COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

A Suécia estreou na Copa do Mundo com o pé direito, literalmente. Diante da má pontaria e da grande atuação do goleiro da Coreia do Sul, foi apenas em uma penalidade, confirmada pelo árbitro de vídeo e convertida pelo capitão Granqvist, que a seleção europeia saiu de campo com o triunfo, o primeiro em estreias desde 1958. Após a partida, os vencedores exaltaram os três pontos, a atuação e o espírito da equipe.

“Nós mostramos muita atitude em campo, semelhante a que tivemos para superar a Itália na repescagem e se classificar para o Mundial, que já foi muito grande. Nós somos um time que realmente luta e no qual um corre pelo outro todas as partidas. Assim podemos fazer coisas boas”, disse Granqvist, eleito pela Fifa o melhor jogador da partida.

Em sua entrevista coletiva, o treinador Janne Andersson lamentou o número alto de chances perdidas por seus comandados, mas se mostrou satisfeito com o nível de atuação. Ao mesmo tempo, aproveitou para reiterar a partida excepcional do goleiro sul-coreano.

“Nós criamos muitas chances e poderíamos até ter vencido por mais. Estou confiante que nós podemos ser mais efetivos e letais nas próximas partidas. Definitivamente, o melhor jogador da partida foi o goleiro da Coreia e isso mostra o que foi o jogo”, comentou o treinador.

Com a vitória, a Suécia assumiu a liderança do Grupo F junto com México, que triunfou sobre a Alemanha. Os atuais campeões mundiais, aliás, são os próximos adversários de Andersson e seus jogadores, que avaliam como possível sair com os três pontos. “Depois da derrota da Alemanha ontem e do que vimos é possível acreditar e acho que nesse sentido nossa vitória ganhou ainda mais importância”, finalizou o treinador.



Após arrancar um surpreendente empate com a Argentina no último sábado, pela estreia da Copa do Mundo da Rússia, a seleção islandesa realizou outro feito de se tirar o chapéu nesta segunda-feira. Desta vez, porém, a ação não foi dentro de campo. Os jogadores fizeram uma homenagem a Carl Ikeme, goleiro da Nigéria que recentemente foi diagnosticado com leucemia e acabou ficando de fora do Mundial.

Os nigerianos serão os próximos adversários da Islândia, pelo Grupo D da competição, na próxima sexta-feira, em Volgogrado. Quem se antecipou ao encontro foi o meia Jon Dadi Bodvarsson, companheiro de Ikeme no Wolverhampton-ING, que postou uma imagem junto aos companheiros segurando uma camisa da seleção nórdica com o nome do arqueiro. O post foi republicado pela página oficial da Federação.

 

“Todos nós na Islândia estamos com você, Carl Ikeme”, escreveu o atleta islandês.

Aos 32 anos de idade, Ikeme vinha sendo frequentemente convocado para defender a Nigérie e, inclusive, era cotado a ser titular da equipe na Copa. O goleiro foi diagnosticado com o câncer em julho de 2017 e se viu impossibilitado de atuar no Mundial da Rússia em 2018.

Islândia e Nigéria se enfrentam a partir das 12h (no horário de Brasília) da próxima sexta-feira. Pelo Grupo D da Copa, as seleções tentarão a primeira vitória no torneio. Após o empate com a Argentina, os Vikings somam um ponto na classificação. As Super Águias, por sua vez, perderam por 2 a 0 da Croácia e, com nenhum ponto somado, ocupam a lanterna da chave.



Nesta segunda-feira, a seleção sueca entrou no gramado da Arena Níjni Novgorod buscando, prioritariamente, os três pontos para assumir a liderança provisória do grupo F da Copa do Mundo junto ao México. Entretanto, o apito final do árbitro e a vitória por 1 a 0 deu fim a um jejum que perdura há mais de 50 anos na história dos europeus. Com o gol de Granqvist, a Suécia voltou a vencer uma partida de estreia, algo que não acontecia desde 1958.

A última vez que a Suécia havia debutado com triunfos em Mundiais foi justamente atuando em casa. Na oportunidade, a vitória foi justamente sobre a seleção mexicana, por 3 a 0, em Solna. No próximo dia 27, as equipes voltam a se enfrentar, dessa vez em solo russo, podendo, quem sabe, confirmar a classificação para as oitavas de final.

