Torcedor tira dinheiro do próprio bolso para o São Paulo ter Centurión

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O São Paulo só conseguiu apresentar o meia-atacante argentino Centurión nesta terça-feira porque contou com o suporte financeiro de um torcedor para viabilizar a contratação. O administrador de empresas Vinicius Pinotti investiu € 4,2 milhões (R$ 12,7 milhões) do próprio bolso para que o clube adquirisse 70% dos direitos econômicos do ex-jogador do Racing.

Bastante agradecido com a colaboração, o presidente Carlos Miguel Aidar fez questão que Pinotti se sentasse perto de Centurión, diante das câmeras de televisão, na cerimônia de apresentação. “Essa pessoa especial espontaneamente disponibilizou recursos para o São Paulo. Como torcedor apaixonado que é, ele nos procurou e ofereceu a sua ajuda. Não somos nem um pouco orgulhosos, então aceitamos de bom grado”, sorriu o dirigente.

Não era para menos. O São Paulo não tem nem sequer prazo para quitar a dívida que adquiriu com o seu torcedor. “Venho com a proposta de trazer dinheiro barato para o clube. Não estou aqui para trocar uma corda no pescoço por outra. Os juros serão os mesmos do mercado - CDI, renda fixa -, nada mais do que isso”, avisou Vinicius Pinotti.

Aidar só chegou até Centurión por intermédio do investimento do fanático Vinicius Pinotti

Aidar só chegou até Centurión por intermédio do investimento do fanático Vinicius Pinotti - Credito: Fernando Dantas/Gazeta Press

A alegria de Aidar com o empréstimo foi tamanha que ele já pensou até em resgatar antigos grupos que apoiavam o São Paulo, compostos por empresários. “Tivemos algumas coisas nesse sentido no passado, mas tudo acabou se dissolvendo. Agora, com a vinda do Vinicius, queremos reconstruir um grupo de pessoas bem-sucedidas, expoentes em suas áreas de atuação, que estejam dispostas a nos ajudar”, concluiu.

Vinicius Pinotti assentiu com a cabeça à ideia do presidente – assim como o próprio Centurión, que sorria enquanto o assunto era abordado. “Mais para a frente, poderemos voltar a oferecer esse recurso barato ao São Paulo”, disse o mecenas do Morumbi.

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