O São Paulo apresentou, na última quinta-feira, o balanço financeiro relativo ao exercício de 2025. O clube fechou o ano com superávit de R$ 56,9 milhões e dívida bruta de R$ 858 milhões. Os números ainda correspondem à gestão de Julio Casares, mas o demonstrativo foi rejeitado pelo Conselho Deliberativo no final de março, por 210 votos a 24.
A dívida bruta do São Paulo teve redução de R$ 110 milhões, em comparação aos R$ 968 milhões registrados ao final de 2024.
A receita operacional do São Paulo em 2025 totalizou R$ 1,073 bilhão, representando um aumento superior a R$ 300 milhões. Por outro lado, o clube teve despesas operacionais de R$ 1,016 bilhão, resultando no superávit final de R$ 56,9 milhões.
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— São Paulo FC (@SaoPauloFC) May 1, 2026
Chama atenção o aumento nos gastos com intermediação na venda de jogadores. Em 2024, o Tricolor havia desembolsado R$ 4 milhões, enquanto em 2025 esse valor saltou para R$ 31,8 milhões, um crescimento de 680%.
Em contrapartida, o São Paulo também ampliou significativamente as receitas com negociações de atletas. Foram R$ 283 milhões arrecadados em 2025, montante 204% superior aos R$ 93 milhões de 2024.
Também é possível ver no relatório que o São Paulo teve R$ 729 milhões de custos gerais com o futebol, sendo R$ 405 milhões de salários de jogadores e direitos de imagem.
Torcida que conduz
Outro destaque positivo do balanço foi o aumento das receitas provenientes do estádio e a expansão do programa de sócio-torcedor. Nesse segmento, o Tricolor registrou crescimento de 9%, com arrecadação de R$ 56,2 milhões em 2025, contra R$ 51,6 milhões no ano anterior.
No Morumbis, o avanço foi ainda mais expressivo. A receita do estádio passou de R$ 73,5 milhões em 2024 para R$ 118,9 milhões em 2025.
Veja as principais receitas do São Paulo em 2025:
- Negociação de atletas: R$ 283,8 milhões;
- Direitos de transmissão: R$ 245,1 milhões;
- Publicidade: R$ 121,3 milhões;
- Estádio: R$ 118,9 milhões;
- Sócio torcedor: R$ 56,2 milhões.
Veja, agora, as principais despesas do clube em 2025:
- Gastos com pessoal: R$ 340,9 milhões;
- Direitos de imagem: R$ 102,5 milhões;
- Amortização de contratos: R$ 97,5 milhões;
- Gastos operacionais: R$ 59,2 milhões;
- Gastos jurídicos e contingências: R$ 49,1 milhões.
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