O resultado por 1 a 0 sobre os sul-coreanos também foi o primeiro dos suecos desde 2006 em Mundiais. Ausentes nas Copas de 2010 e 2014, a seleção europeia havia vencido o Paraguai por 1 a 0 pela segunda rodada da fase de grupos. O tento foi marcado por Fredrik Ljungberg.



A estreia de Suécia e Coreia do Sul na Copa do Mundo da Rússia não foi daquelas que empolgaram pelo aspecto técnico, tático, por craques em campo ou pelo placar final elástico. Se a grande maioria desses pontos torna difícil encontrar soluções, a falta de gols tem uma explicação e ela passa pelo nome de Cho Hyun-woo. Apesar da derrota, o goleiro sul-coreano teve grande atuação e foi o responsável pelo placar mínimo.

Quando um arqueiro sai de campo escolhido como o melhor jogador da partida diz muito a postura de sua equipe. Depois de um começo até animador, tendo a bola e o controle da partida, a Coreia viu a Suécia mudar o panorama e passar a assustar com alguma frequência. Para isso, estava lá Cho Hyun-woo.

A primeira aparição do camisa 23 foi apenas aos 19 minutos de jogo, quando se agigantou diante de Berg, que dentro da pequena área arrematou para a intervenção. Quando a defesa não aparecia para evitar o tento sueco, o goleiro fazia sua parte, como aos 42, quando fechou o ângulo e obrigou o atacante adversário a cruzar ao invés de tentar a conclusão.

Foi no segundo tempo que Cho Hyun-woo fez a “defesa do jogo”. Logo aos 10 minutos, esperou debaixo da meta o cabeceio firme de Toivonen e promoveu mais uma intervenção providencial. Apesar da atuação expressiva, acabou vendo Granqvist balançar as redes em cobrança de pênalti. Mesmo assim, manteve o alto nível para conter alguns contra-ataques suecos.

Se na estreia Hyun-woo trabalhou bastante, a tendência é de que suje ainda mais a camisa nos dois outros jogos da fase de grupos. No próximo sábado, o adversário é o México comandado por Juan Carlos Osorio, com um ataque que já se mostrou muito veloz e dinâmico. A missão final do arqueiro será nada mais, nada menos, que os atuais campeões mundiais. Dia 27 de junho, a Coreia mede forças com a Alemanha.




Sempre conhecido pelas suas polêmicas, o francês Eric Cantona deu mais uma mostra nesta segunda-feira. O ex-jogador publicou uma foto em suas redes sociais com macarrão na cabeça para ironizar o novo corte de cabelo de Neymar.

“Estilo Neymar. Espaguete al dente!”, escreveu o ex-craque francês na legenda da foto em que aparece com o alimento na cabeça segurando uma foto imprensa do brasileiro com o novo estilo de cabelo.

Esta não foi a primeira vez que Cantona critica algum aspecto do craque brasileiro. Logo após o camisa 10 acertar a sua transferências para o Paris Saint-Germain, no meio do ano passado, o ex-jogador afirmou que era um erro trocar o futebol espanhol pelo francês naquele momeno.

“Quando tem 25 anos, joga na seleção brasileira e no Barcelona, eu me pergunto: o que faz na Ligue 1 (Campeonato Francês) para jogar contra o Amiens ou o Guingamp? Não é esse o ponto de vista que eu tenho de futebol e da paixão”, disse Cantona, no ano passado.



Nesta segunda-feira, venceu quem jogou melhor em Nizhny Novgorod. Mesmo com placar apertado, 1 a 0 com gol de pênalti, a Suécia tomou mais a iniciativa do jogo e conquistou os três pontos de forma merecida diante da Coreia do Sul, pelo Grupo F da Copa do Mundo da Rússia. As estatísticas do jogo comprovam o fato, evidenciando o domínio nórdico frente à limitada seleção asiática.

Os suecos tiveram 15 tentativas de chute a gol. Seis delas foram bloqueadas, quatro foram para fora e apenas cinco acertaram a meta defendida por Cho Hyun-woo. Os sul-coreanos, por outro lado, tentaram apenas cinco finalizações no gol de Robin Olsen, sem obter um bom aproveitamento. Três delas foram bloqueadas, enquanto as outras duas acabaram saindo em tiro de meta.

