Com velas e cruzes, torcida protesta contra time e só exalta Ceni

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A principal torcida uniformizada do São Paulo prometeu para este sábado um protesto em que pediria para Rogério Ceni antecipar a aposentadoria para não passar mais vergonha com o elenco. O encontro de tricolores realmente aconteceu, mas ninguém pediu o fim da carreira do capitão, que foi o único exaltado, enquanto o vice-presidente de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, e jogadores como Luis Fabiano, Ganso e Souza foram muito contestados. Até mesmo uma garrafa foi atirada na direção do ônibus da delegação tricolor.

O grupo de cerca de 100 pessoas se posicionou em frente ao portão principal do Morumbi, duas horas antes da partida contra o Joinville, pelo Campeonato Brasileiro. Com cruzes, sal grosso e velas acesas nas mãos, muitos trajaram camisas pretas com a seguinte mensagem: “Luto. Devolva nosso São Paulo”.

Os manifestantes também apareceram com máscaras de Luis Fabiano, Souza, Ganso, Reinaldo e Ataíde Gil Guerreiro, em sinal de protesto. Já o presidente Carlos Miguel Aidar praticamente não foi citado, pois apenas um torcedor gritou contra o dirigente logo no início do protesto.

Protesto, que seria para pedir aposentadoria de Ceni, na verdade foi para criticar elenco

Protesto, que seria para pedir aposentadoria de Ceni, na verdade foi para criticar elenco - Credito: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

O vice de futebol, por sua vez, foi lembrado durante toda a manifestação. Dos jogadores, o mais criticado foi Luis Fabiano, que tem contrato apenas até o fim do ano e tem sua permanência praticamente descartada. O protesto, que acabou reunindo duas organizadas, acusou o atacante de ser “pipoqueiro”, além de xingá-lo e mandá-lo embora do clube.

O zagueiro Rafael Toloi também foi hostilizado, apesar de não ter sido confeccionada máscara com seu rosto. “Não é mole, não, estou cansado de time amarelão” e “vergonha, vergonha, time sem vergonha”, foram alguns dos cantos.

Os torcedores ainda exibiram três faixas em apoio a Rogério Ceni. Duas delas apenas exaltavam o goleiro, enquanto a outra continha mais uma crítica ao time: “Rogério Ceni, esses jogadores frouxos estão manchando sua história vitoriosa e campeã”. O grupo ainda cantou em apoio ao capitão, que tem contrato apenas até o início de agosto e deve encerrar a carreira.

Os atos só terminaram depois da chegada do time ao Morumbi. Policiais militares organizaram um isolamento para que o ônibus pudesse entrar no estádio, enquanto as organizadas cantaram o seguinte, sem silenciar: “um minuto de silêncio, com esse elenco nóis tá morto (sic)”. Depois que o veículo já havia passado pelo portão, uma garrafa de cerveja ainda foi atirada, estilhaçando no chão. O elenco, então, entrou no vestiário sem conceder entrevistas.

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