Futebol

Diniz revela rotina de análises na quarentena e mostra preocupação com danos sociais

São Paulo , SP
26/03/2020 21:00:06

Em: Escolha do editor, Futebol, Gazeta Press, São Paulo
Diniz fala sobre a falta que futebol faz em sua vida (Foto: Rubens Chiri/São Paulo)

Enquanto as atividades futebolísticas estão paralisadas por conta do coronavírus, Fernando Diniz busca analisar as partidas do São Paulo para identificar pontos a serem melhorados. Em entrevista para um podcast produzido pelo Tricolor, o treinador falou sobre como tem sido sua rotina em casa.

“Eu tenho me ocupado com trabalho. Tenho visto muito os nossos jogos, os nossos adversários. Tentando criar algumas formas de treinamento. Estou entrando em contato com os jogadores, para manter a sintonia que a gente quer. Converso também com todos os membros da diretoria. É uma situação sui generis na vida de todo mundo e estamos tentando nos adaptar. Tem tanta coisa para melhorar, então a gente precisa arranjar vias para isso”, afirmou o técnico.

Diniz não esconde que a paralisação traz um grande impacto em sua vida. Além disso, o treinador do São Paulo acredita que a ausência de partidas modifica o cotidiano de grande parte da população brasileira.

“O futebol é um acontecimento para quem está envolvido com isso. O torcedor sente muito, a gente sente muito. O futebol é um braço muito forte da cultura do Brasil, é um espetáculo, onde a gente descarrega as emoções. Eu sinto muita falta do treinamento, me sinto muito realizado quando entro em campo para dar um treino e melhorar os jogadores. Tem duas que eu faço na minha vida: trabalhar com o futebol e cuidar da minha família. Então estou cuidando da minha família, que está sendo muito bom também”, pontuou.

Por fim, Diniz revelou quais são suas maiores preocupações em relação ao avanço do coronavírus no Brasil. Apesar de trazer uma mensagem positiva, o técnico teme pelos danos sociais e econômicos causados pela covid-19.

“Eu estou com muito preocupado com a gente poder conter o avanço da doença, com a nossa economia, que não é uma coisa separada da sociedade. A quantidade de desempregados que a gente pode ter se esse período durar muito, quantas famílias vão sofrer com isso. Ao mesmo tempo sou um cara otimista, tenho muita confiança de que vamos nos juntar como sociedade e aprender com tudo isso que tem acontecido”, finalizou.




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