Em termos de posse de bola, a partida mostrou um equilíbrio maior. Dominante durante boa parte do jogo, a Suécia acabou com apenas 52% da posse, tendo um aproveitamento de 83% com os 351 passes certos que deu. A Coreia foi um pouco mais discreta, acertando 78% dos passes, que foram 277 até o apito final.

Um número que chama atenção diz respeito à grande quantidade de faltas marcadas ao longo dos 90 minutos. Foram 43 no total, sendo 20 cometidas pelos suecos e 23 pelos coreanos.

Ambas as seleções voltam a campo no próximo sábado. Às 12h (no horário de Brasília), a Coreia do Sul enfrentará o México, em partida que será disputada em Rostov. Às 15h, a Suécia pega a Alemanha, em Sochi. A liderança da chave é dividida entre suecos e mexicanos, com três pontos para cada e o mesmo saldo de gols.



Cueva é consolado por Paolo Guerrero após perder pênalti no duelo entre Peru e Dinamarca (Foto: Juan Barreto/AFP)

O meia Christian Cueva tenta seguir em frente após ter desperdiçado um pênalti na primeira partida do Peru na Copa do Mundo em 36 anos. Contando com o apoio dos torcedores e de seus companheiros, o jogador do São Paulo já parece conformado com o erro na derrota por 1 a 0 para a Dinamarca no último sábado e projeta sua recuperação no torneio.

“O que eu posso dizer? Eu cometi um erro. Futebol é assim mesmo”, resignou-se o camisa 8 da seleção peruana. “Eu tenho que manter minha cabeça erguida. É triste, natural”, acrescentou.

Após sofrer o pênalti nos últimos minutos do primeiro tempo, o próprio Cueva partiu para a cobrança, mas pegou mal na bola e a isolou por cima do gol. Na ida para o vestiário, o peruano não conseguiu esconder sua frustração pelo erro cometido e foi às lagrimas.

“Eu fui para o segundo tempo com raiva, mas também com responsabilidade e desejo de vencer o jogo. Não foi possível, infelizmente. Tudo o que eu posso fazer agora é trabalhar dobrado. Mas uma coisa eu quero deixar claro: eu sempre dei tudo pelo meu país”, bradou.

Ainda em campo, Cueva foi consolado por seus companheiros, entre eles o atacante e talismã peruano Paolo Guerrero, que começou a partida no banco de reservas.

“Ele me disse para continuar. Poderia ter sido ele ou outro qualquer. Apenas nós sabemos o que isso significa. Este é um grupo que permaneceu muito unido e é por isso que estamos aqui”, ressaltou.

Na etapa complementar, em jogada de contra-ataque, Poulsen marcou o gol da vitória dinamarquesa. Após o apito final, a despeito do revés e do pênalti desperdiçado, Cueva teve o nome gritado pela torcida peruana, que compareceu massivamente em Saransk.

“Isso me enche de felicidade”, celebrou, antes de lembrar que horas antes Lionel Messi havia desperdiçado um pênalti no empate entre Argentina e Islândia.

“Um dos melhores jogadores do mundo (errou também), eu vi. Eu tive a personalidade de bater o pênalti contra a Dinamarca, tive a responsabilidade. Tudo o que eu posso fazer é tentar corrigir isso. Eu continuarei trabalhando. Isso ainda não está acabado”, concluiu.

Cueva pode começar a reescrever sua história na Copa do Mundo da Rússia no duelo com a França, previsto para a próxima quinta-feira, às 12 horas (de Brasília), em Ecaterimburgo. Uma derrota diante dos “Bleus”, no entanto, pode inviabilizar a classificação do Peru às oitavas de final do torneio. No mesmo dia, também pelo Grupo C, Dinamarca e Austrália se enfrentam em Samara, às 9 horas.



Quem acordou cedo para acompanhar o confronto entre suecos e sul-coreanos em Níjni Novgorod não viu um espetáculo ao nível de alguns dos jogos já disputados nesta Copa do Mundo, mas presenciou a tecnologia novamente agindo em prol do acerto no futebol. Depois de um primeiro tempo que nem de longe encheu os olhos, um pênalti marcado com o auxílio do VAR determinou a vitória da Suécia por 1 a 0.

