A expulsão do lateral esquerdo Matheus Reis foi apontado como o fator mais decisivo no empate e má atuação do São Paulo contra o Vasco. Talvez por isso, tanto ele quanto o técnico Doriva, responsável pela tal análise, não reclamaram muito da marcação do pênalti no final do primeiro tempo, em cruzamento que bateu no braço do garoto. O problema foi o cartão vermelho dado ao defensor, por acumular dois amarelos.
"Eu falei para ele: 'Quer dar o pênalti? Tudo bem. Mas o cartão, não, pô'", revelou o jogador, que conquistou espaço com o treinador exatamente por ser considerado melhor defensivamente do que Reinaldo. Carlinhos, o titular da posição, está em recuperação de um estiramento na panturrilha da perna esquerda.
"Em relação ao lance do pênalti, eu nem questiono o pênalti, mas o cartão dado ao jogador que não fez nada grave. A bola bateu nas costas dele pelo que ele falou. De onde eu estava, não tive a melhor visão. Mas não é lance para você amarelar um jogador e, consequentemente, expulsá-lo", disse o comandante.
Para Doriva, esse foi o grande motivo de o São Paulo ter sido envolvido pelo Vasco durante todo o segundo tempo. Na avaliação do selecionador tricolor, a equipe teve um bom início e, após ficar com um jogador a menos, não conseguiu mais ter o vigor físico necessário para pressionar a saída de bola.
"Nós estávamos bem, marcando alto, adiantando as linhas e colocando eles em dificuldade para jogar. Depois que ficamos com um a menos, no entanto, é natural que a gente recue e passe a marcar mais atrás. Acho que acabou sendo decisivo para a atuação do time", analisou, ressaltando sua satisfação com o empate conquistado no final.
"É um empate que valoriza o esforço que os meninos tiveram para jogar com um homem a menos. A equipe demonstrou um poder de reação importante. Conseguimos fazer o gol do empate por causa disso. Obviamente queríamos mais, mas, pela circunstância do jogo, é um resultado a ser comemorado", encerrou.
