Há exatos 25 anos o goleiro Rogério Ceni era aprovado em uma peneira do São Paulo e assinava o primeiro contrato com o clube que o consagrou no futebol. Em recuperação de uma lesão na coxa direita, o ídolo tricolor não treinou com o grupo principal nesta segunda-feira, mas recebeu o carinho dos companheiros por conta da histórica marca. O lateral direito Bruno recordou o primeiro contato que teve com o experiente jogador e enumerou as qualidades que o atleta apresenta dentro e fora de campo.
“Quando eu cheguei ao São Paulo, fiquei muito ansioso pela história do clube e do próprio Rogério. É um grande jogador dentro de campo e uma excelente pessoa fora dele. Ele cobra, ajuda muito e tem uma grande liderança”, disse Bruno, que chegou ao São Paulo no início deste ano, após passagem pelo Fluminense. “Na apresentação eu estava um pouco receoso, mas ele é uma pessoa muito bacana, um cara que agrega e deixa o jogador à vontade. Acredito que todos que estão chegando foram acolhidos muito bem pelo grupo e pelo próprio Rogério”.
Por ser o último ano em que Ceni atuará como jogador profissional antes de se aposentar, Bruno afirmou que tentará absorver ao máximo os conselhos transmitidos pelo goleiro nos vestiários. “É muito gratificante fazer parte dessa história, estar no dia a dia com ele. Estou aprendendo a cada treino e a cada jogo. Ele é um cara muito tranquilo, mas chama a responsabilidade. Mesmo quando não está jogando, ele vai para o vestiário nos apoiar. Nós temos que dar os parabéns porque hoje é o dia dele”, declarou.
Bruno fez questão de esclarecer que a liderança e as cobranças de Ceni nos bastidores não são vistas pelos outros atletas como uma forma de pressionar o elenco. “Ele não manda em nenhum jogador, só vem nos ajudar. Se vê alguma coisa errada, ele vem e conversa para mostrar o caminho. Vai do jogador querer aceitar, mas vindo do Rogério nós temos que absorver por conta da história que ele tem”, disse.
O lateral tricolor só não quis opinar sobre a possibilidade de Ceni repetir a decisão que teve no ano passado e adiar por mais uma temporada a aposentadoria. “Nos jogos o nível dele está excelente. Ele treina muito, se dedica, vive mesmo o São Paulo. A gente só tem a ganhar com isso até o final do ano. Se ele vai parar, isso é com ele. Mas deve ser uma decisão difícil de ser tomada, porque ele tem uma vida aqui dentro. Esta é uma história muito bonita e quero aproveitar cada minuto com ele para levar para o resto da vida”, concluiu o jogador.