As recentes mudanças no comando técnico do São Paulo seguem repercutindo nos bastidores do clube. Em participação no programa Jogo Aberto, da Band, o ex-diretor e atual conselheiro do clube, Marco Aurélio Cunha, não poupou críticas à gestão do futebol tricolor, especificamente sobre a saída de Hernán Crespo e a chegada de Roger Machado.
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Para o atual conselheiro do clube, a troca carece de explicações claras para o público e coloca uma responsabilidade pesada sobre os ombros de quem tomou a decisão.
Falta de transparência e responsabilidade
Cunha admitiu não ter compreendido a lógica da substituição de Crespo por Roger, sugerindo que fatores de bastidores podem ter pesado mais do que o desempenho em campo.
"Não entendi. Obviamente há motivos internos que não foram expostos. Aguardaram o momento para fazer a mudança. Quem decidiu tem que se responsabilizar que vai ser para melhor", afirmou o conselheiro, cobrando resultados imediatos da diretoria.
Ilusão x Realidade: O choque de sinceridade
Um dos pontos mais importantes da fala de Marco Aurélio foi a análise sobre o atual elenco. Segundo ele, há uma distância perigosa entre o que o torcedor espera e o que o time pode, de fato, entregar em 2026.
"Para o torcedor é melhor o clima de ilusão, de que o São Paulo é forte e vai conquistar. A realidade é que o time é mediano e vai brigar para ter Libertadores", disparou.
Cunha ainda analisou o impacto desse tipo de declaração dentro do vestiário. Segundo ele, embora seja a realidade, admitir a limitação do grupo e do trabalho - como fez Crespo - pode ser interpretado como fraqueza: "Isso não pode ser dito; se o treinador disser isso, é frágil"
Pressão sobre Roger Machado
Para Roger Machado, resta a missão de buscar a confiança no São Paulo. O técnico chegou sob grande desconfiança da torcida e terá de manter a boa campanha do Tricolor no Brasileirão - o time é o segundo colocado na classificação e enfrenta nesta quinta-feira a Chapecoense no Canindé.