Marcos Guilherme lembra infância são-paulina e ‘susto’ com Hernanes

José Victor Ligero - São Paulo , SP
26/07/2017 15:54:03 — 26/07/2017 19:13:23

Em: Brasileiro Série A, Futebol, São Paulo
Marcos Guilherme é o 18º reforço do São Paulo para 2017 (Foto: Rubens Chiri/SPFC)

Como tem sido hábito no CCT da Barra Funda, mais um reforço foi apresentado para o São Paulo. Nesta quarta-feira, foi a vez de Marcos Guilherme falar com a imprensa. Ele é o 18º jogador que chega ao clube para a temporada 2017. Após receber a camisa 23 das mãos do diretor-executivo de futebol Vinicius Pinotti, o jogador nascido em Itararé, no interior paulista, superou o receio de revelar o clube de coração, pelo qual tanto vibrou durante a infância em sua cidade natal.

“Fiquei meio assim de revelar meu time. Mas, como, quando era criança, tinha sonho de jogar ao clube do coração, e hoje tem muitas crianças com esse sonho e quero incentivar. Tenho várias histórias como torcedor, a mais marcante foi na final do Mundial de 2005 contra o Liverpool, enrolado em bandeira, fui ao centro da cidade, como é mania no interior, fui ao centro fazer carreata e comemorei muito”, rememorou.

Naquela época, Marquinhos, como permitiu a ser chamado pelos jornalistas, celebrou os tricampeonatos da Copa Libertadores e Mundial de Clubes, além dos títulos brasileiros de 2006, 2007 e 2008. Esses dois últimos foram conquistados com Hernanes liderando o meio-campo tricolor.

Agora, o jogador de 21 anos terá a oportunidade de dividir vestiário com o ídolo, diante de quem se espantou na semana passada, quando ambos foram anunciados oficialmente como reforços. Os dois, inclusive, foram apresentados à torcida na última segunda-feira, no Morumbi, antes da partida contra o Grêmio.

“Com o Hernanes, tenho uma história engraçada. Cheguei, fui fazer exames, entro no carro e vejo o Hernanes. Passou um filme na cabeça de quando via o Hernanes jogar, de como sempre admirei como joga, driblando, e fora do campo, sem entrar em polêmicas. Fiquei constrangido, mas muito feliz. Ainda não caiu a ficha, realmente, mas fiquei extremamente feliz. A oportunidade de subir ao estádio, 50 mil pessoas, torcida de perto. Vou lembrar para sempre. Agradeço ao apoio. Está aqui um cara que vai sempre se entregar”, assegurou.

Ainda pertencendo ao Atlético-PR, Marcos Guilherme estava no Dínamo de Zagreb, da Croácia, onde não teve tanto destaque, apesar de ter garantido que adquiriu experiência em sua passagem pelo leste europeu. Ele chega ao Morumbi por empréstimo até dezembro de 2018 e será mais uma opção de velocidade pelas beiradas do campo para o time comandado por Dorival Júnior, que já o havia tentado levar ao Santos no fim do ano passado.

“Não tivemos tempo de conversar sobre como ele pretende me usar. Mas sou um jogador rápido, gosto de jogar pelos lados do campo. Onde ele pretender me usar, vou estar à disposição. Fico contente de trabalhar com ele, porque ele já tinha tentado me contratar. Espero corresponder às expectativas dele e do clube”, afirmou.

Bem fisicamente, Marcos Guilherme pediu apenas mais um período de treinos para se readaptar ao futebol brasileiro. Para estrear já contra o Botafogo, neste sábado, no Rio de Janeiro, ele ainda precisará aparecer no BID (Boletim Informativo Diário) da CBF até às 19 horas (de Brasília) de sexta-feira.




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