Dois momentos distintos marcaram os primeiros 45 minutos da partida. Na metade inicial, os sul-coreanos tiveram um domínio falso da partida. Apesar do controle, pouco assustavam efetivamente e Olssen não fez nenhuma grande intervenção. Inicialmente reativa, a Suécia mudou a postura defensiva para ter a posse da bola e criou boas chances, a maioria delas com Berg, mas que acabaram minadas na má pontaria ou na inspiração de Cho Hyun-woo.

O segundo tempo foi bem mais empolgante que a metade inicial. Logo nos 10 primeiros minutos, uma chance para cada lado por pouco não tiraram o zero do placar. Essa missão coube ao capitão Granqvist, que converteu a penalidade marcada apenas com o auxílio do VAR (árbitro de vídeo). Atrás no marcador, a Coréia do Sul até esboçou uma reação, chegou a criar lances de perigo, mas saiu de campo derrotada.

Com o triunfo, a Suécia assumiu a liderança do Grupo F, que possui México e Alemanha empatados com um ponto e a Coréia na lanterna. No próximo sábado, em Sochi, o clássico europeu pode definir o futuro da atual campeã mundial na Rússia, enquanto a seleção comandada por Shin Tae-Yong tenta manter viva as chances de classificação e conter a empolgação de Juan Carlos Osorio e seus jogadores.

O JOGO

Coréia começa melhor, mas goleiros são meros espectadores 

Desde o início da partida ficou evidente a eficiência e o poder de marcação da seleção sueca, que nos primeiros minutos deixou a Coréia do Sul tomar iniciativa e ter a bola. Porém, os europeus seguiam firmes em sua proposta e conseguiam conter as ações no último terço do campo, às vezes até com faltas, obrigando as adversários a abusar da bola aérea, na qual sempre levavam vantagem.

Suécia toma a iniciativa, mas para no goleiro sul-coreano

Depois dos 15 primeiros minutos, a partida ganhou um cenário completamente diferente do inicial. Até então reativa, a Suécia passou a buscar mais o jogo, com a bola nos pés, e usar da qualidade de seus meio-campistas para furar as linhas sul-coreanas. As melhores jogadas acabaram saindo das roubadas de bola no meio-campo e transições rápidas que culminaram em boas jogadas, mas pararam no inspirado goleiro Cho Hyun-woo.

A primeira chance clara da Suécia aconteceu aos 19 minutos. Atuando pelo lado do campo, Olsson recebeu e cruzou para área, mas bola passou por todo mundo e sobrou do outro lado com Lustig. Em novo chuveirinho, Toivonen tocou para Berg, que dentro da pequena área chutou à queima-roupa para defesa espetacular de Cho Hyun-Woo. No lance seguinte, no escanteio, Jansson testou rente à trave, mas para fora.

A bola aérea passou a ser uma alternativa que causava muito perigo para defesa da Coréia. Aos 28, em nova sobra do escanteio, Berg teve seu arremate travado na hora exata por Kim Young-Gwon. Todas essas chances, enfim, poderiam ser minimizadas se aos 43 minutos o árbitro de El Salvador tivesse assinalado o pênalti sobre Toivonem, que foi derrubado pelo defensor sul-coreano. Joel Aguilar preferiu não recorrer ao VAR e mandou seguir o lance.

Segundo tempo mais animado, de VAR atuante e determinante

Os primeiros lances do segundo tempo já davam pressentimentos de que o primeiro tempo ruim não seria repetido na parte final. Logo aos nove minutos, Koo Ja-Cheol completou de cabeça o cruzamento e por muito pouco não abriu o placar. A resposta sueca veio no minuto seguinte, novamente em bola alçada na área, que Toivonen testou firme para mais uma grande defesa do arqueiro sul-coreano.

Coube ao minuto 17 o lance que mudaria toda a história da partida, mas com o auxílio da tecnologia. Claesson antecipou a jogada e acabou tocado por Kim Min-Woo. Inicialmente o lance seguiu, mas quando a Coréia esboçou o contra-ataque Joel Aguilar voltou atrás e recorreu ao VAR, que confirmou a marca da cal. Na cobrança, Granqvist deslocou o goleiro e abriu o marcador.

Na frente do placar, a Suécia se dispôs a segurar a vantagem e deu campo para a Coréia, que esboçou uma reação. Porém, pouco assustou o goleiro Olsen, que saiu de campo sem ser vazado e com a vitória de sua seleção.

