Após se despedir do clube em meados de junho, Rodrigo Caio ainda não tem seu futuro definido. Apesar de ter viajado à Espanha, o atleta foi reprovado nos exames médicos do Valencia e, por conta também de questões contratuais, não pôde ser oficializado. Com isso, o Atlético de Madri voltou à carga pelo jogador, mas propõe uma negociação em moldes diferentes que, segundo a imprensa espanhola, depende só do aval do São Paulo para acontecer. O clube ainda não se pronunciou oficialmente.
Segundo jornais espanhóis como Marca e Ás noticiam nesta sexta, o Atlético de Madri aceitaria o jogador por um ano de empréstimo, com o objetivo de testar suas condições físicas e, depois desse período de avaliação, teria prioridade na compra do passe do atleta. Contudo, especula-se que o clube estaria disposto a pagar apenas 8 milhões de euros (cerca de R$ 28 milhões) pelo atleta, de forma parcelada, o que a difere por completo da proposta do Valencia.
O Atlético já tinha manifestado interesse no jogador há alguns meses, mas acabou perdendo na concorrência para o Valencia, que ofereceu quantia superior e pagamento no ato. A equipe que já contou com o brasileiro Jonas se propôs a pagar 12, 5 milhões de euros (cerca de R$ 44 milhões) por Rodrigo Caio, dos quais porcentagem de até 90% (pouco mais de R$ 39 milhões) ficaria a cargo do caixa tricolor para o pagamento de dívidas.
Depois de negociação com Valencia ter melado, Rodrigo Caio ainda pode ser emprestado ao Atlético de Madri - Credito: Divulgação/São Paulo FC
Além dos cerca de R$ 3,1 milhões que já estariam penhorados pela Justiça para pagamento de dívidas antigas, o Tricolor utilizaria o lucro para acertar o pagamento dos direitos de imagem, que em 10 de julho completam o quarto mês de atraso. No entanto, o entrave na negociação colocou por terra os planos do clube, que segue sofrendo com o déficit financeiro.
Somando os débitos com imagem, o São Paulo deve gastar cerca R$ 11,2 milhões para colocar os vencimentos em dia. As vendas de Paulo Miranda, para o RB Salzburg, e de Denilson, para o Al-Wahda, somadas resultariam em lucro de R$ 13,8 milhões, o bastante para pagar as dívidas. No entanto, o pagamento ao Tricolor será feito de forma parcelada, o que alonga ainda mais o processo de saneamento das dívidas.