Análise: dependente de Lucas, São Paulo frustra torcida com mais do mesmo em eliminação

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Marcelo Baseggio

O São Paulo foi eliminado nas quartas de final do Campeonato Paulista pelo segundo ano consecutivo neste domingo, ao perder para o Novorizontino, nos pênaltis, por 5 a 4, em pleno Morumbis, após empate em 1 a 1 no tempo regulamentar. Diante de mais de 55 mil torcedores, o Tricolor mostrou mais do mesmo, motivo suficiente para a multidão nas arquibancadas demonstrarem sua insatisfação com o trabalho do técnico Thiago Carpini.

De fato, parte dessa impaciência da torcida faz sentido. O São Paulo apresentou mais do mesmo neste domingo, contra uma equipe que fez uma ótima primeira fase, é verdade, mas contando com o apoio massivo nas arquibancadas, lotadas, e precisando voltar a figurar nas semifinais do Estadual após cair para o modesto Água Santa, também nas quartas, no ano passado.

Dentro de campo foi visto um São Paulo completamente dependente de Lucas. Foi graças ao camisa 7 que o Tricolor conseguiu empatar a partida contra o Novorizontino, após grande jogada individual que culminou em um cruzamento certeiro para Ferreiriha completar com categoria para o fundo das redes.

Lucas é capaz de decidir uma partida a qualquer momento. Sua qualidade técnica é inquestionável. Mas, para sonhar grande nesta temporada, o São Paulo precisa ser muito mais do que um time dependente de seu jogador extraclasse. É necessário um coletivo forte, uma engrenagem que funcione, o que, até agora, não foi exibido dentro de campo.

A falta de experiência de Thiago Carpini, de apenas 39 anos, contribui para a forte pressão da torcida. O treinador, por mais que acumule trabalhos significantes no Água Santa e Juventude, ainda precisa se consolidar como um profissional de primeira prateleira. O São Paulo é sua grande chance para isso, mas, pelo menos por enquanto, ele tem deixado a oportunidade passar.

Ainda é cedo para a demissão do treinador. A eliminação no Campeonato Paulista pesa, sim, para qualquer análise desse início de trabalho de Thiago Carpini no São Paulo, mas é obrigação da diretoria bancar a sua continuidade. Afinal, se passaram apenas dois meses. Dá para melhorar, claro, mas é impossível fazer milagres.

O São Paulo também não apresentou um futebol vistoso sob o comando de Dorival Júnior no ano passado. Mas a eficiência, a entrega e o comportamento do time em jogos decisivos fizeram a diferença para que o título da Copa do Brasil fosse conquistado. A entrega continua existindo, mas a eficiência já não é mais a mesma.

Agora, o elenco do São Paulo terá mais de duas semanas para trabalhar, descansar, reavaliar rotas e seguir em frente. A temporada será longa, o Tricolor voltará a disputar a Libertadores, competição que faz parte do DNA do clube e, por isso, a frustrante eliminação nas quartas de final do Campeonato Paulista não pode se tornar algo maior do que realmente é. A pressão sobre Thiago Carpini, entretanto, segue crescendo pelos lados do Morumbis.

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