Gazeta Esportiva

Ceni explica pouco uso de Galoppo e comenta negociação: "Preferia outras opções"

São Paulo, SP

20/01/23 | 14:29 - 20/01/23 | 14:34

O técnico do São Paulo, Rogério Ceni explicou a pouca utilização do argentino Giuliano Galoppo na equipe. Contratado sob grande expectativa no ano passado, fruto de um alto investimento do clube, o jogador ainda não se firmou no Tricolor e busca cada vez mais espaço.

Dias antes da vitória sobre a Ferroviária, por 2 a 1, de virada, na última quinta-feira - inclusive, com gol de Galoppo - o comandante participou do programa Bola da Vez, do canal ESPN, e afirmou que ainda procura a posição ideal para o meio-campista. Além disso, citou o alto número de estrangeiros no time (oito) como uma barreira para escalá-lo. Até o momento, são dois tentos em 23 jogos pela equipe.

"Ele é um menino esforçado e dedicado. Ainda estamos procurando uma posição para ele no grupo. Tem um número alto de estrangeiros no clube, então também existe a concorrência nesse sentido", declarou Ceni ao programa que vai ao ar neste sábado, às 22h30 (de Brasília).


Em entrevista coletiva recente, Ceni admitiu que tem trabalhado para que Galoppo seja o substituto de Calleri como centroavante. Ele reconhece que não é a função predileta do argentino, mas crê que o seu faro de gols e a boa chegada à área adversária podem contribuir para a adaptação.

Autor do gol que decretou o triunfo do São Paulo sobre a Ferroviária, o atleta de 23 anos revelou que espera ter "mais continuidade" pelo time em 2023. Ele teve apenas sete oportunidades como titular da equipe, até aqui.

MAIS: “Trabalho para ter mais continuidade”, diz Galoppo após vitória do São Paulo

Galoppo pode ganhar nova chance já no próximo domingo, quando o Tricolor encara o Palmeiras, no Allianz Parque. O Choque-Rei está marcado para as 16h e é válido pela terceira rodada do Campeonato Paulista.

"Tínhamos outras necessidades"

Outro ponto detalhado por Ceni foi a engenharia feita pelo São Paulo para adquirir Galoppo junto ao Banfield, da Argentina. O técnico afirmou que desconhece valores ou como se deu a negociação, mas confessou que tinha a preferência por outras opções naquele momento.

"Não sei quanto custou o Galoppo. Não sei qual a parceira que foi feita, desconheço mesmo. A direção, com o departamento de scout, encontrou o jogador no Banfield e me mostrou. É um menino excepcional, trabalhador e interessado. Nós tínhamos necessidades em outras posições, perguntei se não dava para trazer outras opções, mas o patrocinador queria bancar aquele jogador. Então, entre ter ou não ter o jogador, prefiro que ele venha", declarou.

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