Análise: estreia do Tricolor na Sul-Americana mostra por que Cotia vem desbancando medalhões

Redação - São Paulo,SP

08/04/22 | 06:00

Marcelo Baseggio

O São Paulo estreou na Sul-Americana com vitória nesta quinta-feira. O time comandado por Rogério Ceni superou o modesto Ayacucho, do Peru, por 3 a 2, em Lima, mas teve uma atuação para esquecer, cometendo muitos erros sobretudo defensivamente, mesmo contando com nomes tarimbados como Miranda, Reinaldo, Patrick, Rigoni, entre outros.

Jogadores que até o ano passado eram titulares inquestionáveis no Tricolor agora veem jovens jogadores revelados em Cotia ganharem espaço no profissional e se tornarem as primeiras escolhas de Rogério Ceni. Muitos torcedores vinham questionando o fato de alguns medalhões terem se transformado em reservas, mas a partida desta quinta-feira sinalizou que o treinador são-paulino vem sendo coerente.


Miranda, por exemplo, sofre para competir em igualdade com atletas mais jovens, mesmo sendo menos talentosos. O zagueiro tricolor mostrou dificuldades para acompanhar o ritmo, embora sua técnica siga apurada.

Rigoni é outro exemplo. O atacante, que no ano passado chegou a ser o atleta mais decisivo do São Paulo, colecionando gols e assistências, além de se destacar por bater bem com as duas pernas, fez uma partida bastante ruim nesta quinta-feira, errando até mesmo simples domínios de bola.

Já Patrick, passados mais de três meses desde o início da pré-temporada do São Paulo, segue aparentando estar fora de forma.

A diferença de frequência entre os jovens de Cotia que vêm ganhando espaço entre os titulares, casos de Pablo Maia, Rodrigo Nestor, Diego Costa, entre outros, e os atletas mais experientes é nítida. Cabe ao técnico Rogério Ceni e sua comissão tentar dar mais equilíbrio ao elenco tanto física quanto tecnicamente.

Vale lembrar que ainda existem outros jovens que, por enquanto, não conseguiram ascender de forma considerável devido à quantidade de jogadores no elenco, mas agora, com o São Paulo tendo de se dividir em três frentes (Sul-Americana, Copa do Brasil e Brasileirão), podem ganhar minutagem, como Toró,  Juan e Talles Costa, que entraram no segundo tempo e mudaram o jogo contra o Ayacucho.

Com jogos a cada três ou quatro dias, Rogério Ceni não terá muito tempo para treinar seus jogadores, mas opções não faltam para montar sua equipe. Resta saber ser os medalhões darão uma resposta a comissão ou seguirão sucumbindo aos jovens de Cotia.

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