Eliminações traumáticas e G4: veja balanço de Aguirre no São Paulo

São Paulo , SP
19/06/2018 08:00:51

Em: Brasileiro Série A, Copa Sul-Americana, Escolha do editor, Futebol, São Paulo
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No último dia 11, Diego Aguirre completou três meses à frente do São Paulo. Mas, em suas entrevistas, o uruguaio costuma dizer que parece estar há mais tempo no comando do time. Há uma explicação: nesse período, o Tricolor disputou nada menos que oito duelos de mata-mata e 12 válidos pelo Campeonato Brasileiro.

No Morumbi, a avaliação do trabalho feito até aqui é positiva. Entre dirigentes e conselheiros, é praticamente unânime a percepção de que a metodologia implantada pela nova comissão técnica mudou para melhor o ambiente entre os jogadores e tornou a equipe mais competitiva.

Durante esses 90 dias, em trabalho conjunto com diretoria e comissão técnica, Aguirre conseguiu recuperar o futebol de Diego Souza, melhorar ainda mais o desempenho de Nenê e encaixar Everton no eficiente sistema ofensivo tricolor. Além disso, rodou bastante o elenco, minimizando a insatisfação daqueles que vinham sendo pouco utilizados.

Em termos de resultados, a análise também é satisfatória. Em um total de 20 jogos disputados, o time contabilizou nove vitórias, sete empates e quatro derrotas, um aproveitamento de 56% dos pontos disputados.

A despeito das eliminações traumáticas para Corinthians e Atlético-PR no Campeonato Paulista e na Copa do Brasil, respectivamente, a equipe não se abateu e deu a volta por cima nas competições que lhe restam na temporada. Pela Copa Sul-Americana, eliminou o Rosario Central-ARG e avançou à segunda fase. No Campeonato Brasileiro, do qual é o terceiro colocado com 23 pontos, voltou ao G4 após 82 rodadas.

“Quando começamos aqui já estávamos em mata-mata, decisões, não tivemos praticamente um momento para trabalhar com tranquilidade, e sempre com a pressão de jogar, ganhar, melhorar… Então, parece mais tempo (de convívio), porque são muitos jogos, parece que estou há mais tempo no clube”, explicou Aguirre.

O bom início de trabalho e a perspectiva de conquistas no segundo semestre de 2018, contudo, não o deixam relaxado. “Tudo isso é mérito deles (jogadores). Nós tentamos organizar, motivá-los, mas os méritos são deles. Mesmo assim, ainda temos muito para melhorar”, avaliou o comandante.

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E tempo não faltará ao uruguaio para melhorar o time, que iniciará a ‘intertemporada’ durante a pausa para a Copa do Mundo no dia 26 de junho, intercalando treinos nos CT’s de Cotia e da Barra Funda. O São Paulo volta a campo em 18 de julho, no Rio de Janeiro, para encarar o Flamengo, líder do Brasileiro.

“Eu, como treinador, não posso estar plenamente satisfeito. Estamos em um bom momento, porém, temos muitas coisas para melhorar, trabalhar… Não vou falar de nenhum setor, temos de trabalhar para melhorar tudo”, concluiu.




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