional. A competição reuniu as oito melhores equipes do mundo, no primeiro grande desafio após os Jogos Olímpicos de Paris 2024. Estiveram em pista: Espanha, em participação especial por ser o país anfitrião, Holanda, EUA, Brasil, França, Suíça, Alemanha, Suécia e Irlanda, seguindo a ordem inversa de classificação após as três qualificatórias válidas: Abu Dhabi, Ocala, St Gallen (etapa cancelada) e Rotterdã. A Alemanha sagrou-se campeã e o Brasil garantiu o quinto lugar.

O percurso, a 1,60 m, foi desenhado pelo espanhol Santiago Varela, o mesmo responsável pela armação em Paris 2024. O percurso, a 1,60 m, contou com 12 obstáculos, totalizando 14 esforços, e na segunda volta a saída do duplo de verticais e o último obstáculo foram elevados. Na primeira volta, saltaram quatro conjuntos por equipe, com direito a um descarte, e na segunda volta, conforme a regra, saltaram três conjuntos sem descarte.

“Eu acho que agora ninguém pode dizer que o formato não está funcionando — é super emocionante”, destacou Santiago Varela. “Com este formato, você tem que esperar até o final porque tudo pode mudar em um segundo!”, acrescentou.

A disputa

Após o primeiro percurso da Longines League of Nations, a liderança estava nas mãos da Alemanha e da Holanda, ambas sem faltas, mas com a França, Suécia e Brasil logo atrás, cada uma com quatro pontos (1 falta). Ao final, a Alemanha, que já havia vencido a primeira etapa em Ocala (EUA), conquistou o ouro com 12 pontos perdidos (pp), em uma disputa acirrada até o final com a Holanda, vice-campeã, 16 pp. A Suécia ficou com o bronze, 20 pp.

Em quarto lugar, ficou a Irlanda, também com 20 pp. O Brasil terminou na quarta posição, totalizando 24 pp, à frente das fortes equipes dos EUA, 28 pp, e da Espanha, 28 pp, mas teve um tempo maior na segunda volta. A Suíça terminou com 40 pp, enquanto a França foi eliminada devido a uma queda inesperada do cavaleiro Kevin Staut.

O Brasil em ação Pedro Veniss, montando Nimrod de Muze Império Egípcio, abriu a rodada para o Brasil com um percurso limpo na primeira passagem, mas cometeu oito pontos (duas faltas) na segunda. Marlon Zanotelli, com GB Diamantina, estreando nesse nível de competição, fez oito pontos na primeira volta e não foi para a segunda. Yuri Mansur, com QH Alfons do Santo Antônio, zerou a primeira volta, mas cometeu 12 pontos na segunda, após enfrentar um problema com a ferradura em um dos anteriores. Stephan Barcha, com Chevaux Primavera Império Egípcio, dupla campeã pan-americana de 2023 e quinta colocada em Paris 2024, cometeu apenas uma falta na primeira volta, com um leve toque na vertical nº 9, mas zerou a segunda volta, garantindo o melhor resultado da equipe.

Os campeões

Alemanha contou com André Thieme, montando DSP Chakaria, que zerou a primeira volta e fechou a segunda com uma falta, Christian Kukuk, atual campeão olímpico, com Checker 47, que terminou sem faltas na primeira volta, mas cometeu oito pontos na segunda, e Richard Vogel, montando United Touch S, que garantiu um duplo zero, atuação decisiva na conquista do título. A quarta integrante da equipe foi Jana Warges com Dorette Old, que terminou a primeira rodada com apenas uma falta.

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