O São Paulo oscilou ao longo da partida e não fez um grande jogo tecnicamente, mas cumpriu a missão com o time reserva em Bogotá, na Colômbia, ao sair de campo com um empate sem gols com o Millonarios, na última terça-feira, pela terceira rodada da Copa Sul-Americana. Os jogadores sentiram a falta de entrosamento e o Tricolor não brilhou, mas levou um ponto importante e fez o que mais precisava em um contexto de dificuldade na altitude: manteve a ponta do Grupo C.
Como foi o jogo?
O técnico Roger Machado preservou sete titulares para a partida e mandou a campo uma escalação totalmente alternativa, com muitas novidades: um goleiro estreante, dois garotos da base e um ataque modificado. Mas para além das caras novas, a principal alteração no São Paulo foi tática, com o retorno do sistema de três zagueiros, muito utilizado pelo antecessor Hernán Crespo.
Os primeiros minutos foram de um jogo equilibrado em Bogotá, mas com os reservas do São Paulo fazendo frente aos donos da casa. O Tricolor começou a chegar, principalmente, nas bolas paradas e utilizando a velocidade de Tapia nos lançamentos em profundidade. Pouco pressionado pelo Millonarios, a equipe são-paulina teve um pouco menos de posse, mas mostrou uma postura bastante honesta na altitude e quase abriu o placar aos 20 minutos.
O São Paulo não esperou o Millonarios jogar. Pelo contrário, gerou oportunidades no jogo aéreo e teve chance de marcar. A única coisa que faltou ao time de Roger Machado foi um pouco mais de aproximação para criar chances também pelo chão. Já defensivamente, o Tricolor se portou muito bem, com um perde e pressiona eficiente e uma intensidade importante na recuperação de bolas, impedindo contra-ataques perigosos.
O panorama do jogo, porém, mudou por volta dos 30 minutos. O São Paulo pareceu sentir o impacto da altitude, começou a chegar atrasado nas jogadas e a ceder mais espaços ao rival, que tinha mais a posse e pisava mais no campo de ataque, mas também não ameaçou o gol de Coronel. Em suma, o primeiro tempo tricolor foi de oscilação. A equipe esteve segura de si nos 25 minutos iniciais mas, depois, perdeu o controle das ações e cometeu alguns erros técnicos, mostrando insegurança e criando pouco até o fim da etapa.
Segunda etapa
O São Paulo voltou do intervalo sem mudanças, mas com um jogo muito mais perigoso do que no primeiro tempo. O Tricolor começou perdendo muitas bolas no campo de ataque e cedeu contra-ataques, demorando a se reorganizar defensivamente e ficando mais acuado pela pressão rival. Diante de dez primeiros minutos muito ruins, Roger Machado mexeu rapidamente e promoveu as entradas de Ferreira e Bobadilla para dar mais capacidade ofensiva à equipe.
Com as mudanças, o São Paulo apresentou uma leve melhora e, ao menos, voltou a ameçar o gol do Millonarios. Tapia finalizou a gol, ainda que impedido, e Nicolas teve chance de dentro da área, mas mandou para fora. O jogo ficou mais aberto, com as duas equipes buscando o gol. Roger, então, mudou novamente, trazendo Wendell, Negrucci e Lucca a campo. O treinador apostou na velocidade dos pontas para atacar em profundidade, algo que deu certo na etapa inicial.
Invencibilidade e liderança mantidas, e nenhum gol sofrido na CONMEBOL Sul-Americana. Agora é foco no Brasileirão 🔜#VamosSãoPaulo 🇾🇪 pic.twitter.com/yxH1AcJlcr
— São Paulo FC (@SaoPauloFC) April 29, 2026
As novas alterações, porém, não surtiram grande efeito. O Millonarios seguiu tendo mais a posse e criando mais oportunidades, mas a verdade é que pouco assustou Coronel. A defesa do São Paulo se comportou bem e se sobressaiu no jogo aéreo, ganhando embates importantes pelo alto. Na reta final, o time colombiano tentou pressionar, mas Coronel fez boa defesa e, apesar dos pequenos sustos, o Tricolor segurou o empate e levou um ponto para casa.
Diante do contexto do jogo, o resultado está de bom tamanho para o São Paulo. Com um time reserva, a equipe mostrou pouco entrosamento e criou poucas chances de ataque, mas fez a lição de casa, cumpriu sua missão defensiva em meio a uma pressão do Millonarios e saiu de campo com ao menos um ponto poupando seus principais titulares. O Tricolor teve coragem para jogar fora de casa com um sistema e uma escalação diferentes e fez uma partida sólida. O futebol apresentado não foi de se encher os olhos, mas o importante era não perder. E não perdeu.
Situação na tabela
Com o resultado, o São Paulo garantiu a liderança do Grupo C da Copa Sul-Americana por pelo menos mais uma rodada. O Tricolor alcançou os sete pontos e manteve a invencibilidade no torneio, com duas vitórias e um empate.
Próximos jogos do São Paulo
São Paulo x Bahia (14ª rodada do Campeonato Brasileiro)
Data e horário: 03/05 (domingo), às 16h (de Brasília)
Local: Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP)
O’Higgins-CHI x São Paulo (quarta rodada da Copa Sul-Americana)
Data e horário: 07/05 (quinta-feira), às 19h (de Brasília)
Local: Estádio Codelco El Teniente, em Rancagua (Chile)