Pintado atribui a Cueva decisão de não ter jogado contra o Santos

São Paulo, SP

11-07-2017 21:13:54

Segundo Pintado, Cueva não queri ir a Santos para ficar no banco de reservas (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Demitido do cargo de auxiliar técnico do São Paulo na última segunda-feira, Pintado decidiu abrir o jogo sobre Cueva não ter viajado com a delegação tricolor a Santos, no último final de semana. O ex-volante atribuiu ao meia peruano a decisão de não atuar no clássico na Vila Belmiro, que terminou com vitória do time da casa por 3 a 2.

Inicialmente, o presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, gostaria que Cueva descesse a serra mesmo que ficasse no banco de reservas, ao passo que Pintado decidiu por cortá-lo da lista de relacionados.

“O Cueva tinha uma ideia de sair do São Paulo, víamos ele um pouco descontente no dia a dia. Ficou muito claro para nós. O rendimento não era mais do jogador que chegou ao São Paulo. O Cueva iria para o jogo, mas não iria iniciar. Foi uma decisão técnica. Quanto a não viajar, foi uma opção dele, que preferiu não ficar no banco”, disse Pintado, em entrevista à Rádio Jovem Pan.

“Comentei que ele tinha tudo para decidir o jogo no segundo tempo na Vila, com uma estratégia para utilizar velocidade, desde que ele estivesse disposto a ajudar e com a cabeça no São Paulo. Não dá para pedir por favor a um jogador para jogar no São Paulo, acrescentou.

Sem Cueva, o argentino Jonatan Gomez acabou estreando, mas teve atuação discreta. Nesta terça-feira, porém, em seu primeiro treino tático, Dorival Júnior ensaiou o time titular com Cueva e Gomez juntos.

Em entrevista ao canal Espn Brasil, Pintado ainda falou sobre sua relação com Rogério Ceni nos quase sete meses em que o ídolo tricolor treinou o time do Morumbi. Não houve qualquer atrito entre os dois, segundo o ex-auxiliar técnico.

“Nunca houve problema de relacionamento de nenhum dos lados. Isso é fofoca, bobagem que estão falando por aí, principalmente num momento difícil do São Paulo. Só prejudica mais as coisas. Sou um homem do futebol, tenho mais tempo de vestiário do que da minha casa. Conheço muito bem essas histórias. Não preciso ficar provando nada para ninguém. Estou chateado com o momento da equipe, mas esperançoso de que as coisas melhorem o mais rápido possível”, garantiu.

Afirmou ainda que não trabalhou para ‘derrubar’ Ceni e assumir o seu cargo. “Nunca foi meu objetivo ser treinador do São Paulo. Eu não aceitaria isso, ainda mais depois da saída do Rogério, que é meu amigo particular. Nesse cargo existe esse tipo de fofoquinha, de inveja. Fico tranquilo porque todo mundo me conhece, jamais faria alguma coisa contra o profissional que trabalha comigo e a minha história mostra isso”, encerrou.

Contratado como auxiliar da comissão técnica fixa do São Paulo em 2016, Pintado trabalhou para Edgardo Bauza e Ricardo Gomes, antes de Rogério Ceni. Campeão da Copa Libertadores da América e Mundial de Clubes pelo Tricolor na década de 1990, o profissional aguarda uma proposta da diretoria tricolor para exercer um cargo, que deve focar na integração entre a categoria de base, em Cotia, e o elenco profissional, na Barra Funda.


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