Já eliminado da Copa América, o Uruguai tenta lidar com a desclassificação e com as implicações da polêmica envolvendo Edinson Cavani. Expulso no duelo contra o Chile após revidar provocação do zagueiro Gonzalo Jara, o atacante uruguaio teve outro motivo para reagir. Segundo o que revelou Óscar Tabárez, treinador do Uruguai, Jara usou a prisão do pai de Cavani como forma de abalá-lo psicologicamente.
Um dia antes do jogo no estádio Nacional, válido pelas quartas de final da competição, Luis Cavani – pai do atacante – foi preso perto de Montevidéu após ocasionar acidente de carro que envolveu a morte de um motociclista. Após testes, ficou comprovado que o pai de Cavani conduzia o veículo sob efeito de álcool, o que resultou na prisão preventiva, comunicada ao jogador às vésperas do confronto.
O treinador uruguaio revelou o ‘golpe baixo’ de Jara. “Ele não só tocou em Cavani como é possível ver nos vídeos. Ele também disse algo referente ao que havia acontecido no dia anterior: disse que o pai de Cavani iria pegar 20 anos de prisão”, falou Tabárez ao comentar a polêmica que tomou conta da partida na segunda etapa.
A provocação polêmica de Jara em Cavani, que não foi registrada pela transmissora oficial da Copa América, nem vista pelo árbitro brasileiro Sandro Meira Ricci, resultou em três jogos de punição a Jara, que não voltará a disputar a Copa América. O atleta ainda será obrigado a pagar multa de 7 mil dólares, cerca de R$ 23 mil. O Mainz, clube alemão que detém seus direitos, inclusive se mostrou inclinado a rescindir contrato após o acontecido.
