O goleiro Rogério Ceni criticou a oscilação do São Paulo e se calou sobre problemas internos (Foto: Rubens Chiri/São Paulo)
A volta do goleiro Rogério Ceni à meta são-paulina não foi da forma como a torcida esperava. O time sofreu para se aproximar da área da Chapecoense, nesta quinta-feira, e saiu do Morumbi com um amargo empate sem gols. Para o ídolo tricolor, a brusca queda de rendimento da equipe está ligada à ausência do meia Paulo Henrique Ganso, que sentiu dores no joelho direito e foi vetado para esta partida.
“O Ganso faz falta sempre”, afirmou Ceni. “Com ele em campo as coisas ficam um pouco mais fáceis, porque ele tem aquele talento individual de segurar a bola e sair jogando. Temos jogadores de qualidade parecida, mas que não são armadores. Eles têm características diferentes e sofremos um pouco [sem o Ganso]”.
Ceni retornou ao time titular após perder cinco jogos por conta de uma lesão muscular. De fora da equipe, o goleiro viu o Tricolor colecionar atuações fraquíssimas, como a derrota por 3 a 0 para o Santos, no dia 9 deste mês, e resultados surpreendentes, como a vitória por 2 a 0 contra o Grêmio, no último domingo. Segundo o ídolo, a oscilação do São Paulo é preocupante e poderá minar as chances do clube de se classificar para a Copa Libertadores ou conquistar o título da Copa do Brasil.
“Temos que jogar melhor se quisermos almejar alguma coisa. Precisamos ser mais constantes, assim como fomos contra o Grêmio. Se não jogarmos um futebol de alto nível, dificilmente chegaremos a uma final ou a uma colocação do Brasileiro que possa levá-los à Libertadores do ano que vem”, disse o atleta, que se aposentará após o término desta temporada.
O goleiro, influente dentro e fora de campo, só não quis opinar sobre a grave crise política e econômica que o São Paulo enfrenta nos bastidores. “A situação política é tão complicada que o silêncio é o mais importante no momento. É até capaz de comentarmos publicamente os assuntos que são internos do clube. E desta forma só estenderemos um fato que deve ser resolvido internamente”, concluiu.