FICHA TÉCNICA
SUÉCIA 1 X 0 CORÉIA DO SUL

Local: Estádio de Níjni Novgorod, em Níjni Novgorod (Rússia)
Data: 18 de junho de 2018 (segunda-feira)
Horário: 9h (de Brasília)
Árbitro: Joel Aguilar (SLV)
Assistentes: 
Juan Zumba (ESA) e Juan Carlos Mora (COS)

GOL: Granqvist, aos 19 minutos 2T

Cartões amarelos:
Suécia: Viktor Claesson
Coréia do Sul: Kim Shin-Wook, Hwang Hee-chan

SUÉCIA: Robin Olsen; Mikael Lustig, Andreas Granqvist, Pontus Jansson e Ludwig Augustinsson; Emil Forsberg, Sebastian Larsson (Svensson), Albin Ekdal (Hiljemark) e Viktor Claesson; Marcus Berg e Ola Toivonen (Thelin)
Técnico: Jan Andersson

CORÉIA DO SUL: Cho Hyun-woo; Lee Yong, Jang Hyun-soo, Kim Young-gwon, Park Joo-ho (Kim Min-woo); Ki Sung-yueng, Lee Jae-Sung, Koo Ja-cheol (Lee Seung-woo); Hwang Hee-chan, Son Heung-min e Kim Shin-Wook
Técnico: Shin Tae-Yong



México, de Osório, deu nó tático na atual campeã do mundo Alemanha (Foto: Kirill KUDRYAVTSEV/AFP)

O México foi responsável, sem dúvidas, pela maior surpresa da Copa do Mundo da Rússia até o momento. Com uma atuação tática de dar inveja, o time bateu a atual campeã mundial Alemanha por 1 a 0 neste domingo. Muito disso se deve ao trabalho realizado pelo técnico Juan Carlos Osório, ex-São Paulo, que já recebeu diversas críticas desde que assumiu a seleção, mas foi muito elogiado por seus jogadores em coletiva de imprensa nesta segunda-feira.

“Nunca entendemos as críticas ao técnico, e nunca entenderei. Quando se tem alguém como ele, que se entrega tanto ao time, ao grupo, é difícil alguém de fora, sem conhecer nosso dia a dia, ser tão radical e duro nas críticas. Me parece sem fundamentos. Para mim, ele é um gênio, faz coisas diferentes. Tomara que no final receba o mérito pelo trabalho que tem feito”, disse Miguel Layún, jogador do Porto e titular contra os alemães.

“Também não entendo essas críticas, temos pouquíssimas derrotas com ele. O professor sabe muito de futebol, sabe o que faz, o que espera de cada jogador. Agora, já está pensando no próximo treinamento”, completou Jonathan dos Santos, que esteve entre os suplentes do México.

São 32 vitórias, nove empates e oito derrotas para Osório à frente da seleção mexicana, a qual comanda desde 2015. No entanto, o treinador foi alvo de muitas condenações em função de dois resultados negativos em específico. O primeiro deles foi a goleada por 7 a 0 sofrida para o Chile, na Copa América de 2016. O segundo foi na Copa das Confederações do ano passado, contra a mesma Alemanha, que venceu por 4 a 1 e passou à final da competição.

Um ano depois, a redenção. Os mexicanos podem até não ganhar a Copa, mas a vitória contra a Mannschaft com certeza tem um gosto especial para o técnico colombiano. Acima de tudo, premiou seu jeito de pensar o jogo, algo que é bastante contestado desde os tempos de São Paulo. Sua equipe esteve bem postada na defesa e levou muito perigo nos contra-golpes, que só não proporcionaram um resultado mais elástico em função de erros técnicos dos atacantes.

“Taticamente, foi muito claro. Jogamos um 4-2-1-3, comigo mais à frente. Foi um jogo que trabalhamos há muito tempo. O professor fez muitas análises, vendo as possibilidades que poderíamos ter para conseguir o resultado que tivemos. Foi muito claro nas orientações, seguimos ao pé da letra”, finalizou Layún.

Os comandados de Osório voltam a campo no próximo sábado, quando enfrentam a Coreia do Sul, em Rostov. Pelo Grupo F, o México ainda terá a Suécia como adversária, em Ecaterimburgo, na terceira e última rodada da primeira fase da Copa do Mundo.