Triste por Muricy e sem conhecer Osorio, Kardec elogia Doriva: "Paizão"

Imagem ilustrativa para a matéria
Fernando Dantas/Gazeta Press
Prestes a voltar aos campos, Kardec cita Muricy e elogia conduta de Doriva (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Prestes a voltar aos campos, Kardec cita Muricy e elogia conduta de Doriva (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Muita coisa aconteceu nos seis meses que Alan Kardec ficou relegado ao departamento médico do São Paulo. O então treinador Muricy Ramalho deixou o clube por problemas de saúde, e o colombiano Juan Carlos Osorio o substituiu para tentar implantar uma nova filosofia de trabalho; a crise política do clube ganhou novos contornos e culminou na renúncia de Carlos Miguel Aidar, e a recente chegada de Doriva, a quem o atacante teceu elogios, parece constar como solução ao menos provisória.

Nesta terça-feira, dia em que falou aos jornalistas para anunciar, presencialmente, seu retorno ao grupo de relacionados após um longo período de recuperação, o atacante tentou se esquivar das perguntas que questionavam a influência exercida pela crise nos bastidores, reforçando, sobretudo, as questões relativas ao campo e à retomada da carreira profissional após reconstruir o ligamento do joelho direito.

“Muitas coisas aconteceram. Quando me lesionei estava sob o comando de Muricy, que saiu do clube por questões de saúde, o que nos deixou muito tristes. A mim em particular, porque tenho uma relação com ele desde os tempos do Santos. Tivemos o Osorio neste meio tempo, pude trabalhar pouco com ele, e fica mais difícil uma análise mais profunda. Muito do que o time aprendeu é fruto do trabalho do Osorio, e requer paciência e tempo para o Doriva colocar suas ideias em prática”, comentou com parcimônia, rasgando elogios ao novo técnico.

“Ele é um treinador que cobra muito, mas também dá muita motivação. Ele faz o lado paizão, conversa, brinca, cobra... Eles, a sua comissão técnica, juntaram-se a grandes profissionais que já têm muito tempo de casa. O ambiente está muito tranquilo. Muito se fala da parte política, mas isso não tem interferido no nosso trabalho. Ele tem sido muito paizão e cobrado com perfeição nossas atividades em campo”, completou.

Admitindo que vai “fazer o que puder para ajudar”, Alan Kardec não faz projeções sobre o quanto aguentará em campo, já que não tem uma programação bem definida, mas nega qualquer receio de voltar a atuar. Como o próprio atacante disse, “clinicamente estou 100%, e agora vou recuperando o físico aos poucos”. Após ter praticamente um semestre comprometido pela lesão, o atleta admite que a família e os amigos foram o “combustível” necessário para seguir em frente.

“No começo eu fiquei bastante chateado, quando soube da gravidade da lesão. Decidimos pela cirurgia ao invés do tratamento para voltar 100%. Tem o carinho das pessoas no dia a dia, que te passam motivação enquanto você está longe, fora, vendo os companheiros. A família foi minha principal fonte de combustível. Minha esposa, meus pais e meus amigos me ajudaram muito”, declarou.

Conteúdo Patrocinado