Marcelo Baseggio
O São Paulo se sagrou campeão da Supercopa do Brasil ao bater o Palmeiras, nos pênaltis, por 4 a 2, após empate sem gols no tempo regulamentar, neste domingo, no Mineirão. O final foi feliz para o Tricolor, mas se engana quem pensa que Calleri, Luciano e companhia reinaram no decorrer dos 90 minutos.
Embora tenha tido algumas chances para abrir o placar, o São Paulo viu o Palmeiras ter as melhores oportunidades de gol, sobretudo no segundo tempo, quando criou bem mais que o rival e só não abriu o placar porque o jovem Moreira apareceu na hora “h” para interceptar o chute de Mayke praticamente em cima da linha.
No primeiro tempo, Rafael já havia parado Mayke em um chute cara a cara, dentro da área, além de ter defendido, no reflexo, uma bomba de Rony logo no início do jogo. É verdade que o Palmeiras também não teve o pleno domínio do clássico, mas foi mais efetivo, dentro das possibilidades.
Só que o dia era mesmo do São Paulo. Os comandados do técnico Thiago Carpini souberam sofrer, aguentaram a pressão alviverde e tiveram muita frieza nos pênaltis, contando com a torcida tricolor para empurrá-los atrás do gol em que foram direcionadas as cobranças.
Ainda é muito cedo para exigir ou esperar qualquer coisa de Thiago Carpini, que tem menos de um mês à frente do São Paulo. Perder o título neste domingo para o Palmeiras não seria um absurdo, muito pelo contrário. Mas, o treinador mostrou que tem estrela e que pode, sim, fazer história no clube, apesar da pouca experiência.
Em uma semana que começou com a quebra do incômodo tabu em Itaquera e terminou com um título inédito, em cima do time mais vencedor dos últimos anos no futebol sul-americano, Carpini pode, sim, se cobrar por mais, porém, deve se permitir comemorar, e muito, a conquista deste domingo, que alivia bastante o prosseguimento do seu trabalho à frente do Tricolor.
Se antes Carpini era dúvida, hoje a situação já é bem diferente. O treinador ganhou confiança para o restante da temporada, caiu nas graças da torcida e tem o respaldo não só da diretoria, mas também de todo o grupo de atletas. Não poderia haver um início de ano melhor para o São Paulo, que vem se habituando a erguer troféus novamente.